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Fluminense sente falta de Allan e meio-campo pouco cria contra Bahia

27/05/2019 07h00

Depois do sol, a tempestade. Após golear o Atlético Nacional-COL, pela Copa Sul-Americana, durante a semana, o Fluminense foi derrotado pelo Bahia, no último domingo, na Arena Fonte Nova, pelo Campeonato Brasileiro. Na Região Nordeste, os comandados de Fernando Diniz sentiram falta do característico meio-campo criativo desde o campo defensivo.

Desde a lesão de Airton, Allan assumiu a posição de primeiro volante na equipe do Fluminense. Apesar de não ter exercido tal função durante a passagem no futebol europeu, o meio-campista encontrou seu melhor momento no time das Laranjeiras atuando neste setor e, aos poucos, se tornou uma das peças fundamentais na equipe de Fernando Diniz.

O treinador não pôde contar com Allan, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, contra o Bahia. Para o lugar do camisa 29, Yuri fez sua estreia pelo Fluminense, mas não repetiu a mesma atuação do titular no que diz respeito à distribuição de jogo. A atuação pouco criativa do Fluminense passou muito por este fator, já que a equipe esbarrou nas próprias dificuldades para levar a bola do campo de defesa para a parte ofensiva do campo.

O Fluminense finalizou onze vezes contra o Bahia, número inferior à media da equipe nas últimas três partidas - contra o Cruzeiro, por Brasileirão e Copa do Brasil, e Atlético Nacional -, que foi de 22 chutes por duelo. Tais estatísticas exemplificam que a equipe de Fernando Diniz encontrou dificuldade em criar oportunidades reais de gol.

- Não teve muita surpresa no jogo. A equipe teve uma postura boa. Viemos para cá depois de um jogo bastante intenso na quinta-feira e tivemos que poupar alguns jogadores. O Fluminense se portou bem e merecia um resultado melhor hoje. O futebol nem sempre tem justiça. Tínhamos que ter aproveitado melhor as oportunidades que tivemos no jogo. Os gols do Bahia eram evitáveis - analisou o treinador, após a partida.

As apostas do comandante para o meio-campo na Arena Fonte Nova não se pagaram. No etapa inicial, Léo Artur e João Pedro, afastado da área, mostraram dificuldade em dar sequências às jogadas no campo de ataque e, diante da marcação compactada do Bahia, pouco avançou. A produção ofensiva melhorou quando Paulo Henrique Ganso e Marcos Paulo entraram em campo.

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