Monstro de Moscou: Thiago Silva renasce onde um dia quase morreu

Em Moscou, nesta quarta-feira e aos 33 anos, Thiago Silva apresentou sua melhor versão em campo com a camisa da Seleção Brasileira: um monstro na defesa, com desarmes precisos e providenciais, e uma ótima opção ofensiva, com excelência na jogada aérea. E para se manter como um dos melhores defensores do mundo, passou por inúmeros percalços na carreira. O maior deles, talvez, justamente na capital russa.

Em 2005, quando contratado pelo Dínamo Moscou, foi obrigado a tratar da grave doença em um hospital com condições precárias, em um quarto minúsculo. À época sozinho teve muito medo de morrer, já confessou em entrevistas. O problema havia começado um ano antes, quando ainda jogava pelo Porto, de Portugal, e sentia fortes e constantes dores no peito. A doença se agravou. Quando internado na capital russa, viu o médico cogitar tirar um pedaço de seu pulmão.

Superou o problema no ano seguinte, com a ajuda de um ex-treinador, Ivo Worttmann, e com um tratamento específico em Portugal. Ressurgiu para o futebol assim como ressurgiu para a Seleção Brasileira sob o comando de Tite. Assim como surgiu, nesta quarta-feira, na pequena área, para pular bem mais alto do que a defesa sérvia e fazer o segundo gol da vitória brasileira, em jogada combinada com Neymar, responsável pela cobrança de escanteio.

- Determinados momentos temos dificuldades. Sofremos, a equipe soube sofrer quando foi atacada... Isso é Copa do Mundo. Do outro lado tem adversário com qualidade. Quando sofremos, soubemos ficar concentradas. E o Neymar bateu o escanteio na primeira trave, e fomos felizes - ponderou, em entrevista à Globo, pouco depois da vitória.

E Thiago soube sofrer. No jogo, sofreu com a pressão sérvia principalmente no começo do segundo tempo quando, ao menos por duas vezes, foi crucial para evitar o que então seria o gol de empate. Aos 15 minutos, Mitrovic mandou uma cabeça nas pernas do zagueiro, que protegia o gol deixado aberto por Alisson, caído ao lado. Ufa...

Soube sofrer também depois do vexame da Seleção Brasileira para a Alemanha em 2014, do qual participou, chorou e foi cobrado. Hoje, é unanimidade no grupo e peça chave para o Brasil seguir brigando pelo hexacampeonato em Moscou. Se um dia foi vilão, o Monstro, como é chamado em Paris, cidade de seu clube, o PSG, hoje foi herói.

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