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Copa América tem Cerveja sem álcool a R$ 10 e tropeiro em 'salgados'R$ 20

2019-06-17T16:33:22

17/06/2019 16h33

Além da goleada de 4 a 0 do Uruguai sobre o Equador, no primeiro jogo da Copa América em Belo Horizonte, o baixo público, 13 mil pagantes, para uma estrondosa renda de 1 milhão de reais, outro item chamou a atenção de quem esteve no Gigante da Pampulha: o preço de bebidas e alimento, que se assemelham muito com os praticados na Copa do Mundo de 2014, apesar da competição de seleções sul-americanas não ter despertado o amor dos mineiros.

Um dos itens mais conhecidos dos estádios de BH, o tropeiro custa 20 reais, sem direito a uma bebida de acompanhamento. Para não ficar com a garganta seca durante a refeição, um refri, de 350ml não sai por menos de 8 reais, totalizando 28 reais somente com uma marmita do tradicional tropeiro do Mineirão com bebida.

Caso o torcedor decida tomar uma cerveja dentro do estádio, que só é liberada durante todo o jogo em Minas em eventos como a Copa América, também assusta.

A Brahma, de 350ml está sendo cobrada por R$ 12, enquanto a Budweiser, também de 350ml, custava R$ 14. Matar a sede com água era "salgado" também. Uma garrafa de 500 ml foi comercializada por R$ 6. Até a cerveja sem álcool, também da marca Brahma, ficou puxado para o torcedor, custando dez reais.

Os valores apresentados para o evento podem elevar o custo de uma família no jogo para quase R$ 500, se a compra de ingressos for a mais barata, por R$ 120. A entrada mais cara para Uruguai e Equador estava em R$ 360. Levar uma lembrança para casa gera um custo extra, que impactará no orçamento do passeio ao campo de futebol. A organização da Copa América montou uma lojinha na esplanada do Mineirão e venda uma por R$ 90, o boné custa R$ 70 e o copo, R$ 12.

Quando se compara os preços de venda na competição sul-americana com os jogos de Atlético-MG e Cruzeiro no Mineirão, nota-se a discrepância na cobrança na Copa América. Os preços dos são menores com a água vendida por R$ 5, a cerveja por R$ 7 ou R$ 8 e os refrigerantes por R$ 6, enquanto o tropeiro não passa dos R$ 10.

A fala do ex-presidente do Galo e atual prefeito de BH, Alexandre Kalil, que diz sobre o futebol ser um programa para ricos, está se confirmando nesta Copa América dos estádios vazios, estrutura de Copa do Mundo e preços fora da realidade do torcedor comum. .

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