Fluminense vence Scarpa na Justiça, e meia não pode jogar pelo Palmeiras

Dalva Macedo, juíza da 70ª Vara do Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro (TRT-RJ), deu ganho em primeira instância ao Fluminense no processo movido por Gustavo Scarpa contra o clube carioca. Isto significa que está mantido seu vínculo com a equipe das Laranjeiras, e aquele firmado com o Palmeiras não tem validade. Ainda cabe recurso. A informação foi publicada pelo "Globo Esporte".

A decisão da juíza era muito aguardada, já que o jogador teve seu contrato com o Verdão suspenso em 16 de março, quando o TRT-RJ derrubou a liminar que o liberava de seu contrato com o Fluminense enquanto o processo corre na Justiça. O contrato com o Flu voltou a valer, mas Scarpa sequer cogitou se apresentar e ficou treinando sozinho em sua cidade, Hortolândia (SP).

Na última quinta-feira, o TRT-RJ, em segunda instância, já havia negado o mandado de segurança do jogador que pedia a liberação do Fluminense para que pudesse defender outro clube antes do fim do julgamento do caso.

O jogador entrou na Justiça no fim de 2017, pedindo sua liberação do clube das Laranjeiras. Ele ainda cobrava mais de R$ 9 milhões do clube. O valor se refere a salários, férias e 13º atrasados, além de parcelas do FGTS - o Flu no começo do ano pagou parte desta dívida para evitar perdê-lo na Justiça. Ainda assim, o Palmeiras o contratou quando saiu a primeira liminar favorável ao atleta, sem a necessidade de pagar nada ao Fluminense.

A juíza considerou improcedente o pedido para liberação e pagamento dos R$ 9 milhões, sob o argumento de que o meio-campista chegou a renovar seu contrato quando já estava com recebimentos atrasados. O jogador esperava uma vitória para voltar a jogar no Palmeiras, que já disse não se envolver na disputa entre o meia e sua ex-equipe.

Com Scarpa livre, o Verdão iria comprar diretamente do atleta seus direitos econômicos por 6 milhões de euros (R$ 26,6 milhões), mas não fez o depósito da quantia por conta do imbróglio judicial. Embora o camisa 14 possa recorrer da decisão, não há prazo para que o caso seja novamente julgado. Por isso, a data para sua volta à Academia de Futebol - se houver - também é incerta.

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