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Edmílson critica postura de atletas da seleção brasileira: "Faltam ídolos"

German Parga/FC Barcelona
Edmílson, durante evento do Barcelona Imagem: German Parga/FC Barcelona

2019-04-25T19:18:06

25/04/2019 19h18

A Copa América de 2019 se aproxima cada vez mais e agora restam apenas 50 dias para o Brasil sediar o torneio, que começa no dia 14 de junho. Campeão da Copa do Mundo de 2002 com a seleção brasileira, o zagueiro Edmílson comentou sobre o momento da equipe de Tite. O ex-jogador de 42 anos participou de um evento da Fundação Barça, no Rio de Janeiro, na última semana.

"Eu faço uma análise à médio-longo prazo. Saímos de uma eliminação humilhante na Copa de 2014, um tempo depois o Tite assumiu e fez uma eliminatória brilhante. Acredito que estamos em uma evolução nos últimos anos. Temos uma boa equipe, nome por nome é um bom time, mas precisa de renovação, principalmente nas laterias e na zaga. Uma das coisas que poderia melhorar são os amistosos, que poderiam ser marcados com mais frequências contra seleções de grande expressão", disse Edmílson ao Lance.

Além do Mundial de 2002, onde marcou o inesquecível gol de voleio contra a Costa Rica, o zagueiro também atuou pela seleção nas eliminatórias para as Copas de 2002 e 2006, e na Copa das Confederações de 2001. O defensor ex-Barcelona aproveitou também para criticar a postura de alguns jogadores do Brasil, que, segundo ele, parecem estar intocáveis e precisam de um contato maior com os torcedores.

"Os atletas que jogam em grandes clubes e seleções são espelho para as crianças. O que o Neymar fizer, a molecada vai copiar. Hoje, os jogadores estão muito blindados, não tiram mais fotos com os fãs, não concedem entrevistas, não dão mais autógrafos. Às vezes, esses grandes jogadores parecem intocáveis e passam uma imagem errada. Tem de haver uma relação melhor do jogador com o torcedor, com as crianças. Hoje, o futebol brasileiro carece de ídolos", encerrou o ex-jogador do Barça e da seleção.

O Brasil estreia no dia 14 de junho na Copa América contra a Bolívia, no Morumbi. Depois, encara Venezuela e Peru fechando o grupo A.

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