Brasileirão 2018: Atlético-MG busca confiança sob comando de Larghi

  • Bruno Cantini/Clube Atlético Mineiro

Depois do desgaste sofrido para encerrar a temporada de 2017 em nono lugar no Brasileirão, o Atlético-MG iniciou o ano cercado por dúvidas, principalmente pelas saídas de Fred, Robinho e Marcos Rocha na composição da equipe. A diretoria também foi modificada e Daniel Nepomuceno deixou a presidência para a chegada de Sérgio Sette Câmara, além da nomeação de Alexandre Gallo para o cargo de diretor de futebol.

Para suprir as saídas, Gallo buscou nomes que tentam se firmar no Campeonato Brasileiro, mas a comissão técnica também soube aproveitar os veteranos. Como exemplo está o volante Adilson, que havia sido transferido para o time B, voltou a ganhar espaço no comando do interino Thiago Larghi, que assumiu o time após demissão de Oswaldo de Oliveira. Além disso, Ricardo Oliveira chegou no início da temporada com o status de esperança de gols e correspondeu. Em 18 jogos pelo Galo, o centroavante mandou nove bolas na rede.

Mas apesar do desejo de viver um ano de alegrias, o time começa a gerar preocupações. Após início irregular no Campeonato Mineiro, a equipe conseguiu gerar bons resultados no decorrer das disputas e avançou à final com vitória por 3 a 1 sobre o Cruzeiro, porém viu o adversário recapturar a vantagem na volta e terminar com o título.

A esperança de boas atuações ficou para a estreia do Galo na Sul-Americana, entretanto o time teve dificuldades para enfrentar o San Lorenzo na Argentina, sobretudo pelos apagões na marcação já na etapa final. Os principais goleadores pareciam ainda estar na final do Mineiro e fizeram uma estreia fraca, com derrota diante de um time formado praticamente por reservas. Para o Campeonato Brasileiro, resta trabalho nos treinos e otimismo.

Aproveitamento: 60,61%(12V, 4E e 6D)

Campeonato Mineiro: Vice-Campeão

Copa do Brasil: Quarta-fase

Copa Sul-Americana: Primeira fase

Opinião

Em conversa com o Lance!, o repórter Léo Gomide, da Rádio Inconfidência, acredita que o equacionamento das finanças do Atlético-MG não contribui para a chegada de grandes nomes do futebol.

"Dos jogadores contratados para esta temporada, apenas o Ricardo Oliveira é titular. Róger Guedes, Erik, Iago Maidana, Arouca, Samuel Xavier, Tomás Andrade hoje são reservas. Não acredito que seja um time que vai brigar por título na competição, até porque o clube passa por uma por uma transição financeira, uma política de contenção de despesas. Então é provável que não venham reforços que cheguem e vistam a camisa como titulares absolutos.

O especialista também acredita que o trabalho de Thiago Larghi mostra a evolução do time em relação ao período de jogos no comando de Oswaldo de Oliveira, mas aponta que a briga pelo título do Campeonato Brasileiro ainda está longe para o Galo.

"O Atlético está atrás de nomes pontuais, como Emerson, da Ponte Preta, o Juan Komar, do Talleres, contratou Matheus Galdezani junto ao Coritiba. Não acredito que sejam peças que cheguem e desbanquem os titulares. O Thiago Larghi vem fazendo um trabalho que está evoluindo o time. Apesar de ter sido vice no Campeonato Mineiro, a evolução do grupo é mais notória do que era com Oswaldo. Agora é um time que tem jogo mais associativo, sem muita bola longa. Não se sabe como ele vai reagir em momento de dificuldade no Brasileirão porque nunca passou por isso. Mas coloco o Atlético como um time que vai brigar no máximo por vaga na Libertadores, com a formação que tem no momento. Quem sabe decidam brigar mais por competições mata-mata, como Copa do Brasil e Sul-Americana"

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