Após oito anos na Ásia, Chamusca aconselha Carille: 'Hoje, ficaria'

Na última quinta-feira, uma notícia sobre uma possível proposta do Al-Hilal, da Arábia Saudita, pelo técnico Fábio Carille tomou conta dos noticiários. Os altos valores especulados seriam um atrativo para o treinador do Corinthians, atual campeão paulista e brasileiro. O técnico Péricles Chamusca, que tem carreira de oito anos de sucesso fora do Brasil, em países como Japão e Catar, comentou a possível saída do corintiano.

Para ele, Fábio Carille deveria permanecer mais tempo no Brasil, já que vem em boa fase e seu trabalho vem rendendo frutos à frente da equipe alvinegra.

- Lógico que é uma decisão muito pessoal, mas na minha experiência, pelo contexto atual, eu, no lugar dele, não sairia neste momento. É um momento muito bom para ele, que tem um trabalho consolidado, espaço no mercado. Neste lado, eu acho que deveria aproveitar este bom momento dele mais tempo aqui no Brasil, para ter essa experiência depois. Ela faz você crescer como profissional, pessoa, conhecer novas culturas, são muitos benefícios. Mas acho que ele poderia esperar um pouco mais, pelo bom momento que vive e a valorização dele no cenário nacional - disse Chamusca, que minimizou a questão financeira.

- Olhando pelo aspecto financeiro, já não existe tanta distância nos valores oferecidos no futebol asiático e os grandes clubes daqui. Houve uma valorização muito grande no salário dos profissionais aqui. Esse diferencial do financeiro já não é mais tão atrativo.

Após destacar-se nacionalmente na conquista da Copa do Brasil pelo Santo André, em 2004, Chamusca seguiu para o Japão, no Oita Trinita, onde teve bastante sucesso, conquistando a Copa Nabisco e fazendo boas campanhas na J-League. Ele também dirigiu o Jubilo Iwata, clubes no Catar, como o Al-Arabi, Al-Jaish e Al-Gharafa e Emirados Árabes.

Com base nessa experiência, Chamusca também fez questão de ressaltar os ganhos que Fábio Carille poderia ter caso decidisse por deixar o Corinthians e assumir um trabalho na Arábia Saudita.

- Falando especificamente sobre conhecimento tático, dentro de campo, é uma oportunidade de confrontar com escolas diferentes. Isso foi algo que me deu muito amadurecimento na parte tática, do jogo. Por essas experiências que tive, outras escolas, tendo de gerenciar grupo em outra cultura. Isso me trouxe um ganho muito interessante como treinador. Neste lado, pode ser positivo.

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