Segundo pior ataque x melhor defesa: São Paulo desafia números por vaga

O adversário é o time que mais chamou a atenção do futebol brasileiro nesta temporada e, nesta quinta-feira, traz para o Morumbi uma boa vantagem para a partida de volta da quarta fase da Copa do Brasil. Mas além disso, o São Paulo terá de melhorar algumas estatísticas se quiser eliminar o Atlético-PR e se classificar para as oitavas de final da competição nacional, uma vez que o Furacão tem, em média, a melhor defesa do Brasil em 2018, e o Tricolor paulista tem o segundo pior ataque, também em média.

Até aqui, o São Paulo marcou 25 gols em 23 partidas oficiais, o que dá uma média de 1,09 gol por jogo, número muito baixo, que só é melhor do que o do Paraná (1,07), entre os clubes que disputam a Série A em 2018. A escassez de tentos por parte dos são-paulinos já provocaria a necessidade de evolução ofensiva, mas torna isso mais urgente diante do confronto da Copa do Brasil, em que terá de marcar gols para garantir uma vaga na próxima fase.

Com a derrota por 2 a 1 na Arena da Baixada, o Tricolor precisa vencer por um gol de diferença para levar o duelo para as cobranças de pênalti, mas se vencer por dois tentos ou mais, se classificará ainda no tempo normal. Apesar de já ter registrado o placar necessário sete vezes nesta temporada, o time de Diego Aguirre terá um desafio bem maior: o de furar uma defesa forte.

Isso porque o Atlético-PR sofreu apenas 12 gols em 23 jogos oficiais, média 0,52 gol sofrido por jogo, o melhor índice entre os 20 clubes de Série A no ano. Em outras palavras, a equipe é vazada uma vez a cada dois jogos, juntando as partidas realizadas pelo time principal e pelo time sub-23 do Furacão.

E é exatamente nessa divisão dos times do clube paranaense que mora um trunfo que o São Paulo pode aproveitar e fazer valer o seu mando de campo. Acontece que a equipe de transição do Atlético-PR, treinada por Tiago Nunes, sofreu cinco gols em 16 jogos, média de 0,31 por partida, todas pelo campeonato estadual. Já a equipe comandada por Fernando Diniz, que vai entrar em campo nesta quinta-feira, sofreu sete gols em sete jogos oficiais, média de um tento por partida.

Alguns jogadores dessa equipe sub-23 estão sendo aproveitados por Diniz, mas o estilo de jogo peculiar do treinador, que gosta de propor o jogo e atacar, deve permitir ao São Paulo oportunidades para construir o resultado necessário para a classificação. Ainda assim, Aguirre terá de fazer com que haja uma evolução no ataque do Tricolor, que permanece na busca pelos homens de frente ideais.

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