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  06/05/2004 - 12h38
Após derrota, Emerson Leão deixa o comando do Santos

Gabriel Fortes
Do Pelé.Net
Em Santos

A "era Emerson Leão" no Santos terminou. Depois de exatos dois anos, o treinador deixa nesta quinta-feira o clube com o qual conquistou o Campeonato Brasileiro em 2002 e foi vice da Copa Libertadores da América de 2003.

AFP 
Derrota na Libertadores foi a gota d'água na crise entre Leão e a diretoria do Santos
O presidente santista Marcelo Teixeira aceitou o pedido de demissão do técnico logo após a derrota por 4 a 2 para a LDU, em Quito, na noite de quarta-feira, informou o diretor de futebol santista Francisco Lopes, em entrevista à rádio Jovem Pan.

O jogo de quarta foi o de ida das oitavas-de-final da Copa Libertadores, quando o time vencia por 2 a 0 na casa do adversário. Agora, na próxima terça-feira, os brasileiros precisam de uma vitória por três gols de diferença para avançarem na competição.

Leão colocou seu cargo à disposição depois de o time perder por 3 a 1 no último domingo na Vila, para o Cruzeiro, quando a torcida pediu sua demissão. Naquele momento, Teixeira evitou polêmica, e manteve o treinador no comando temendo um abalo ainda maior para seus atletas no Equador.

"Ficou algo bom para ele e para o clube. Concluímos esta situação que acabou agradando o Emerson Leão e o Santos. É uma separação amigável. Estávamos com essa pressão, que não cabia a um time acostumado às vitórias", comentou Lopes.

Ex-técnico da seleção brasileira, Leão estava em sua segunda passagem pelo clube do litoral paulista desde maio de 2002 - a primeira foi entre janeiro de 1998 e julho de 1999. Nos dois períodos, ele disputou 244 jogos pelo time, conquistou 126 vitórias, empatou 63 vezes e sofreu 55 derrotas.

Na temporada 2004, quando encontrou a maior resistência por parte da diretoria, torcida e, até mesmo, do elenco, ele comandou a equipe em 24 oportunidades, com 14 vitórias, quatro empates e seis derrotas.

O estopim para a crise, que gerou ira da torcida e insatisfação dos dirigentes foi a eliminação do Santos do Campeonato Paulista, quando foi goleado por 4 a 0 para o São Caetano em uma atuação apática.

A isso sucedeu-se uma crise de relacionamentos, que culminou com as dispensas de Doni e Robson por parte da diretoria e a contestação do trabalho do técnico feita pelo meia Diego, que exigiu não ser mais substituído - nos primeiros 14 jogos no ano, ele foi trocado nove vezes.

"O Leão foi um parceiro nosso ao longo destes anos. Ele fez um trabalho maravilhoso aqui e as portas estão abertas. Ele foi muito elegante ao conversar comigo ontem e dizer que o time precisava de uma guinada, que precisava mudar", informou Francisco Lopes.

Ele evitou dar detalhes sobre o acerto. Há cerca de um mês, Marcelo Teixeira evitou demitir o técnico por causa do alto valor da multa contratual, estipulada em mais de R$ 1 milhão.

"Foi um acerto bom para os dois lados. Foi uma situação que partiu dele e algo que ficou confortável. Não dava mais para esperar essa pressão", argumentou o diretor, referindo-se às exigências de assessores do clube, que já não suportavam a presença de Leão.

Wanderley Luxemburgo
É o nome que surge como substituto de Leão no comando do Santos. O ex-treinador do Cruzeiro estaria na mira do português Benfica, mas se não acertar na Europa aceitaria um eventual convite do clube santista.

Francisco Lopes, inclusive, admitiu que "pessoas ligadas ao Santos mantiveram contatos com o treinador durante esta madrugada e as coisas estão aceleradas, mas nada definido por enquanto".

Até que a situação se resolva, o Santos será comandado interinamente por Márcio Fernandes, treinador da categoria júnior. Neste sábado, a equipe recebe o Juventude na Vila Belmiro, em jogo da quinta rodada do Campeonato Brasileiro.

"O Wanderley é um nome de consenso dentro da diretoria e o técnico que todo clube de nível quer, principalmente em um momento como este", disse Lopes.

O ex-goleiro Zetti, técnico-revelação do Campeonato Paulista-04, é defendido por parte da diretoria santista. Ele foi jogador do clube durante três anos e corre por fora pela vaga deixada por Leão.

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