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   20h53 - 16/11/2003

Brasil empata com o Peru e perde a liderança para a Argentina

Da Redação
Em São Paulo

Apático e desorganizado em campo, o Brasil empatou com o Peru neste domingo, por 1 x 1, no Estádio Monumental (Lima), pelas Eliminatórias Sul-Americanas. O resultado, além de custar a campanha 100% da seleção na competição, permitiu que a rival Argentina tomasse o primeiro lugar.

As tradicionais equipes do continente somam sete pontos. No entanto, o time de Marcelo Bielsa leva vantagem no saldo de gols: seis contra dois.

O Brasil, nas duas primeiras rodadas, havia derrotado Colômbia (2 x 1) e Equador (1 x 0). Na próxima quarta-feira, os pentacampeões enfrentarão em Curitiba o Uruguai. A Argentina, que bateu a Bolívia no sábado, por 3 x 0, pega os colombianos na casa do adversário.

Já o Peru, do brasileiro Paulo Autuori, soma agora quatro pontos. Nas rodadas anteriores, o time havia vencido o Paraguai (4 x 1) e perdido para os chilenos (2 x 1).

Reuters 
Rivaldo bate pênalti que originou o gol brasileiro no empate diante do Peru
Os gols da partida foram marcados por Rivaldo, aos 20min do primeiro tempo, e Solano, aos 13min da etapa final.

O Brasil não pôde contar com dois importantes titulares. Roberto Carlos e Ronaldinho Gaúcho, contundidos, foram substituídos por Júnior e Kaká, respectivamente.

E o jogador do Milan, nova unanimidade na Itália, por muito pouco não abriu o placar, logo a 1min. Rivaldo tocou e o ex-jogador do São Paulo chutou forte. A bola passou à direita do gol.

Porém o lance não despertou o Brasil. A equipe recuou e permitiu que os donos da casa dominassem a partida.

Sorte que a seleção peruana não dava trabalho a Dida. Os zagueiros brasileiros, na maioria dos lances, conseguiam desarmar os adversários. Sem muita opção, Pizarro, que joga na Alemanha, arriscava de fora da área.

Os pentacampeões continuavam desorganizados em campo. Os setores - defesa, meio-campo e ataque - ficavam distantes uns dos outros e as jogadas ofensivas eram raras. O Brasil se arriscava apenas em contra-ataques.

Felizmente para Parreira, em um deles, aos 18min, Rivaldo fez jogada individual e foi derrubado dentro da área. Pênalti. O camisa 10 se incumbiu da cobrança e converteu, com categoria.

Rivaldo não balançava as redes desde o dia 31 de maio, quando marcou pelo Milan na final da Copa Itália (2 x 2). Pela seleção, o último tento havia sido na Copa do Mundo de 2002, nas quartas-de-final, contra a Inglaterra.

O momento do pernambucano na Itália não poderia ser pior. Na atual temporada européia, jogou apenas 26 minutos, em partida válida pela Liga dos Campeões. Pelo campeonato nacional, ainda não entrou em campo. Desafeto do técnico Calo Ancelloti, Rivaldo deve trocar de clube em janeiro. "A alegria é enorme. Fazer um gol é sempre importante", disse o craque.

O confronto melhorou após o gol. Aos 23min, Kaká finalizou duas vezes e Ibañez defendeu. Dois minutos depois, Dida saiu mal do gol após cruzamento pela esquerda e Cafu salvou o Brasil.

Rivaldo voltou a dar trabalho aos 39min. O meia-atacante recebeu passe de Cafu e bateu de primeira. A bola acertou a trave.

Nos minutos finais, a seleção perdeu duas oportunidades com Kaká, aos 44min, e Rivaldo, aos 45min. Ibañez brilhou novamente.

Fenômeno apagado
Principal alvo dos torcedores, Ronaldo teve uma atuação discreta. Durante a semana, o astro do Real Madrid anunciou em Teresópolis (RJ) que está se separando da mulher, Milene Domingues.

Os peruanos aproveitaram o episódio para atormentar o Fenômeno. Insinuaram que o jogador havia sido traído e levaram para o estádio chifres de plástico. Faixas diziam: "Ronaldo, a sua esposa não me deixa em paz".

Em campo, o Peru voltou dos vestiários disposto a empatar a partida. Depois de perder um gol com Pizarro, aos 10min, que cabeceou em cima de Dida, Solano levou a torcida à loucura.

Reuters 
Peruano Solano comemora o gol de empate de sua seleção diante do Brasil
O meio-campista recebeu cruzamento de Salas aos 13min e finalizou de cabeça, superando três defensores brasileiros. Na comemoração, fotógrafos e gandulas invadiram o gramado e foram detidos pelos policiais.

O Peru tentou virar o duelo insistindo em jogadas áreas, mas dos brasileiros, bem posicionados, evitavam o pior.

Aos 26min, Ronaldo recebeu bom passe de Kaká, finalizou e carimbou a trave. O árbitro, no entanto, apontava impedimento.

Na seqüência, Parreira sacou o atleta do Milan e mandou a campo o cruzeirense Alex. Renato, do Santos, já havia entrado no lugar de Émerson. Nem mesmo a presença do artilheiro Luís Fabiano melhorou o Brasil, que não ameaçou mais a meta defendida por Ibañez.



PERU 1 x 1 BRASIL

Peru
Ibañez; Jorge Soto, Galliquio, Rebosio e Martín Hidalgo (Salas); Jayo, Ciurlizza, Solano e Palácios (Garcia); Mendoza e Pizarro
Técnico: Paulo Autuori

Brasil
Dida; Cafu, Lúcio, Roque Júnior e Júnior; Emerson (Renato), Gilberto Silva, Zé Roberto e Kaká (Alex); Rivaldo (Luís Fabiano) e Ronaldo
Técnico: Carlos Alberto Parreira

Data: 16/11/2003 (domingo)
Local: Estádio Monumental, em Lima
Horário: 19h (horário de Brasília)
Árbitro: Óscar Ruiz (Colômbia)
Cartões amarelos: Galliquio, Solano (P); Émerson, Gilberto Silva, Alex, Zé Roberto (B)
Gols: Rivaldo, aos 20min do primeiro tempo; Solano, aos 13min do segundo tempo.











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