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  17/03/2005 - 20h38
LDU confirma fama de "asa negra" do Santos

MBPress
Em São Paulo

A LDU confirmou a fama de "asa negra" do Santos nesta quarta-feira. Jogando em Quito, a equipe equatoriana aproveitou um excelente início para fazer 2 a 1 sobre os brasileiros.

Folha Imagem 
Robinho teve problemas com a marcação e pouco fez no jogo em Quito; veja fotos
Esta é a quarta derrota do Santos em sete confrontos com a LDU. O time brasileiro só se saiu vitorioso duas vezes e ainda coleciona um empate. No ano passado, os equatorianos eliminaram a equipe da Vila Belmiro da Copa Sul-Americana com uma vitória por 2 a 1 em Santos.

No ano passado, uma derrota por 4 a 2 para a LDU, em Quito, ocasionou a demissão do técnico Emerson Leão (que havia levado o Santos ao título do Campeonato Brasileiro em 2002).

Agora, uma nova derrota para a LDU aumenta a pressão sobre Oswaldo de Oliveira. O comandante do Santos não vive boa fase e muitas de suas posições têm sido muito criticadas.

Nesta quarta-feira, ele apostou nas entradas do zagueiro Halisson e do meia Fernando Diniz, que atuou como lateral-esquerdo. No entanto, as alterações não funcionaram e a LDU aproveitou.

Longe de casa, o Santos ainda é o pior brasileiro na Copa Libertadores de 2005. Nenhuma das equipes nacionais venceu como visitante, mas apenas o clube do litoral paulista perdeu os dois confrontos fora de seus domínios no torneio sul-americano.

Atuando como visitante, o melhor brasileiro é o São Paulo. O time do Morumbi empatou as duas partidas que disputou longe de casa. O Palmeiras, que jogou somente um jogo fora, também voltou com uma igualdade. Atlético-PR e Santo André têm campanhas semelhantes (uma derrota e um empate), mas um dos confrontos da equipe do ABC fora de seus domínios foi contra o Palmeiras.

Com este resultado, o Danubio segue na liderança do Grupo 2 da Libertadores. A equipe uruguaia somou seis pontos nas três partidas que disputou. A única derrota aconteceu na Vila Belmiro, 3 a 2 para o Santos.

E a LDU, que venceu o Santos, salta para a segunda posição da chave. A equipe equatoriana tem os mesmos seis pontos do Danúbio, mas perde no quesito saldo de gols (-1 contra 4).

As duas equipes voltam a jogar pela Copa Libertadores no dia 6 de abril de 2004. Na abertura do segundo turno do Grupo 2, o Santos recebe a LDU na Vila Belmiro, em Santos.

Antes disso, o Santos encara o América pela 13ª rodada do Campeonato Paulista. O confronto acontecerá no próximo domingo, às 18h, também na Vila Belmiro.

O jogo
Com forte marcação sobre a saída de bola do Santos, a LDU pressionou desde os minutos iniciais. O time equatoriano conseguiu manter a posse de bola e expôs a fragilidade do sistema defensivo brasileiro.

O Santos estava atônito com a pressão da LDU. Extremamente mal postada em campo, a equipe brasileira deu espaço para os donos da casa criarem e trabalharem a bola no setor ofensivo.

Prova disso é que a LDU teve a primeira grande oportunidade logo aos 2min. Palacios carregou a bola e chutou de longe, no meio do gol. Mauro falhou e soltou nos pés de Graziani, que dividiu com o camisa 1 do Santos e quase conseguiu empurrar para as redes.

Aos 8min, a LDU chegou ao primeiro gol. O zagueiro Carlos Espínola aproveitou um escanteio da esquerda e tocou de cabeça. A bola encontrou o centroavante Graziani, colado à trave esquerda de Mauro, e ele apenas completou para inaugurar o marcador.

Se a situação do Santos era desesperadora, ficou ainda pior aos 13min. Reasco levou para a linha de fundo pela direita e cruzou para trás. Méndez dominou e ajeitou para Salas, que chutou de bico. A bola entrou no canto esquerdo de Mauro, que nem se moveu.

Parecia o início de uma tranqüila goleada da LDU. Parecia, porque o Santos acordou em campo. O time brasileiro adiantou a marcação e acertou a saída de bola. Com isso, Ricardinho começou a ser acionado e distribuiu bastante as jogadas no meio.

Assim, em pouco tempo, o Santos assumiu o comando da partida. No entanto, com lançamentos rasteiros no meio da defesa da LDU, a equipe brasileira não conseguiu fazer a bola chegar a seus atacantes.

Quando acertou um lançamento, o Santos diminuiu a vantagem dos donos da casa. Fernando Diniz recebeu na esquerda aos 26min e levantou para a área com muita precisão. Completamente livre de marcação, Ricardinho cabeceou forte e acertou o canto esquerdo do goleiro Mora.

Com domínio territorial e animado pelo gol, o Santos dava sinais de que conseguiria o empate. Porém, a grande chance neste momento foi criada pela LDU. Aos 37min, Salas recebeu na meia direita, girou o corpo e chutou forte. Mauro espalmou no ângulo esquerdo e mandou para a linha de fundo.

Ainda no primeiro tempo, aos 44min, Deivid poderia ter empatado. O camisa 9 recebeu lançamento na direita, passou pelo goleiro Mora e chutou forte. A bola passou perto do travessão da LDU.

Ao contrário do início da partida, o Santos não permitiu a pressão da LDU no segundo tempo. A equipe equatoriana até tentou sair para o jogo, mas os brasileiros encaixaram os contra-ataques.

Robinho criou um grande lance logo aos 3min. O camisa 7 carregou a bola pela meia direita e arriscou de fora da área. A bola passou muito perto da trave esquerda de Mora.

O bom início do Santos, porém, não se confirmou no restante da segunda etapa. O rendimento da equipe brasileira caiu muito, assim como o nível técnico da partida.

Com atuações apagadas de Robinho e Deivid, o Santos viu no atacante Salas, da LDU, a única figura criativa no gramado do estádio Casa Blanca.

E quando Salas deixou o gramado, o técnico José Carlos Oblitas proporcionou a entrada de outro atacante bastante habilidoso. O colombiano Murillo deu seqüência aos lances de efeito e fez com que a LDU permanecesse grande parte do tempo com a bola dominada.

Assim, a LDU deixou o tempo passar e apenas administrou a vantagem construída nos minutos iniciais da partida.

LDU
Mora; Reasco, Carlos Espínola, Giovanny Espinoza e Ambrossi; Obregón, Edison Méndez (Aguinaga), Urrutia e Palacios (González); Salas (Murillo) e Graziani
Técnico: Juan Carlos Oblitas

SANTOS
Mauro; Leonardo, Ávalos e Halisson; Flávio, Bóvio (Rossini), Tcheco (Fábio Baiano), Ricardinho e Fernando Diniz (Basílio); Robinho e Deivid
Técnico: Oswaldo de Oliveira

Local: Estádio Casa Blanca, em Quito (Equador)
Árbitro: Carlos Amarilla (Paraguai)
Auxiliares: Atilio Invernizi (Paraguai) e Manuel Bernal (Paraguai)
Cartões amarelos: Aguinaga (L), Mora (L)
Gols: Graziani, aos 8min; Salas, aos 13min; Ricardinho, aos 26min do primeiro tempo

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