De quina para reação? Vasco tem exemplo de 30 anos atrás para levar a melhor sobre o Flamengo

A luta do Vasco por consolidar sua reação no Brasileirão trará um forte desafio: neste sábado, às 19h, no Mané Garrincha, acontecerá uma nova edição do duelo com o Flamengo. Tentando deixar para trás a má fase (que culminou em uma semana bastante turbulenta), o Cruz-Maltino pode recorrer a uma grande lembrança do Clássico dos MIlhões. Há 30 anos, também no mês de setembro, a equipe completava uma histórica série de cinco vitórias consecutivas sobre o Rubro-Negro na temporada, conhecida como "a quina do Vasco".

Responsável por grandes lembranças naquele ano, Sorato crê que os triunfos nos clássicos de 1988 surgem como exemplo para o atual elenco:

- A história do Vasco é de um clube que superou muitas dificuldades. Este time tão forte que formamos em 1988 é um dos que servem como inspiração para o atual elenco. Espero que os atletas de hoje tenham esta consciência, de que têm de mostrar empenho próximo do que nós conseguimos. Em especial na próxima partida, diante do Flamengo, que é um rival histórico. Jogos assim mexem com brio de jogador - afirmou.

O LANCE! relembra as curiosidades da "quina do Vasco", trazendo depoimentos de quem esteve em campo naqueles jogos.

TAÇA GUANABARA: APAGÃO, POLÊMICA E VITÓRIA DO FLA EM JOGO SEM FIM

Há 30 anos, um Clássico dos MIlhões marcou a estreia de Vasco e Flamengo no Campeonato Carioca. Mais incisivo em campo, o Flamengo tomou as rédeas e abriu o marcador aos 32 minutos da etapa inicial. Renato Gaúcho cruzou da esquerda e, após indecisão de Paulo Roberto, Bebeto pôs os flamenguistas em vantagem.

Após o intervalo, o Vasco tentou uma reação, mas o Rubro-Negro continuou a se impor. A partida transcorria normalmente até que, aos 22 minutos, o Maracanã ficou às escuras, devido a um problema no disjuntor causado pelo temporal que castigara o Rio de Janeiro no dia anterior.

O árbitro Luiz Carlos Félix aguardou por 30 minutos mas, pouco antes de a luz se restabelecer no estádio, a polêmica entrou em campo: o então vice de futebol cruz-maltino Eurico Miranda ordenou a saída da equipe.

- A gente já estava esperando a retomada da partida há algum tempo, cerca de uns 20 minutos, quando veio a ordem do Eurico (Miranda). Como ele era o vice de futebol na época, acabamos acatando e descemos todos para o vestiário. O árbitro considerou "abandono de campo", aí acabamos perdendo o jogo - relembrou o então técnico do Vasco, Sebastião Lazaroni.

O Vasco tentou no TJD a anulação do clássico, mas o órgão ratificou o triunfo por 1 a 0 do Flamengo, naquele que ficou conhecido como "jogo do apaga a luz". Os flamenguistas, mais tarde, foram campeões da Taça Guanabara.

FICHA TÉCNICA

VASCO 0x1 FLAMENGO

Data: 31-01-88

Local: Maracanã, no Rio de Janeiro

Árbitro: Luiz Carlos Félix

Assistentes: Adauto Cunha e Alcides Rocha

Renda / Público: Cz$ 7.827.700,00/ 37.143 pagantes

Gol: Bebeto, 32/1°T (0-1)

Cartões amarelos: Leandro (FLA)

VASCO: Acácio; Paulo Roberto (Cocada), Donato, Fernando e Mazinho; Zé do Carmo, Geovani, Dirceu e Mauricinho; Bismarck e William (Claudinho). Técnico: Sebastião Lazaroni

FLAMENGO: Zé Carlos; Jorginho, Leandro, Edinho e Leonardo; Andrade, Flávio, Ailton e Zinho; Renato Gaúcho e Bebeto. Técnico: Carlinhos

TAÇA RIO: UMA JOGADA INDIVIDUAL INICIA A QUINA

A "quina" do Vasco iniciou nos pés de um jogador pouco lembrado do elenco de 1988. Em meio a nomes como Geovani, Romário, Bismarck, Sorato e o experiente Roberto Dinamite, coube a Henrique o papel de herói na vitória por 1 a 0 sobre o Flamengo naquele 8 de maio de 1988.

- O Henrique era um segundo volante, mas, desde a saída do Dunga para o exterior, eu tinha mudado o estilo de jogo dele. Mas, além de ter uma boa marcação, ele acrescentava qualidade no passe e tinha habilidade - afirmou Sebastião Lazaroni.

Foi assim aos 34 minutos do primeiro tempo. Henrique deu uma arrancada da intermediária, avançou e estufou a rede de Zé Carlos.

