Aguirre encontra alternância de laterais e pontas que Dorival sonhou

Dorival Júnior deve ter assistido ao clássico entre São Paulo e Santos neste domingo e, certamente, viu que Diego Aguirre conseguiu algo que ele sonhou desde os seus primeiros treinos no Tricolor. Para vencer e envolver o adversário no San-São, o uruguaio teve em campo uma sincronia de movimentos entre seus laterais e ponta que permitiu até aumentar o número de peças ofensivas, sem prejuízo defensivo.

Os anfitriões dominaram o primeiro tempo do clássico no Morumbi com algo além da movimentação. Aguirre teve Marcos Guilherme aberto pela direita, com Everton do outro lado, mas os dois meia-atacantes centralizavam para frequentes avanços de Militão e Reinaldo. Por outro lado, também voltavam ou rapidamente davam botes quando o time perdia a bola.

Nessa postura, como Marcos Guilherme é o melhor marcador entre os meia-atacantes no elenco e Militão era zagueiro e volante na base, o Peixe não conseguia usar seu melhor lado, com Dodô e Rodrygo. E foi pela esquerda que o Tricolor encontrou espaço para criar suas melhores oportunidades. Possibilidades que se ratificaram com a extrema intensidade que o time impôs desde os primeiros minutos.

Nos treinos, até ser demitido, em março, Dorival Júnior buscava alternativas envolvendo laterais e pontas. Tentou fazer com que laterais centralizassem, para a passagem dos pontas, trabalhou o inverso e pouquíssimas vezes conseguiu expor o entrosamento e a sincronia vista nesse domingo.

Além do posicionamento pelos lados, o 4-2-1-3 desse domingo encontrou uma função em que Nenê fica mais à vontade. O camisa 7 não estava em tarde inspirada, mas tem menor responsabilidade de marcar sendo o "1" que liga o meio-campo ao trio ofensivo. Mais solto, pode encostar em Diego Souza, variar pelos lados para criar alternativas e chega mais à área.

Na marcação, o posicionamento de Jucilei alinhado com um volante, que foi Hudson nesse domingo, já tinha se mostrado o esquema mais seguro. Em vez de ter alguém como Petros, infiltrando com frequência, a aposta foi em um quarteto ofensivo que se mexe e envolve por si só, com volantes participando mais da entrega da bola e finalizando na sobra. Em teoria (e colocada na prática no San-São) menos desgaste na frente para suportar defender mais. Deu certo.

Os dirigentes costumam elogiar Diego Aguirre por conseguir encontrar alternativas táticas com pouco tempo de trabalho. E o esquema com três zagueiros já tem um 4-2-1-3 que, bem entrosado, pode preencher melhor o campo, dependendo do adversário.

Confira como funcionou o 4-2-1-3 de Diego Aguirre nesse domingo:

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