Saiba quem é Pavón, nova aposta de solução na Argentina de Sampaoli

"É um jogador com um potencial impressionante. Está passando por um bom momento, é um grande no Boca e será difícil que continue no Boca, porque é complicado não vender alguém assim. Qualquer clube da Europa vai querer tê-lo e, seguramente, depois da Copa do Mundo, muito mais. Tem muito potencial para seguir crescendo. É muito jovem e tem muito a dar."

As palavras acima são de Ángel Di María, em entrevista à ESPN, antes da Copa do Mundo, sobre Cristian Pavón. E é exatamente para o jogador de 22 anos de idade que o astro do Paris Saint-Germain deve perder sua posição na Argentina que enfrenta a Croácia, nesta quinta-feira, em busca da primeira vitória no Mundial, sob o risco de se complicar caso não some três pontos.

O jovem jogador do Boca Juniors já é tido como fora de série na Argentina, sendo o craque da equipe que alcançou o bicampeonato nacional. O clube conseguiu evitar sua venda para o Zenit, da Rússia, há um ano, deu aumento e avisa que só rescindirá o contrato, válido até 30 de junho de 2022, sob o pagamento imediato da multa de 25 milhões de euros (quase R$ 109 milhões) mais os impostos, o que levaria a operação para cerca de 32 milhões de euros (aproximadamente R$ 140 milhões).

Com um estilo incisivo, ganhando frequentemente as disputas para chegar à linha de fundo, Pavón joga pelos dois lados e, facilmente, se torna protagonista. E traçou sua história admirando Messi. Tinha nove anos de idade quando o astro do Barcelona levou a Argentina ao título mundial sub-20 em 2005. Em novembro do ano passado, foi convocado pela seleção principal e decidiu amistoso contra a Rússia, recebendo do ídolo e dando a assistência para o gol de Aguero. Ganhou um abraço do camisa 10 e tem a foto do momento ampliada em um quadro na sua casa.

O próprio Messi já disse que Pavón tem tudo para se tornar muito importante para a seleção. E, logo em sua estreia em Copas do Mundo, o jovem atacante foi um dos poucos elogiados da Argentina no empate por 1 a 1 diante da Islândia, entrando no lugar de Di María. Exatamente como deve ocorrer nesta quinta-feira, contra a Croácia.

Já ser apontado como solução é a confirmação de um talento descoberto cedo. Pavón nasceu em Córdoba e, aos oito anos, foi para o Talleres. Acabou promovido ao elenco principal com 16 anos e, em dezembro de 2013, aos 17, fez seu primeiro jogo como profissional. Teve uma rápida passagem pelo Colon, emprestado, até que, em julho de 2014, foi comprado pelo Boca por 14 milhões de pesos argentinos (R$ 3,8 milhões) na época e só cresceu. Na seleção, jogou os Mundiais sub-17 e sub-20 e disputou a última Olimpíada no Rio de Janeiro, em 2016, ratificando sua condição de promessa que, hoje, é realidade.

Pavón já tem passaporte italiano para facilitar sua entrada no futebol europeu. Os jornais argentinos apontam que Barcelona, Atlético de Madri, Arsenal, Manchester United, Everton e Inter de Milão estão de olho no atacante. Antes disso, porém, ele já pode se tornar um herói nacional na Rússia. É, ao menos, o que aposta o técnico Jorge Sampaoli.

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