- Eu treinava muito estas investidas e também os chutes a gol, para a gente tentar surpreender o adversário. Foi assim naquele lance. Eu tinha vindo de trás, passei pela defesa, o jogador do Flamengo (Leandro Silva) chegou a proteger. Só que assim que notei o erro dele, lutei e acabei fazendo o gol. Naquele lance, eu tive um pouco de sorte, mas também foi aquele desejo de não desistir da jogada - recorda o atleta.

O volante contou que, até hoje, este gol tem um sabor especial para ele:

- Foi o único gol que eu marquei no Maracanã. A emoção é outra.

O Flamengo chegou a reagir, mas as tentativas de Zinho e Bebeto esbarraram em defesas de Acácio. O Cruz-Maltino seguiu firme em sua trajetória na Taça Rio e foi campeão com uma vitória por 2 a 1 sobre o Fluminense na decisão.

FICHA TÉCNICA

FLAMENGO 0x1 VASCO

Data: 08-05-88

Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)

Árbitro: Carlos Elias Pimentel

Assistentes: Adalberto Rodrigues e Alcides Pereira da Rocha

Renda / Público: Cz$ 12.907.000,00/ 47.476 pagantes

Gol: Henrique, 34/1°T (0-1)

Cartões amarelos: Zé do Carmo, Roberto Dinamite (VAS), Zinho, Alcindo e Júlio César (FLA)

FLAMENGO: Zé Carlos; Leandro Silva, Leandro, Zé Carlos II e Jorginho; Andrade, Ailton, Júlio César (Henágio) e Zinho (Luiz Henrique); Bebeto e Alcindo . Técnico: Carlinhos

VASCO: Acácio; Paulo Roberto, Donato, Fernando e Lira; Zé do Carmo, Henrique e Geovani; Vivinho, Roberto Dinamite e Romário. Técnico: Sebastião Lazaroni

TERCEIRO TURNO - CONQUISTA EMBALA VASCO DE VEZ PARA A DECISÃO

Flamengo e Vasco voltaram a se encontrar em um jogo com ares de decisão no Terceiro Turno (no qual os campeões dos turnos fizeram um quadrangular com Fluminense e Americano, classificados por índice técnico). Como o Cruz-maltino e o Rubro-Negro chegaram à última rodada com a chance de vencer um turno pela segunda vez no Carioca, quem levasse a melhor não só daria nova volta olímpica, como garantiria um ponto extra na "melhor de quatro pontos" da final da competição.

Mais ousado, o Cruz-Maltino abriu caminho para a vitória logo aos dez, em cabeçada de Vivinho. No entanto, em um jogo no qual a equipe se sobressaiu em meio à defesa do Flamengo, foi Sorato quem se destacou.

O atacante completou passe de Geovani e marcou aos 22. E, logo aos cinco da etapa final, Sorato aproveitou indecisão de Leonardo e Zé Carlos para fazer seu segundo gol no jogo:

- Aquele eu acho que foi um dos primeiros clássicos que tive como profissional. Subir das categorias de base e deixar esta marca num jogo importante e com Maracanã lotado é de emocionar. Nosso time teve muita seriedade, soube aproveitar bem aqueles espaços. Contava com grandes jogadores, como Romário, William, Roberto e o Vivinho, que foi um grande ponta. A vantagem deu muita força para nós, vínhamos num bom momento.

O Flamengo tentou se lançar à frente e até diminuiu para 3 a 1, em gol de Andrade de fora da área. No entanto, o título do Terceiro Turno e a vantagem na decisão ficaram mesmo em São Januário.

FICHA TÉCNICA

VASCO 3x1 FLAMENGO

Data: 12-06-88

Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)

Árbitro: Aloisio Viug

Assistentes: Aloisio Felisberto e Paulo Roberto Chaves

Renda / Público: Cz$ 6.791.300,00/ 20.690 pagantes

Gols: Vivinho, 10/1°T (1-0), Sorato, 22/1°T (2-0), Sorato, 5/2°T (3-0) e Andrade, 20/2°T (3-1)

Cartões amarelos: Cocada (VAS)

VASCO: Acácio; Cocada, Donato, Fernando e Mazinho; Zé do Carmo, Henrique e Geovani; Vivinho, Sorato (William) e Bismarck. Técnico: Sebastião Lazaroni

FLAMENGO: Zé Carlos; Jorginho, Leandro, Edinho e Leonardo; Andrade, Ailton e Flávio (Alcindo); Renato Gaúcho, Henágio e Bebeto. Técnico: Carlinhos

FINAL (1º JOGO) - VIRADA RUMO AO TÍTULO CARIOCA

O poder de reação foi o que marcou o Vasco no primeiro jogo da final do Campeonato Carioca. Logo aos oito minutos, Edinho lançou e Bebeto deixou o Flamengo em vantagem.

