Peres se 'fortalece' no Santos, mas oposição prepara nova investida

O presidente do Santos, José Carlos Peres, parece que "ganhou" o primeiro embate com seus opositores. A medir pela reação da torcida nas redes sociais e pela falta de embasamento legal do primeiro pedido de impeachment, algo posto publicamente por Marcelo Teixeira, presidente do Conselho Deliberativo, o atual mandatário santista está "mais forte". A oposição, por sua vez, prepara nova investida contra o dirigente - a tendência é que um novo pedido de impeachment seja protocolado na próxima semana.

O que deve vir à tona nos próximos dias é, em parte, a ligação de Peres com Ricardo Marco Crivelli, o Lica, coordenador das categorias de base do alvinegro, afastado do cargo por suspeita de abuso sexual de menor. Os dois são sócios da Saga Talent Sports & Marketing, empresa que tem outros cinco componentes. Os opositores prometem provar que a empresa tem relação com atividades ligadas ao agenciamento de jogadores, algo proibido pelo Estatuto Social do clube.

Além de tentarem desgastar a imagem do presidente que, na visão deles, estaria sendo pouco combativo em relação ao suposto caso de pedofilia envolvendo seu sócio e funcionário. Uma nova empresa de Peres em sociedade com sua esposa seria trunfo para sustentar o novo pedido de impedimento - vale lembrar que a mesma já foi acusada pelos opositores de retardar a assinatura de contratos, prejudicando negócios.

Torcida

?A julga pelas redes sociais, parte da torcida do Santos se mostrou extremamente incomodada com a possibilidade da derrocada de Peres. Alguns comentários do santistas apontam classificam como "corajosa" a postura do dirigente de dividir de maneira igualitária os jogos do Peixe entre Pacaembu e Vila Belmiro, incomodando figurões da política alvinegra. Dentre os principais argumentos para defender o presidente do que seria um "golpe" está também a auditoria contratada por Peres para esmiuçar os gastos dos últimos anos no clube.

Pedido 'fraco'

?O primeiro pedido de impeachment protocolado pela oposição não surtiu o efeito desejado de incomodar e assustar Peres. Pelo contrário, o recuo de alguns conselheiros que assinaram o documento e a declaração de Marcelo Teixeira deram mais gás ao presidente, que já havia enfatizado a não legalidade do requerimento.

- A mesa do Conselho avaliou e já encaminhou à Comissão de Inquérito e Sindicância, e ele está sendo avaliado. Mas eu já antecipo que não há nenhuma base, nenhum fundamento estatutário para que esse processo tenha o seu andamento normal dentro do Conselho Deliberativo. Eu já afirmo antecipadamente que, pelos fundamentos apresentados, não existem critérios estatutários que possam embasar um futuro impeachment do presidente - garantiu Marcelo, em entrevista à Rádio Jovem Pam.

A solicitação também estremeceu alguns grupos. Andres Rueda, por exemplo, membro do Comitê de Gestão, viu dez membros de sua chapa à presidência assinarem o documento. Questionado, se disse totalmente contrário ao impedimento de Peres.

Coletiva na Vila Belmiro

?Ciente de tamanha pressão opositora, Peres optou por conceder uma entrevista coletiva na sala de imprensa da Vila Belmiro, na qual rebateu item por item questionado no pedido de impeachment. Se antecipando à pressão que virá, também salientou não estar defendendo Lica e deixou o julgamento restrito apenas à Polícia.

Ameaças a membro do Comitê

?Membro do Comitê de Gestão, Pedro Doria declarou que irá prestar queixa criminal contra o conselheiro Marcio Rosas por ameaças. Pedro alegou estar sendo vítima de constantes injúrias e intimidações do opositor, um dos 22 a assinar pedido de impeachment. Rosas negou todas as acusações e disse que suas palavras foram descontextualizas.

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