Da dificuldade à glória: Botafogo inicia Brasileiro em busca de equilíbrio

  • Thiago Ribeiro/AGIF

A saída de Jair Ventura, ainda em dezembro, para o Santos causou, no Botafogo, uma avalanche de problemas que foram sendo observados por jogadores, dirigentes, torcedores e jornalistas, mas que só foram minimamente resolvidos ao fim do Estadual. O Botafogo chega confiante para o Campeonato Brasileiro após ter sido campeão carioca, embora a campanha, no geral, tenha sido aos trancos e barrancos.

O substituto de Jair, Felipe Conceição, teve somente sete jogos para mostrar serviço. A eliminação para a Aparecidense, na primeira fase da Copa do Brasil, abalou as estruturas do Glorioso, e a troca de comando foi confirmada poucos dias depois, após derrota para o Flamengo - na semifinal da Taça Rio.

Logo após o Carnaval, Alberto Valentim, indicado pelo cogitado Cuca, assumiu a equipe, teve uma semana de trabalho antes de estrear, mas o time seguiu inconstante. Contra grandes e pequenos, alternou bons e maus momentos. Mas o treinador teve três méritos cristalinos na conquista estadual, obtida após vitórias nos momentos decisivos: semifinal contra o Rubro-Negro e segundo jogo da final, contra o Vasco, ambos no Maracanã.

O comandante chacoalhou o elenco, promovendo alterações nos três setores logo na estreia; motivou um grupo com pouca capacidade de reação após cair no mata-mata nacional e encontrou a melhor forma de encaixe do meio-campo. Com um volante e dois meias, e não dois volantes e um meia.

Cedeu aos apelos e recolocou Carli no time titular. O argentino foi um dos heróis do título, junto a Gatito Fernández. As laterais são ponto de forte apoio, mas carecem de proteção. O time luta para criar pela faixa central, mas Brenner e Kieza vêm correspondendo quanto preciso. Meias-atacantes buscam afirmação no cenário nacional, enquanto um substituto para João Paulo se faz necessário.

Time-base

O que fez em 2018

Aproveitamento: 54,38% (9V, 4E e 6D)

Carioca: campeão

Sul-Americana: venceu o primeiro jogo da primeira fase

Copa do Brasil: caiu na primeira fase

Opinião: Leonardo Pereira, editor do LANCE!

"Certamente, o Campeonato Carioca não é um bom parâmetro para o Campeonato Brasileiro. Por outro lado, o título pode dar um gás neste início de campanha. Enfraquecido em comparação ao ano passado, o elenco é bem modesto e tem claras deficiências em todos os setores. O técnico Alberto Valentim precisa tirar leite de pedra para não deixar o Glorioso entre as últimas colocações. O torcedor não pode se iludir com o feito épico de domingo passado e precisa se colocar ao lado da equipe. No prognóstico mais otimista, o time se salva do rebaixamento e almeja a metade da tabela."

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