- O Flamengo estava bem "mordido" e era um time bem forte, que ganhou a Copa União (em 1987). Chegamos a ficar atrás do placar, mas depois fomos nos ajustando e crescemos no jogo - recordou Bismarck.

Na volta do intervalo, coube ao atacante igualar o placar para o Vasco aos cinco minutos:

- A gente voltou de forma muito intensa. Aí, num lançamento do Geovani, eu me antecipei, passei pela zaga e chutei. Depois, veio o gol do Romário, que aproveitou uma "cavada" errada do Leandro e encobriu o Zé Carlos.

Aos 16, o Baixinho deu um lençol sobre o goleiro do Flamengo e completou para o gol. Com a vitória por 2 a 1 e contando com o ponto extra obtido no Terceiro Turno, o Vasco ia para o jogo decisivo com a vantagem do empate. Mas o clube teria uma história ainda mais marcante para contar...

FICHA TÉCNICA

FLAMENGO 1x2 VASCO

Data: 19-06-88

Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)

Árbitro: Aloisio Viug

Assistentes: Pedro Carlos Bregalda e Carlos Elias Pimentel

Renda / Público: Cz$ 8.605.100,00/ 24.790 pagantes

Cartões amarelos: Paulo Roberto, Zé do Carmo, Bismarck, Romário (VAS), Leandro e Renato Gaúcho (FLA)

Gols: Bebeto, 8/1°T (1-0), Bismarck, 5/2°T (1-1) e Romário, 16/2°T (1-2)

VASCO: Acácio; Paulo Roberto, Donato, Fernando e Mazinho; Zé do Carmo, Henrique e Geovani; Vivinho, Bismarck e Romário. Técnico: Sebastião Lazaroni

FLAMENGO: Zé Carlos; Jorginho, Leandro, Edinho e Leonardo; Andrade, Ailton e Zinho; Renato Gaúcho, Alcindo e Bebeto. Técnico: Carlinhos

FINAL (2º JOGO) - VITÓRIA COM 'GOSTINHO' DE COCADA

JMesmo depois de 30 anos, o gol de Cocada vem à mente de muitos vascaínos às vésperas de qualquer Clássico dos Milhões: é a comprovação de que jogadores pouco badalados podem ganhar os holofotes no duelo. Autor do gol do título carioca de 1988 (quarta vitória cruz-maltina em clássicos contra o Flamengo naquele ano), o lateral-direito detalhou que sua chegada à Colina foi tímida.

- Foi graças ao Paulo Angioni (gerente de futebol do Vasco na época). Eu jogava no Americano quando, no Carioca de 1986, marquei um gol no jogo em que vencemos o Vasco por 3 a 2 em São Januário. O Angioni me procurou, disse que gostou do meu futebol, mas antes eu acabei indo para o futebol português (atuou no Farense) e não deu certo. Na volta para o Brasil, nos encontramos e acertei minha ida para lá.

O lateral não se importou com o fato de desembarcar na Colina, inicialmente, para ser um reserva imediato de Paulo Roberto:

- Ele sempre foi um grande lateral, na época era cotado para ser jogador de Seleção. É um jogador muito sensato, aprendi muito com ele.

O Vasco iniciou a partida de maneira fechada, chegou a ficar apreensivo com tentativa de Andrade que parou no travessão e quando Fernando quase marcou contra. Na reta final, Acácio ainda salvou cabeçada de Bebeto. Foi quando Sebastião Lazaroni virou-se para o banco de reservas e chamou Cocada:

- Eu fiquei muito surpreso! O Lazaroni já tinha mandado aquecer o Sorato e o Josenilton, achei que eles é que iam entrar. Foi quando ele gritou: "Cocada!". Foi o tempo de eu dizer "sim, senhor" e ir em direção a ele. O Lazaroni pediu para eu jogar de ponta, marcando o Leonardo, porque o Paulo Roberto estava muito sobrecarregado lá.

Sebastião Lazaroni contou porque optou por lançar o lateral no lugar de Vivinho, que era um ponta:

- O Vivinho deu um cruzamento no início do jogo e, mesmo se queixando de dores, disse que conseguia aguentar. Aguentou até quase o final! Quando pediu para sair, decidi chamar o Cocada, que tinha ido bem num período em que o Paulo Roberto caiu de rendimento. Além disto, já tinha feito uma boa partida no primeiro turno contra o Flamengo.

Aos 44 minutos (três minutos após entrar em campo), o camisa 13 se desvencilhou da marcação, arriscou de longe e colocou a bola no ângulo de Zé Carlos.

- Minha ideia inicial era tentar cruzar para o Romário, mas o Aldair foi se posicionando e marcou ele. A única solução que me veio foi arriscar um "tapa" no fundo. Acabei sendo muito feliz e entrando para a história.

