STJD absolve Atlético-MG e diretor de futebol Alexandre Gallo

O Atlético-MG e o diretor de futebol do clube, Alexandre Gallo, foram julgados pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), nesta quinta-feira. Por decisão unânime, o clube alvinegro foi absolvido, assim como o dirigente. O processo estava pautado nas denúncias feitas com base na súmula do árbitro Fifa, Dewson Fernando Freitas da Silva, durante o jogo entre Atlético-MG e Corinthians. A partida, vencida por 1 a 0, pela equipe mineira, aconteceu no dia 29 de abril.

Dewson Fernando Freitas da Silva relatou na súmula que um copo foi atirado por um torcedor alvinegro aos 41 minutos do primeiro tempo e que o quarto árbitro foi atingido. Nas anotações, ele chegou a citar que o torcedor foi identificado.

Como o Atlético-MG identificou o responsável pela ação, o clube foi absolvido de qualquer punição. Já o diretor Alexandre Gallo foi inocentado da denúncia por reclamação desrespeitosa. A decisão ainda cabe recurso.

Conforme a súmula do árbitro principal, o dirigente se dirigiu a ele, durante o intervalo, para reclamar do gol de Róger Guedes, anulado pelo assistente adicional, que fica atrás da linha de fundo.

- No intervalo da partida, na saída do campo de jogo para o vestiário, ao passar na zona mista, o senhor Alexandre Gallo, diretor de futebol do Clube Atlético Mineiro, proferiu as seguintes palavras para a equipe de arbitragem: 'Porra, assim vocês fodem com todo o nosso trabalho, inaceitável um erro desse' - registrou Dewson Fernando Freitas da Silva.

Presente no julgamento, Alexandre Gallo prestou depoimento para esclarecer os fatos narrados na súmula.

- Tenho o maior respeito pelo árbitro. No caso o que mais incomodou a todos que estavam no jogo foi a demora do retorno, da marcação ou não. Foram mais de 3 minutos para voltar atrás num lance. Corinthians é um adversário duro de ser batido e nos incomodou por ser um gol que nos deixaria vivo na partida. Demorar para voltar um lance em uma marcação de gol ou não. Depois do acontecido muitos falaram da demora e na minha posição voltando para o vestiário e interpelei o árbitro. Na minha posição eu sinto muito estar aqui. Essa questão da nomenclatura me pegou no afã do momento. Dentro do futebol é um termo normal pelo calor da emoção. Hoje aqui não falaria de nenhuma maneira, mas no futebol é normal - explicou o diretor de futebol.

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