Chelsea suspende planos de construção do novo Stamford Bridge

A ideia de construir um novo estádio foi colocada em segundo plano pelo Chelsea. Em comunicado, o clube londrino suspendeu o projeto por tempo indeterminado por conta do "clima de investimento desfavorável".

- O Chelsea anuncia hoje que suspendeu o projeto do novo estádio. Nenhum projeto adicional de pré-construção e planejamento vai ocorrer. A decisão foi tomada devido ao atual clima de investimento desfavorável. O clube não tem um prazo definido para reconsiderar a decisão - comunicou o clube.

O Chelsea não informou o motivo de o momento não ser bom para investimentos no novo estádio. Contudo, a situação de Roman Abramovich no Reino Unido pode ser a resposta.

Além do problema com o russo, um outro impasse também ameaçava as obras do novo estádio, que seria no local onde está situado o Stamford Bridge. Uma família que mora perto da arena entrou na Justiça contra eventuais impactos causados pela estrutura. Os Crosthwaites afirmaram que perderiam o direito à luz no terreno de sua casa.

O novo Stamford Bridge teria capacidade para 60 mil pessoas. O projeto estava orçado em 1 bilhão de libras (cerca de R$ 4,3 bilhões). Durante o período das obras, o Chelsea mandaria os seus jogos no Wembley.

PROBLEMA COM ABRAMOVICH

Décima terceira pessoa mais rica do Reino Unido, com fortuna avaliada em 10,6 bilhões de euros (R$ 46,2 bilhões), Abramohich teve o visto de residente expirado entre abril e maio. Porém, ele não foi renovado pelas autoridades britânicas. Para conseguir o documento, o proprietário dos Blues precisa explicar a origem da sua fortuna.

A negativa é vista como uma forma de retaliação da Grã-Bretanha contra a Rússia, por conta do envenenamento do ex-espião russo Sergei Skripal na cidade de Salisbury, sul da Inglaterra.

Abramovich obteve a cidadania israelita para poder trabalhar e tocar os seus negócios do Reino Unido, uma vez que o país tem relações especiais com os britânicos. Por ser judeu, o bilionário conseguiu com mais facilidade o documento. Contudo, um porta-voz da primeira ministra Theresa May, ao "The Guardian", declarou:

- Os cidadãos israelitas têm que obter um visto se quiserem viver, trabalhar ou estudar no Reino Unido.

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