Boicote, investigação e ida ao TJD: Palmeiras intensifica oposição à FPF

O Palmeiras a cada medida intensifica sua oposição à Federação Paulista de Futebol, como reação aos acontecimentos na final do Estadual no domingo, contra o Corinthians. O que começou com a fala dura do presidente Maurício Galiotte, rendeu o rompimento com a entidade, seguido do pedido de anulação do jogo, por considerar ter provado interferência externa na atuação do trio de arbitragem.

A revolta é pela forma como o árbitro Marcelo Aparecido de Souza Ribeiro recuou após dar pênalti de Ralf em Dudu. Imagens divulgadas pelo Verdão mostram que o diretor de arbitragem da FPF, Dionísio Roberto Domingos, conversou com o auxiliar Anderson José de Moraes Coelho.

Este contato é ilegal e uma das justificativas do clube para pedir uma posição da Federação. Na noite de terça, já foi enviado ao TJD-SP o pedido de anulação do jogo após uma investigação interna, usando até imagens das câmeras de segurança do Allianz Parque.

Pessoas ligadas ao Verdão prometem uma postura forte até o fim do caso. A impugnação do jogo, ou não, dependerá do Tribunal, mas o Palmeiras deseja, principalmente, mudanças na competição. Para 2019, Galiotte diz que o clube se manterá rompido com a FPF se não houver: árbitro de vídeo em todos os jogos do Estadual; um banco de armazenamento das conversas entre os árbitros que possa ser divulgado quando necessário e a reavaliação sobre o departamento de árbitros.

Enquanto nenhuma das três novidades ocorrer, o rompimento será mantido. Esta posição já rendeu efeitos na festa da FPF para os melhores do Paulistão. Oito dos 11 jogadores da seleção do campeonato eram palmeirenses (Jailson, Marcos Rocha, Antônio Carlos, Victor Luis, Felipe Melo, Lucas Lima, Dudu e Borja), Roger Machado foi eleito o melhor técnico, e Jailson o craque da competição. Mas, por conta do boicote alviverde, ninguém esteve na premiação, o que acabou a esvaziando.

Além da ausência em eventos como esse, o Palmeiras não participará também de reuniões na Federação durante o rompimento. Conselheiros sugeriram ao presidente jogar a edição de 2019 com um time de base, mas ainda não há movimentação interna sobre isto, ou algo mais enérgico, como não disputar o próximo Paulista. Isto porque o mandato de Maurício Galiotte se encerra no fim do ano, quando haverá nova eleição para a presidente - ele pode buscar a reeleição, mas precisa disputar o pleito.

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