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Resgatar Kieza, apostar em Igor Cássio ou improvisar? O primeiro dilema de Barroca pelo Botafogo

2019-04-22T07:05:00

22/04/2019 07h05

Se por um lado Eduardo Barroca teve quase duas semanas para preparar o time até a sua estreia como técnico do Botafogo, por outro, para a partida diante do São Paulo, neste sábado, o comandante não poderá contar com a estrela e referência ofensiva do atual elenco: Diego Souza.

Há dois complicadores quanto à presença de Diego para a estreia do Brasileiro: o tratamento de um estiramento grau 1 na coxa esquerda e uma alta multa a ser paga caso entre em campo para enfrentar a equipe que o emprestou, até dezembro. Ou seja, é provável que Barroca já esteja planejando a equipe sem o camisa 7 e encarando o seu primeiro dilema como treinador alvinegro.

Sem Diego Souza, os três caminhos a serem tomados são: resgatar Kieza, em má fase e perseguido pela torcida, apostar na joia Igor Cássio, que soma apenas duas partidas entre os profissionais, ou escalar um "falso 9".

No treino da última quinta-feira, em atividade com campo reduzido, com dez na linha, Barroca sinalizou o seguinte ataque: Luiz Fernando, Pimpão e Erik. Caso o treinador mantenha os testes e escale o trio contra o São Paulo, Erik será o principal responsável pela referência, mais móvel e com liberdade para jogar mais recuado - como atuou em situações isoladas com Zé Ricardo.

Cabe destacar que, em 2017, na campanha do título do Torneio Octávio Pinto Guimarães sub-20, Eduardo Barroca apostou em Ezequiel como "falso 9", e a equipe rendeu bem. Por falar em base, Igor Cássio tem se destacado nos treinos, demonstrado muita disposição para se adiantar na fila e, caso seja titular na partida inaugural do Brasileirão, chegará na ponta dos cascos.

Se Eduardo Barroca optar por um jogador mais experiente, Kieza terá uma ótima oportunidade para elevar o astral e ter a sua confiança resgatada agora sob novo comando. Neste ano, foram 11 jogos e apenas um gol marcado.

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