Palmeiras sofre para jogar sem Borja e usa 4 centroavantes em 2 jogos

O torcedor mais crítico pode custar a admitir, mas o Palmeiras ainda não sabe jogar sem Miguel Borja. Roger Machado já escalou quatro jogadores diferentes na posição de centroavante desde que o camisa 9 se apresentou à seleção colombiana: Deyverson, Willian, Papagaio e Guerra. E foram apenas dois jogos...

O primeiro escolhido foi Deyverson, que teve atuação sofrível nos 45 minutos iniciais do empate por 1 a 1 com o América-MG, quarta-feira, pela Copa do Brasil. Willian foi deslocado para a posição no intervalo e respondeu bem, marcando o gol que garantiu a classificação da equipe às quartas de final e mostrando que é a melhor opção neste momento. Quarta, contra o Cruzeiro, o titular deve ser ele.

Cansado, o camisa 29 não participou da derrota por 3 a 2 para o Sport, neste sábado. Foi por isso que Roger resgatou uma alternativa que já havia sido testada - sem muito sucesso - no Paulistão: improvisar Guerra como um "falso 9".

A ideia tem um lado interessante. A frequente movimentação de Guerra abre espaço para que Keno, Dudu e Lucas Lima entrem na área. Foi em uma jogada assim que Keno marcou o primeiro gol do jogo. Mas o venezuelano leva grande desvantagem no enfrentamento físico com os zagueiros, o que acaba brecando diversos ataques da equipe.

Aos 18 minutos do segundo tempo, ele deixou o campo para a entrada do jovem Papagaio, que já havia substituído Willian na parte final do jogo contra o América-MG. Mais na imposição física no que na técnica ou no poder de definição, o garoto conseguiu dar presença de área à equipe. No fim, o técnico ainda sacou Felipe Melo e colocou Deyverson para tentar achar um gol na bola longa.

Mais do que a falta de cacoete de Guerra e a inexperiência de Papagaio, o principal problema diante do Sport foi a desconfiança da torcida com Deyverson. Roger tentou preservá-lo.

- O primeiro passo é tentar recuperar o Deyverson, recuperar o prestígio dele com o torcedor. O Papagaio entrou antes porque todo mundo presenciou na quarta-feira a saída do Deyverson sendo mais comemorada do que um gol. Isso tira a confiança do jogador - analisou o comandante.

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