Modesto tem derrota na Justiça e vive situação delicada no Santos

O Tribunal de Justiça de São Paulo negou, na última terça-feira, recurso pedido por um conselheiro aliado de Modesto Roma Júnior, Celso Pires, no qual solicitava a impugnação da votação que culminou com a reprovação do Balanço Patrimonial do clube de 2015. Com isso, por enquanto, as contas do primeiro ano de gestão de Modesto estão reprovadas. A derrota judicial deixa a situação do ex-presidente ainda mais delicada no Peixe - na última reunião do Conselho Deliberativo, em março deste ano, Modesto teve o balanço de 2017 também reprovado.

De acordo com o estatuto do alvinegro, a reprovação de contas pode resultar na expulsão do ex-dirigente do quadro associativo, além de processo. Para evitar tais problemas, Modesto ainda tem algumas possibilidades. Os advogados que cuidam da causa podem entrar com recurso em esferas superiores ao TJ-SP, como o Superior Tribunal de Justiça, também de São Paulo, com o chamado recurso especial e, ainda, com um recurso extraordinário no Supremo Tribunal Federal.

Se mesmo assim a decisão for desfavorável, um agravo de denegação do recurso pode ser pedido, obrigando a causa a ser julgada em Brasília. É nestas possibilidades que o ex-dirigente confia para permanecer no clube.

- Vamos fazer o que tiver de ser feito. A decisão não é final, estão cuidando disso e cabe recurso. Por enquanto, não tenho muito a dizer - disse Modesto, em rápido contato com a reportagem por telefone.

Entenda o caso

A votação das contas de 2015 aconteceu em abril do ano seguinte, em reunião do Conselho Deliberativo. Foram 83 votos a favor da reprovação e 81 votos contra. Com a alegação de que três votos eram de três ex-membros do então Comitê de Gestão (José Renato Quaresma, Jorge Corrêa da Costa e Rodrigo Marino que se desligaram ainda em 2015), o conselheiro Celso Pires conseguiu uma liminar suspendendo a votação.

Com a manobra, Modesto pôde seguir como presidente do Santos nos anos que seguiram. A liminar foi derrubada em agosto de 2016, após ação de nove conselheiros. Agora, foi o TJ quem negou o recurso. Assim, a decisão de reprovar as contas segue mantida. A Comissão de Inquérito e Sindicância do clube deve emitir em breve um novo parecer, após analisar o caso.

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