Equação do bom futebol: como o Brasil pode ser regular em Moscou

A Seleção Brasileira finalmente venceu a primeira nesta edição da Copa do Mundo. No entanto, a vitória suada por 2 a 0 sobre a Costa Rica, nesta sexta-feira, em São Petersburgo, ainda não passa, ao torcedor brasileiro, a confiança adquirida pela equipe verde e amarela desde a chegada do técnico Tite. Por outro lado, diferente da estreia, o Brasil começou a se soltar mais justamente aqui na Rússia na etapa final diante dos costarriquenhos.

A matemática dos 180 minutos da Seleção até aqui é simples: foi bem no primeiro tempo diante da Suíça e no segundo diante da Costa Rica. Sendo assim, ao juntar o que de mais positivo o Brasil apresentou neste dois cenários, é possível imaginar uma partida melhor na definição do Grupo E, diante da Sérvia, na quarta-feira, no Spartak Stadium, em Moscou. Abaixo os pontos para crer nesta equação.

Confiança

O empate na estreia trouxe uma carga de pressão ainda maior para o Brasil, não só pelo favoritismo, mas também pelos cenários que um novo tropeço traria. Diante disto, mesmo que de forma dramática, a vitória com gols no fim diante da Costa Rica deverá dar uma leveza e, principalmente, confiança para a equipe de Tite. Só dependerá de si para avançar às oitavas de final.

Equilíbrio

O Brasil, diante dos suíços, criou as melhores chances pelo lado esquerdo. Isso porque o trio Marcelo, Coutinho e Neymar conseguiram, nos primeiros 45 minutos da estreia, conectar boas jogadas. Na outra ponta, contudo, um problema. Sem Daniel Alves, Danilo e Willian pouco produziram.

Já nesta sexta-feira, após uma etapa inicial forçando muito pelo lado esquerdo e com o camisa 19 novamente abaixo do esperado, Tite tentou Douglas Costa. O jogador da Juventus conseguiu melhorar, junto com Fagner, a produtividade do setor e equilibrou melhor o repertório ofensivo da Seleção. O gol de Neymar surgiu um contra-ataque por aquele lado. Com isso, não será surpresa se o camisa 7 ganhar a condição de titular diante dos sérvios.

Coutinho

É o principal jogador brasileiro até aqui. Fez gol na estreia, ontem um gol salvador. Procurou o jogo o tempo todo e, de certa forma, tira um pouco da obrigação de Neymar precisar decidir a todo momento. Foi fundamental para os momentos de maior lucidez até aqui. Será vital no próximo jogo, uma vez que o camisa 10 da Seleção ainda está longe de seu melhor ritmo.

Neymar

O gol ontem traz ao camisa 10 um pouco de paz. Contra a Costa Rica reclamou demais da arbitragem, levou um amarelo infantil, mas não se omitiu. Foi o segundo jogo onde atuou por 90 minutos, o que deixa a sensação que quanto mais jogar, melhor deverá evoluir. E ele pode ser decisivo em um momento vital para o Brasil nesta Copa do Mundo.

Zagueiros atentos

A dupla formada por Miranda e Thiago Silva fez um grande jogo diante da Costa Rica. O camisa 2, que foi capitão, Mundial irretocável até aqui. No momento onde o Brasil precisou, ele foi preciso. Já o camisa 3, envolvido no lance do gol suíço na estreia, também não mostrou abatimento e teve a regularidade de sempre. A sintonia dos dois será importante para momentos-chave do Brasil na Rússia.

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