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  01/04/2004 - 00h09
Seleção esbarra em marcação do Paraguai e só empata

Daniel Tozzi
Enviado especial do UOL
Em Assunção (Paraguai)

Um apagão logo no início do jogo e principalmente a eficiente marcação adversária evitaram a vitória da seleção brasileira sobre o Paraguai na noite desta quarta-feira no estádio Defensores Del Chaco, em Assunção.

O time de Carlos Alberto Parreira tentou driblar os obstáculos, mas a qualidade individual não foi suficiente para conseguir os três pontos nas eliminatórias sul-americanas. Ao final de mais de duas horas de confronto, o placar permaneceu inalterado em 0 a 0.

EFE 
Kaká encara a marcação de Paredes e Arce na partida contra o Paraguai
Logo nos primeiros minutos de jogo a partida foi interrompida por um apagão. Sem luz nenhuma no estádio, o técnico Carlos Alberto Parreira aproveitou para reunir os jogadores titulares para passar algumas instruções táticas.

Depois de 25 minutos de paralisação, os refletores começaram a ser acesos e o preparador Moracy Santana reuniu os jogadores no centro do campo para reiniciar o aquecimento. Enfim, após 32min de bola parada, Paraguai e Brasil voltaram a se enfrentar no Defensores Del Chaco.

Com o jogo reiniciado, a seleção paraguaia deu início à ofensiva aérea, levando perigo à área brasileira em bolas alçadas por Arce. No entanto, como os cruzamentos do lateral não encontraram o alvo pretendido, os atacantes Cardozo e Santa Cruz, a meta brasileira seguia ilesa.

Por sua vez, o time de Carlos Alberto Parreira mostrava iniciativa de atacar, mas encontrava pela frente uma bem protegida defesa paraguaia. A bola praticamente não chegava ao trio de frente formado por Ronaldo, Ronaldinho e Kaká. Cafu e Roberto Carlos também encontravam dificuldade para chegar à linha de fundo.

Com o jogo concentrado no meio-campo, a disputa pela bola se tornou ríspida e as faltas começaram a se suceder. Com muita dificuldade, finalmente a bola começou a chegar na frente. Ronaldo recebeu na área em duas oportunidades, mas, cercado sempre por mais de um marcador, não conseguiu finalizar. Com o ataque bloqueado, as duas principais chances brasileiras na primeira etapa foram em chutes de Roberto Carlos de longe. Porém, as bolas não acertaram o gol de Tavarelli.

No segundo tempo, o jogo ficou mais aberto e os homens de frente do Brasil enfim tiveram espaço para caminhar com a bola dominada. Aos cinco minutos, Ronaldo recebeu na esquerda e finalizou pela primeira vez em gol. Porém Tavarelli se agachou para fazer uma tranqüila defesa.

Depois, o Paraguai se lançou à frente e ofereceu espaço para contra-ataques brasileiros. Aos 17min, Ronaldinho Gaúcho fez boa jogada individual, foi à linha de fundo e serviu Kaká, que bateu prensado pela zaga e desperdiçou a oportunidade.

A reação paraguaia após tomar o susto na defesa foi armar novamente o sistema de marcação aplicada no meio-campo e outra vez inibir a criação ofensiva brasileira. A partir daí, as chances de gol se esgotaram e a igualdade no placar acabou definitiva.

Com o empate, o Brasil chega a nove pontos em cinco partidas nas eliminatórias sul-Americanas. O resultado deixa a seleção brasileira na terceira colocação, empatada com a Venezuela. Por sua vez, o Paraguai chega aos dez pontos, mas perde a liderança para a seleção argentina, que soma 11 pontos.

PARAGUAI
Tavarelli; Arce, Cáceres (Da Silva), Gamarra e Caniza; Bonet (Ortiz), Enciso, Paredes e Toledo (Campos); Cardozo e Santa Cruz.
Técnico: Aníbal Ruiz

BRASIL
Dida; Cafu, Lúcio, Roque Júnior e Roberto Carlos; Gilberto Silva, Renato (Juninho Pernambucano), Zé Roberto e Ronaldinho Gaúcho; Kaká e Ronaldo.
Técnico: Carlos Alberto Parreira

Local: estádio Defensores del Chaco, em Assunção (PAR)
Árbitro: Oscar Ruiz (COL)
Auxiliares: Démber Perdomo (COL) e Eduardo Botero (COL)
Cartões amarelos: Toledo, Paredes (P); Ronaldo, Gilberto Silva (B)

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