Problemas físicos e 'azar' impedem Guerra de engrenar no Palmeiras

"Eu me faço essa pergunta: por que quando estou melhor, com confiança, me machuco ou acontece alguma coisa? É azar, é futebol. Eu não quero me machucar, mas tenho que aceitar. Isso acontece por algum motivo".

A frase de Alejandro Guerra é de duas semanas atrás, mas poderia ser da última segunda-feira, quando ele fez exames e soube que precisará passar por uma cirurgia para corrigir uma lesão ligamentar no pé esquerdo. A previsão é de três meses fora de combate.

Desde que chegou ao Palmeiras, no início de 2017, o venezuelano de 32 anos tem enfrentado imprevistos que brecam sua ascensão. Quem acompanha o trabalho dele no dia a dia costuma elogiar sua dedicação e seu desempenho nos testes realizados na Academia. Foi motivo de orgulho para o núcleo de saúde e performance do clube o fato de o armador ter feito 38 jogos no ano passado, número que ele nunca atingiu em sua passagem pelo Atlético Nacional (COL). Mas poderia ser ainda melhor se não fossem os problemas físicos que insistem em persegui-lo.

Em abril deste ano, Guerra havia acabado de marcar um gol no empate por 1 a 1 com o Botafogo, pela primeira rodada do Brasileirão, e era grande candidato a tomar a vaga de Lucas Lima contra o Internacional, mas machucou o quadril em um treino e ficou quatro jogos afastado.

Recuperado, foi utilizado por Roger Machado nos últimos seis jogos da equipe, sendo dois como titular: a vitória por 3 a 1 sobre o Junior Barranquilla, quando o técnico utilizou uma formação alternativa, e a derrota por 3 a 2 para o Sport, no último sábado, improvisado como centroavante. Se não tivesse machucado o pé durante a partida, o meia poderia voltar a sonhar com a vaga de Lucas Lima, que vive novo momento instável.

O maior dos baques, porém, não foi causado por uma lesão. Guerra era o principal jogador do time antes da partida de ida das oitavas de final da Libertadores de 2017, contra o Barcelona de Guayaquil, no Equador, mas teve de retornar às pressas ao Brasil para cuidar de Assael, seu filho pequeno que se afogou na piscina de casa - o garoto se recuperou muito bem.

O Palmeiras fez 98 jogos desde a estreia de Guerra. Por diferentes motivos, ele não ficou nem no banco em 23 desses jogos. Em outras 19 ocasiões, não saiu da reserva.

Além da lesão no pé e da inflamação no quadril deste ano, o camisa 18 sofreu em 2017 com uma luxação no ombro direito (perdeu três jogos), com dores no adutor direito (perdeu dois jogos) e com uma fratura no nariz (perdeu um jogo). Ele ainda foi poupado em seis ocasiões, cumpriu suspensão em uma e foi desfalque para defender a seleção venezuelana - da qual se aposentou no ano passado - em três partidas. Ainda foi liberado de uma partida para resolver questões particulares e se ausentou de outras duas na época do episódio com o filho.

O venezuelano atuou 56 vezes, sendo 37 jogos como titular e apenas 13 completos - todos em 2017. Neste ano, não completou os 90 minutos em nenhum dos 18 jogos que fez (seis como titular). Ele marcou sete gols no ano passado e um nesta temporada.

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