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Carille avalia derrota: 'Pelo 1º tempo, pagamos pelo resultado'

2019-04-18T00:13:43

18/04/2019 00h13

O primeiro tempo do duelo entre Corinthians e Chapecoense em Santa Catarina, pela Copa do Brasil, acabou em 12 a 1 para os donos da casa no quesito finalização. Tanto os números, quanto a fala do técnico Fábio Carille, indicaram a falta de inoperância ofensiva na etapa inicial como um dos principais responsáveis pela derrota por 1 a 0 do Alvinegro, nesta quinta-feira.

- Primeiro tempo muito abaixo, preocupante. Muitos erros de passe. Para a gente falar de finalização, tem que falar de construção. Não vai finalizar se não construir. Nosso primeiro tempo foi abaixo. O segundo tempo a gente conseguiu rodar mais a bola, jogamos no campo adversário. Mas pelo primeiro tempo a gente paga pelo resultado

A falta de inspiração do ataque corintiano na primeira metade do duelo em Chaepecó não foi por acaso. Com uma escalação inédita, sem jogadores de velocidade, a equipe paulista ficou presa em seu campo de defesa. O comandante falou sobre as escolhas para a partida:

- A escolha do time não é pensando tanto no São Paulo, mas sim em alguns sinais que o grupo dá. Caso do Junior Urso, que está tentando se recuperar, sequência pesada de jogos, jogos decisivos.

Contando a partida de hoje, o Timão chegou a quatro jogos sem balanças as redes. O treinador falou sobre a marca negativa.

- É uma falta de terminar melhor as jogadas. Lembro de um lance contra o São Paulo que o Vital consegue escapar e erra passe para o Gustavo. Também a tomada de decisões dos atletas precisa ser melhor. O passe no terço final. É dar tranquilidade e passar confiança para alcançarmos nossos objetivos".

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Excesso de cruzamentos

- Como a gente está sofrendo na construção, a ideia é jogar pelos lados e buscar os bons cabeceadores que a gente tem. A gente acaba trabalhando em cima disso. A nossa bola parada decidiu muito neste ano.

Final do Paulista

Sempre falei, desde que assumi, são detalhes que definem jogo desse. Temos vantagem muito pequena por jogar em casa, de saber que nossa torcida vem junto o tempo todo, casa cheia. A gente sabe da nossa força lá dentro. Mas as coisas se resolvem dentro das quatro linhas.

"Se preocupar, mas não ver fantasmas"

- Estamos tendo todos nós muita dificuldade ainda para jogar. Isso tem a ver com muitas coisas, o principal delas é meu trabalho, depois a tomada de decisão dos jogadores. Mas, pelo tempo de trabalho e fazer o time jogar bonito, como foi em 2017 e 2015, requer tempo. Ainda mais que de 36 jogadores do elenco, 23 não trabalharam com essa comissão. Não tem nada anormal. Em 2008 houve mudança muito grande de elenco, e não classificou para a segunda fase do Paulista. Em 2014 também teve mudança muito grande, com a chegada do Mano Menezes, também não foi à segunda fase do Paulista. A gente tem que se preocupar, mas não ver fantasmas.

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