Médico do Botafogo explica situações de Yago e Carli; Gatito só após a Copa

Não foi só o frustrante empate diante do Ceará, na última quarta-feira, que o Botafogo lamentou. Os zagueiros Carli e Yago tiveram que sair de campo por conta de contratempos distintos ao longo do duelo no Nilton Santos, válido pela décima rodada do Campeonato Brasileiro. E devem ser desfalques.

A dupla teve que ir ao Hospital Pasteur, no Méier, para ser melhor avaliada. Ambos já estão em casa. A situação que mais causou preocupação foi a de Yago, que havia entrado justamente no lugar de Carli. Nesta quinta-feira, em entrevista coletiva, Salvio Magalhães, médico do Botafogo que acompanhou os defensores no hospital, elucidou a respeito dos casos, após o treino.

- O atleta (Yago) estava fora de consciência quando fomos ao encontro dele, sem responder perguntas sobre onde estava ou algo do tipo, e estava agressivo. A conduta foi a retirada do atleta. Não tive como fazer um protocolo padrão, a não ser que eu fosse para o embate, uma vez que o atleta estava muito agressivo, uma forma de reação nesses casos - disse, completando:

- Na ambulância, na saída do campo, ele queria voltar, daí iniciamos um embate maior. Ele achou que estava normal e um absurdo tê-lo tirado de campo. A partir desse momento, foi encaminhando a um serviço de emergência. Não por um diagnóstico da concussão, pois já sabíamos, mas apenas para excluir possibilidades, como hemorragia. Foi feita tomografia e ressonância. O Yago ficou em observação por quatro horas, até duas horas a mais do que o horário crítico, e então foi encaminhado para casa. É obrigatória a saída do atleta pelo trauma. Ele está em descanso, a partir de amanhã ele se reapresenta e faz algo físico, aeróbico, e está proibido de ter contato com bola, pelo impacto. A partir de domingo, está apto para retornar, para treinar ou jogar, aí ficaria para o quesito técnico se vai jogar ou não (contra o Bahia, também no domingo), pois não treinaria esses próximos dias.

Ou seja, muito provavelmente, Yago não viajará para Salvador, embora não haja restrição dos médicos. Já quanto a Carli, outro sem lesão, dependerá das dores que irá sentir ou não no local da pancada - quando deixou o campo diante do Ceará, o argentino chegou a chorar pelo impacto.

- Carli teve uma contusão no lado esquerdo da parte posterior abdominal. Foi avaliado e não se detectou nenhuma lesão mais grave, foi apenas uma contusão. Hoje (quinta) está melhor, ainda está bastante dolorido, mas só poderemos ter uma posição mais precisa nas próximas 24 horas ou até em 48 horas a depender do controle da dor dele. Está sendo medicado e acompanhado, mas a gente precisa da resposta dele - salientou Magalhães.

E GATITO FERNÁNDEZ

O assunto Gatito Fernández também foi abordado na coletiva. O goleiro, que ainda se recupera da fratura na ulna do punho direito e uma lesão ligamentar e não joga desde a partida contra o Sport, pela segunda rodada do Brasileirão, só retornará após a Copa do Mundo. Salvio Magalhães contou os detalhes.

- Gatito teve uma fratura na ulna (um dos ossos longos do antebraço), o tratamento tem sido conversador, ele teve uma evolução boa no início. Da terceira para a quarta semana involuiu um pouquinho, e isso gerou apreensão. Mas nos exames subsequentes ele voltou a evoluir no ponto de vista da consolidação. Atualmente está com seis semanas, está evoluindo bem. A nossa programação para ele é manter a imobilização por mais duas semanas. Isso vai acabar no meio da intertemporada.

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