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Walace admite surpresa com lembrança de Tite para a seleção brasileira

Mike Hewitt/Getty Images
Walace atuou no amistoso da seleção brasileira contra o Uruguai Imagem: Mike Hewitt/Getty Images

2018-12-09T08:29:02

09/12/2018 08h29

O novo ciclo da seleção brasileira se iniciou após a Copa do Mundo. O técnico Tite começou a renovar a equipe visando a Copa América de 2019. Uma das apostas foi o volante Walace, ex-Grêmio e atualmente no Hannover. O jogador foi campeão olímpico em 2016 e, desde então, não havia recebido chances com a Amarelinha.

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Walace deixou o Grêmio e acertou com o Hamburgo em 2017. Em um dos mais tradicionais clubes da Alemanha, teve problemas com o treinador e acabou tendo poucas chances, ficando perto de acertar com o Flamengo. Agora, vem sendo titular no inconstante Hannover, que está na parte inferior da tabela do Campeonato Alemão.

A boa fase voltou e ele chamou a atenção de Tite em pouco tempo no seu novo clube, participando dos amistosos contra Arábia Saudita, Uruguai e Camarões. Ao LANCE!, Walace falou sobre os problemas no Hamburgo, chance na seleção e o motivo de não ter acertado com o Rubro-Negro no início da temporada.

Após a Copa do Mundo, você passou a ser lembrado pelo técnico Tite para amistosos da seleção brasileira. Você esperava ser convocado logo após o Mundial?

"Confesso que foi uma surpresa, não por não confiar no meu potencial, mas por estar jogando em um clube sem tanta visibilidade. Estar com a seleção no novo ciclo após a Copa tem sido uma experiência muito boa, a gente evolui naturalmente e fica com aquele gostinho de quero mais".

Qual seria a importância para a sua carreira, sobretudo na próxima temporada europeia, você estar no grupo que disputará a Copa América?

"É um sonho meu e um objetivo. Acredito que ser lembrado pelo técnico Tite para uma competição dessa importância, logo no início de um ciclo, é fundamental".

Crê que o setor de meio de campo da seleção seja onde exista a disputa mais acirrada? É a maior dor de cabeça para Tite?

"Acho que em se tratando de seleção, todo setor tem muita disputa e o meio de campo não é diferente. Mas confio no meu potencial e sei que posso brigar por essa convocação".

Você vive boa fase no Hannover nesta temporada. É o seu melhor momento no futebol europeu? O que você encontrou de diferente no clube que não teve no Hamburgo?

"Acredito que aqui tenho tranquilidade para fazer meu trabalho. Quando cheguei ao Hamburgo, o time estava na penúltima colocação e eu o ajudei a terminar em 14º na Bundesliga. Depois tive alguns problemas no clube e agora posso focar apenas em jogar futebol".

No Hannover, há outro brasileiro no elenco, o Felipe Trevisan. Como ele o ajudou na adaptação ao novo clube, uma vez que ele já está na equipe há bastante tempo?

"Ajudou em tudo! Ele conhece tudo no clube e na cidade e está sendo muito importante em minha rápida adaptação".

Foram duas temporadas no Hamburgo. O que faltou para deslanchar no clube? Como era a relação com o então técnico Christian Titz?

"Na verdade, cheguei no meio de uma temporada e depois fui afastado no meio da outra. Logo que o Titz chegou, ele queria que eu jogasse de zagueiro e eu disse que já tinha jogado ali e não me sentia bem, achei que ajudaria mais na minha posição ou no banco, e com algum zagueiro de ofício ali. Ele entendeu como uma afronta e não fui relacionado".

Você chegou a ser afastado e passou a treinar com o time sub-21. Neste momento, você pensou que sua passagem pelo clube estaria no fim? Como foi esse período?

"Foi muito difícil. Jogador quer atuar. Graças a Deus eu tenho um staff que trabalha muito forte comigo também fora de campo. Acatei a ordem e segui trabalhando e acreditando que minha hora iria chegar".

No início deste ano, você teve proposta do Flamengo, mas acabou permanecendo na Alemanha. O que faltou para acertar com o Rubro-Negro?

"Faltou o Hamburgo liberar. Naquele momento tinha chegado um treinador novo, que exigiu que eu ficasse porque seria importante para o time. Porém, um mês e meio depois ele foi demitido e assumiu o Titz".

Pela primeira vez em sua história, o relógio do Volksparkstadion parou e o Hamburgo acabou rebaixado no Campeonato Alemão. O que vem passando no clube, que já vinha lutando em outras temporadas contra o rebaixamento? Havia muita confiança de que o clube não cairia nunca?

"Na primeira temporada, tínhamos total confiança de que o clube iria se salvar. Depois foram muitos problemas e realmente ficou muito difícil. Converso bastante com o Douglas Santos, um amigo que fiz no clube, mas a gente evita falar disso".

Qual foi o clima da torcida e na cidade após o rebaixamento do Hamburgo? Houve muitos protestos?

"Bastante, é um time tradicional e foi um baque muito grande. A torcida cobrou bastante dos jogadores".

Apesar da sua boa fase, o Hannover ainda não emplacou no Campeonato Alemão, ocupando a parte inferior da tabela. O que falta para o clube deslanchar e sair desta posição incômoda?

"No início do campeonato tropeçamos contra adversários diretos e levamos gols no final. Acho que falta mais poder de decisão nos confrontos diretos, precisamos estar sempre atentos para evitar resultados deste tipo daqui para frente".

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