Diego Souza e estratégia cautelosa em Rosário: Aguirre fala com o L!

Comandante do São Paulo no desafio de levar a equipe ao bicampeonato da Copa Sul-Americana, o uruguaio Diego Aguirre espera uma postura combativa de seu time na estreia da competição continental, contra o Rosario Central, na próxima quinta (12). No hotel que abriga o elenco são-paulino na Argentina, o treinador atendeu a reportagem do LANCE! e abriu o jogo sobre a condução de seu trabalho no clube do Morumbi,

Em um bate-papo de quase trinta minutos, Aguirre falou sobre a decisão de não levar Diego Souza para a partida, sobre a pressão que aguarda os jogadores no Gigante de Arroyito e, claro, sobre a expectativa para a partida diante do Rosario Central.

Confira a primeira parte da entrevista exclusiva com o treinador do São Paulo:

O estádio onde o São Paulo vai jogar é conhecido por ter muita pressão...

Sim, tem muita pressão. Mas não mais do que quando você joga contra Corinthians, Palmeiras... É similar.

Não é nada de outro mundo, então...

Na verdade, é. É uma pressão tremenda. Mas os jogadores estão acostumados. Falei do Corinthians e do Palmeiras por serem torcidas que pressionam muito quando jogam em casa, e isso acontece praticamente todos os anos. Acredito que os jogadores vão lidar bem, não sentirão tanto essa pressão porque estão acostumados.

Dá para dizer que o jogo será parecido com o jogo contra o Corinthians, em Itaquera?

Não há jogos iguais. Na verdade, os jogos se condicionam de acordo com os rivais. Não é que nós planejamos fazer em Itaquera exatamente o que aconteceu. Não foi isso. O jogo do Corinthians fez com que nos defendêssemos demais.

A impressão que ficou em Itaquera foi de que o São Paulo começou jogando no campo do Corinthians e, depois, foi para trás porque o Corinthians pressionou.

Foi exatamente isso. Viemos para trás porque o Corinthians controlou mais a bola e marcamos perto da nossa área, não era o que planejamos. Mas o jogo te leva a isso. Só que fizemos muita força física no começo e acabamos jogando atrás no fim.

Como você está tratando o Diego Souza, que acabou não sendo relacionado para viajar?

O Diego é um grande jogador, um reforço importante que temos. Mas, às vezes, se precisa de um tempo para o jogador mostrar seu nível, ele ainda está se adaptando a uma mudança grande para ele. Estamos trabalhando bastante para estar no nível em que ele tem de estar. Tem de continuar lutando por um lugar no time, e vamos ver o que acontece nos próximos dias. Mas isso não depende de mim. Depende dele.

Você sente que falta a ele uma reação dentro de campo?

Ele tem de mostrar sua qualidade. É um grande jogador, ninguém pode duvidar disso. Precisa aparecer sua qualidade, e acho que isso vai acontecer. Às vezes, o jogador precisa de um tempo, mais jogos. Mas temos de ser justos com os jogadores e colocar em campo não pelos nomes, mas pelo nível presente. O Diego está trabalhando para ter uma oportunidade.

Você falou em mudança grande para o Diego Souza. É mudança de posição ou adaptação ao clube ainda?

É de adaptação ao São Paulo. Quando você está em outro clube e vem para cá, tem mudança de casa, de rotina, de costumes, de situações. Às vezes, o jogador sente um pouco essa troca de time. Acontece muitas vezes.

Sobre o jogo desta quinta-feira, perder por um gol seria ruim?

Ruim. Mesmo se perder por 5 a 4, fazendo gol fora de casa, é ruim. Não posso pensar que perder seja bom, é ruim.

E empatar?

Aí já é outra história, claro. São dois jogos. Um empate seria bom, não posso mentir. Não é que vamos jogar para empatar, sempre jogamos para ganhar, mas empatar seria bom, não seria ruim.

Mas o São Paulo vai jogar no contra-ataque?

Vamos fazer de tudo um pouco. Contra-atacar em alguns momentos, atacar em outros. Vamos fazer protagonistas dependendo do momento do jogo. Precisamos ser inteligentes para ver as situações que vão se apresentar. Muitas coisas se definem com o passar dos minutos, não precisamos ter a ansiedade de sair para arriscar no começo. Precisamos ver o que vai acontecer.

Costumam dizer que jogar com três zagueiros e três volantes é uma retranca...

Vamos ver. Quando acabar o jogo, teremos a verdade. Se o São Paulo ganhar, falarão que foi bom. Para mim, jogar com três zagueiros é ser ofensivo, porque tem dois alas que são praticamente atacantes. É como vejo futebol: você tem três para defender e mais homens no meio-campo. Depende das características dos que jogam pelas alas. Mas se são Régis e Reinaldo, que atacam muito bem, melhor do que defendem, já não é tanto assim uma retranca. Não penso nisso. Às vezes, é normal ser um pouco criticado porque se imaginam coisas, mas a realidade está quando apita o juiz.

Mas você vai jogar com três zagueiros, então?

Não. Não estou falando de nada decisivo, ainda não confirmo isso. Estou falando do sistema, como já falei há dez dias, quando começamos a jogar com três zagueiros, como opção. Como contra o Atlético-PR, quando começamos com quatro na defesa e fomos para três no final. É uma coisa que estamos trabalhando e queremos fazer: ter dois sistemas.

E o que você pensa do Cueva, que tem sido reserva e deve ser de novo?

É um bom jogador. Está à disposição e, quando for utilizado, tem de render como os demais. Os melhores sempre vão jogar. Tomara que o Cueva, em sua próxima oportunidade, seja quinta ou domingo, mostre a qualidade que tem. Mas é uma opção.

Você foi jogador e sabe bem a ansiedade que ele deve ter para jogar com a Copa do Mundo chegando. Você usa isso?

Sim. É uma motivação grande que ele precisa ter e deve demonstração pelo São Paulo. Uma coisa vai com a outra.

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