Juíza só analisará anulação da eleição do Vasco em caso de nova ação

A juíza Maria Cecília Pinto Gonçalves, da 52ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), decidiu na tarde desta quinta-feira (21) não aceitar a mudança da inicial em ação do advogado Alan Belaciano, ligado ao ex-candidato Julio Brant, líder do grupo "Sempre Vasco". Belaciano havia protocolado uma emenda a inicial, alterando os pedidos na ação, requerendo, por exemplo, a anulação da eleição do Vasco. Para a emenda ser aceita, como os réus já haviam sido citados, os mesmos deveriam concordar, o que não ocorreu.

Com isso, a juíza não julgou o mérito do pedido para uma possível anulação da eleição do Vasco. Para isso, o ajuizamento de uma nova ação se faz necessária, com este pedido já na inicial. Vale lembrar que a ação atual - classificada no site do TJRJ como "indenização por dano moral" - está como apenso de uma ação principal, também julgada pela Maria Cecília Pinto Gonçalves, que anulou a urna 7 da eleição do Vasco após perícia no ano passado. Mas em trecho da decisão desta quinta-feira, a magistrada afirmou não haver "alegada conexão".

Nesta emenda que não foi aceita pela Justiça, o autor da ação pedia, além da anulação da eleição do Vasco que culminou com Alexandre Campello vencendo e assumindo a presidência, outros pontos como o afastamento imediato dos 30 conselheiros eleitos pela Chapa Azul, de Eurico Miranda, que ficou em segundo lugar com a anulação da urna 7, que todos os integrantes ligados a Chapa Azul sejam excluídos da possibilidade de participar da nova eleição, e a posse imediata dos conselheiros da Chapa Branca - de Fernando Horta, terceiro lugar com a anulação da urna 7.

O advogado Alan Belaciano ainda não se manifestou se entrará com nova ação com um novo pedido de anulação da eleição do Vasco, desta vez presente na inicial.

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