Corinthians melhora, mas vice aumenta peso para sequência do ano

  • Rodrigo Gazzanel/Ag. Corinthians

Apesar da perda do título com a derrota por 2 a 1, o Corinthians não fez um jogo ruim contra o Cruzeiro na última quarta-feira. Teve, inclusive, momentos interessantes que o fizeram superior ao forte adversário em parte do jogo, basta lembrar que Pedrinho chegou a virar o placar, mas o gol foi anulado com o uso do VAR. No entanto, uma soma de fatores deixa a situação para a sequência do Campeonato Brasileiro muito preocupante. Em resumo, pode-se usar um termo adotado por Jair Ventura em sua chegada: a mochila do time está de novo cheia.

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Jair usou a metáfora que se refere ao peso nas costas do time após a estreia, com derrota no clássico para o Palmeiras. Naquele momento, ele quis dizer que os jogadores estavam abalados com a sequência de resultados negativos, o que os fazia ficar sem confiança. Jair conseguiu uma reação e a classificação para a final da Copa do Brasil ao bater o Flamengo, mas agora volta a ter um banho de água fria. São cinco jogos sem vencer e uma necessidade urgente de reação.

O Corinthians já admite o risco de rebaixamento no Campeonato Brasileiro, em que ocupa a 11ª colocação com 35 pontos, apenas quatro acima do Ceará, o primeiro do Z4. Faltam nove rodadas, que serão encaradas como nove finais. Neste ponto, a mochila cheia pode pesar ainda mais para sair da adversidade e será uma situação que o treinador precisar administrar muito bem. Jogadores mais jovens, como Léo Santos, que falhou na final, terão de ter um cuidado especial e estímulo para não se abalar.

A mochila cheia pode fazer com que Jair opte por jogadores mais experientes. Contra o Cruzeiro, ele já lançou Emerson Sheik e Jonathas, e após a partida fez elogios à atuação do primeiro. Aos 40 anos, o jogador já anunciou que se aposenta no fim do ano, mas pode pintar como uma das apostas do comandante para evitar a tragédia. Faltam nove jogos para a carreira de Sheik, faltarão nove jogos para o drama do Corinthians?

A reação tem de começar já no próximo domingo contra o Vitória, adversário direto na briga contra o rebaixamento. Sem desespero, Jair tem de potencializar a parte técnica, melhorar sobretudo a criação do time, ainda falha, e resgatar a confiança de seus jogadores. Se a mochila ficar mais cheia, a vaca pode ir para o brejo.

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