A comemoração teve como desdobramento uma confusão, após ele ir em direção ao banco de reservas do Flamengo. Porém, o ex-jogador garante que não houve intenção de provocar ninguém:

- Depois do gol, foi tudo no improviso. Você vê o Maracanã lotado lá, né? Eu queria abraçar o Célio lá no nosso banco, mas acabei caindo antes, perto do banco do Flamengo. O resto foi consequência. O Carlinhos (então técnico do Rubro-Negro) tinha cometido uma injustiça comigo. Quando eu estava engrenando lá, ele me tirou de uma excursão. Mostrei neste gol que ele tinha errado, mas não guardo mágoa, lá fui campeão brasileiro num grande time, com Zico, Adílio, Junior... - garante.

O "saldo" do tumulto rendeu três expulsões. Além de Cocada, o vascaíno Romário e o rubro-negro Renato Gaúcho trocaram agressões e receberam o vermelho. Mas não importou: o quarto triunfo consecutivo do Vasco sobre o Flamengo vinha com título e sabor de cocada para a Colina.

FICHA TÉCNICA

VASCO 1x0 FLAMENGO

Data: 22-06-88

Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)

Árbitro: Aloisio Viug

Assistentes: Paulo Roberto Chaves e Aloisio Felisberto da Silva

Renda / Público: Cz$ 11.698.600,00/ 31.816 pagantes

Gol: Cocada, 44/2°T (1-0)

Cartões vermelhos: Cocada e Romário (VAS), Renato Gaúcho (FLA)

VASCO: Acácio; Paulo Roberto, Donato, Fernando e Mazinho; Zé do Carmo, Henrique e Geovani; Vivinho (Cocada), Romário e Bismarck. Técnico: Sebastião Lazaroni

FLAMENGO: Zé Carlos; Jorginho, Aldair, Edinho e Leonardo; Andrade, Ailton (Júlio César) e Zinho; Renato Gaúcho, Alcindo e Bebeto. Técnico: Carlinhos

BRASILEIRÃO - VASCO FAZ A QUINA!

A prova de que o torcedor vascaíno podia apostar alto neste time chegou em 4 de setembro de 1988. A caminhada no Brasileirão começou com um feito de peso: o Vasco, agora sob o comando do ex-jogador Zanata, completou uma "quina" nos confrontos com o Flamengo naquele ano.

- A loteria tinha um impacto ainda maior do que nos dias de hoje, aí surgiu esta expressão da "quina" entre a torcida. E nós sempre jogamos de igual para igual contra o Flamengo, independente de como estivessem os times. Foi assim que a gente fez uma boa partida, se consolidou e fez a "quina" sobre o Flamengo - relatou Bismarck.

O Clássico dos Milhões da primeira rodada da competição tinha dois chamarizes: Roberto Dinamite voltava de uma gripe forte, enquanto Zico retornava aos gramados após 104 dias. Mais organizado, o Vasco foi encontrando brechas, mas só comprovou sua vantagem no placar graças a uma "cartada" de Zanata.

Após entrar no intervalo no lugar de Roberto Dinamite, Sorato escorou cruzamento de William e garantiu o triunfo por 1 a 0.

- Substituir o Roberto foi uma responsabilidade e tanto. Ele é uma referência e, nós, na época jovens, tentávamos mostrar serviço ao máximo. Quando vi a jogada do William, me posicionei e tive a felicidade de balançar a rede. Acabei entrando para a história, naquele time que, no ano seguinte, foi campeão brasileiro de 1989.

Após 30 anos, o Cruz-Maltino tem bons exemplos para ir de quina para o rumo da reação no Brasileirão.

- Nossa equipe é um exemplo para as gerações atuais. Não corremos riscos, batalhamos sempre. Torço para que os atuais jogadores do Vasco sigam exemplos como o que a nossa equipe deixou - avaliou Bismarck.

FICHA TÉCNICA

VASCO 1x0 FLAMENGO

Data: 04-09-88

Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)

Árbitro: Romualdo Arppi Filho

Assistentes: Donato Forcella e Alcírio Agostinho

Renda / Público: Cz$ 16.773.600,00/ 30.023 pagantes

Gol: Sorato, 18/2°T (1-0)

Cartões amarelos: Zé do Carmo (VAS)

VASCO: Acácio; Paulo Roberto, Célio, Leonardo e Mazinho; Zé do Carmo, França e Bismarck; Vivinho, Roberto Dinamite (Sorato) e William. Técnico: Zanata

FLAMENGO: Cantarelli; Paulo César, Leandro (Zé Carlos II), Aldair e Leonardo; Delacir, Ailton e Luvanor; Zico (Alcindo) Renato Gaúcho e Bebeto. Técnico: Candinho

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