Não é só Tite! Seleção que vai à Rússia tem 'legado' de Dunga

O otimismo em torno da possibilidade do hexacampeonato da Seleção na Copa do Mundo, que acontece na Rússia, no mês que vem, tem muito do trabalho de Tite. A confiança da torcida, o esquema de jogo, os resultados, a decisão pelos 23 nomes que representarão o país, tudo isso tem o dedo do técnico. No entanto, engana-se que é apenas isso. Se olharmos mais de perto, o grupo que vestirá a camisa verde e amarela também é um 'legado' de... Dunga!

O técnico que iniciou o atual ciclo para o Mundial teve influência direta, entre estreias e aumento de minutagem dentro da Seleção, de 11 dos 23 convocados por Tite. Ou seja: quase metade da lista chegará à Rússia em condições de representar o país por conta de oportunidades dadas por Dunga.

Para se ter uma ideia do que isso representa, Alisson, Fred, Douglas Costa e Firmino tiveram a sua primeira vez na Seleção por conta da convocação do antecessor de Tite. Do quarteto, apenas o goleiro, atualmente na Roma (ITA), deve estrear a Copa no time titular. A trinca, contudo, vive ótimo momento e tem moral para até sonhar com titularidade.

Já outros jogadores, hoje vitais para Tite, ganharam corpo e minutagem com Dunga. Miranda foi, desde o primeiro jogo deste ciclo, titular na zaga. E isso vai se manter na Rússia. Já Philippe Coutinho só teve uma chance com Mano Menezes. Mas foi com o capitão do tetra que começou a ser chamado com frequência e, inclusive, marcou seu primeiro gol com a camisa verde e amarela.

- O Dunga foi muito importante, pois sempre acreditou no meu futebol. Em 2009 era mais jovem, mas tinha minhas possibilidades. Me machuquei, mas também não tive uma sequência de jogos. Quando ele voltou, confiou em mim, e foi quando me firmei mais aqui na Seleção e me senti dentro do grupo - disse Filipe Luís, outro que ganhou maior "casca" na Seleção com Dunga.

Jovens valores como Danilo, Marquinhos e Casemiro também aumentaram seu histórico de jogos pela Seleção na segunda passagem de Dunga no cargo. Renato Augusto, que tinha apenas três convocações quando foi chamado em 2015, hoje é homem de confiança de Tite dentro do grupo.

Diferente da primeira passagem, quando faturou a Copa América e a Copa das Confederações, Dunga deixou o comando da Seleção, praticamente dois anos após assumir o posto, sem conquistas. Apesar do início avassalador, com 11 vitórias seguidas, acumulou fracassos, atuações ruins e algumas polêmicas. Mesmo assim, deixou caminhos que Tite soube semear e, na Rússia, espera colher os louros de um hexacampeonato.

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