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  29/05/2005 - 17h48
Palmeiras se recupera contra os reservas do Santos

MBPress
Em São Paulo

Folha Imagem 
Gioino recebe abraço de Juninho na comemoração do primeiro gol do Palmeiras; veja o álbum de fotos
Com uma "mãozinha" do Santos, o Palmeiras venceu após seis jogos. Jogando em casa, o time do Parque Antarctica bateu o rival por 2 a 1, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro, na tarde deste domingo, e respira um pouco melhor depois de uma semana turbulenta.

Depois de ser desclassificado pelo São Paulo da Copa Libertadores na última quarta-feira, a torcida palmeirense pressionou muito o time e a diretoria divulgou que irá dispensar alguns jogadores. Além disso, o técnico Paulo Bonamigo passou a ser muito pressionado por parte dos dirigentes do Palmeiras.

Essa vitória, além de garantir um pouco de paz para o time do Parque Antarctica nos próximos dias, permitiu que o time saia da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Com o resultado positivo, o time chegou aos sete pontos e ocupa agora a décima quinta colocação.

Já o Santos, que começou esta sexta rodada como líder da competição, permaneceu com os mesmos 12 pontos e viu o Fluminense se isolar na ponta da tabela, com 13. Ainda assim, o Santos pode perder posições para Botafogo, Internacional, Juventude Coritiba, que entram em campo às 18h10.

Mesmo assim, este resultado negativo não deve abalar o ânimo do time santista. O técnico Gallo preferiu escalar um time reserva para enfrentar o Palmeiras já que vem priorizando a Copa Libertadores. Nesta quarta-feira, o time santista enfrenta o Atlético-PR, na Arena da Baixada.

TABU NO PALESTRA ITÁLIA
Depois de quebrar uma seqüência de seis jogos sem vitórias, o Palmeiras comemora a manutenção de um tabu. Há oito anos a equipe palmeirense não sabe o que é derrota para o rival santista no Parque Antarctica.

Nos nove jogos disputados neste período no Palestra Itália, o Palmeiras ficou com a vitória em sete oportunidades. Outros dois jogos terminaram empatados.

A última vitória do Santos no estádio do Palmeiras aconteceu no dia 28 de janeiro de 1997. Na ocasião, o time santista venceu por 3 a 1, em partida válida pelo Rio-SP.
Com isso, jogadores como Ricardinho, Léo, Deivid entre outros ganharam uma folga. Já Henao, Paulo César e Robinho não jogaram porque seguem se recuperando de contusões.

Mas este resultado serviu para quebra de dois jejuns no Palmeiras. O time da capital paulista estava havia seis jogos sem vitórias. Além disso, os palmeirenses voltaram a balançar as redes depois de três partidas em branco. No total, foram 278 minutos sem marcar gols.

De quebra, o time do Parque Antarctica segue como grande "carrasco" do Santos entre os times grandes de São Paulo. Levando em conta os últimos três anos, o Palmeiras é o time que tem o melhor retrospecto contra o Santos. No total foram seis jogos, com quatro vitórias alviverdes.

Neste tempo, a única vitória do Santos aconteceu no segundo turno do Brasileiro do ano passado, quando a equipe da Vila Belmiro venceu os rivais por 2 a 1. Em compensação, no mesmo campeonato, o Palmeiras goleou o time santista por 4 a 0, no primeiro turno.

Agora o Palmeiras volta a campo apenas no sábado, dia 11, quando enfrentará o Goiás, no Serra Dourada.

O Jogo

O Palmeiras se aproveitou do fato do Santos entrar com um time reserva e começou pressionando. E não demorou muito para o time do Parque Antarctica abrir o placar. Aos 9min, Gioino recebeu na área e chutou na saída de Mauro para marcar seu primeiro gol com a camisa do Palmeiras.

Mesmo atrás do placar, o Santos não conseguiu chegar perto do gol palmeirense. Tanto que a melhor chance do time santista aconteceu em um lance de bola parada. Luciano Henrique cobrou falta do meio e Marcos pulou no canto esquerdo e fez ótima defesa.

Único titular do Santos em campo, Bóvio acabou sentindo uma lesão na coxa e foi substituído por Danilo aos 35min. Com a entrada do jovem meia, o Santos melhorou um pouco e tentou esboçar uma reação, mas não conseguiu levar perigo ao gol de Marcos.

LIBERAÇÃO
De olho no jogo contra o Atlético-PR, pela Copa Libertadores, o Santos corre para conseguir a liberação de Robinho e Ricardinho da seleção brasileiro.

O presidente Marcelo Teixeira está negociando com a CBF e acredita que a dupla vai defender o time santista na quarta-feira.Leia mais
No segundo tempo, o técnico Gallo aproveitou para colocar Edmilson no lugar de Luciano Henrique, tentando pelo menos o empate. Mas foi o Palmeiras que voltou a marcar. Logo aos 2min, Marcinho cobrou falta da direita e o zagueiro Daniel subiu mais que a zaga santista para ampliar o placar.

O gol desarmou o time santista, que passou a errar muitos passes. Mesmo assim, o Palmeiras não soube aproveitar o mau momento do Santos na partida para marcar o terceiro. Em um lance isolado, Gioino chutou cruzado da direita e Ricardinho completou para o fundo das redes, mas o árbitro Wilson Seneme anulou, alegando impedimento.

A partida passou a ser muito violenta, com muitos jogadores recebendo cartões. Em uma bela jogada pelo meio, Danilo acabou sendo derrubado na entrada da área por Daniel. Como já havia sido advertido, o zagueiro foi expulso.

Nos últimos minutos, o Palmeiras passou a administrar o resultado. Mas o Santos continuou lutando e, aos 43min, conseguiu descontar. Fabiano invadiu a área pela esquerda e foi derrubado por Leonardo Silva. Pênalti que Basílio bateu e descontou.

PALMEIRAS
Marcos; Daniel, Nen e Leonardo Silva; Bruno, Alceu, Juninho Paulista, Marcinho (Marcinho Guerreiro) e Lúcio; Ricardinho (Warley) e Gioino (Washington).
Técnico: Paulo Bonamigo.

SANTOS
Mauro; Altair, Hallison e Nádson (Douglas); Bóvio (Danilo), Tcheco, Helton, Luciano Henrique (Edmilson) e Flávio; Basílio e Fabiano.
Técnico: Gallo.

Local: estádio Parque Antarctica, em São Paulo (SP).
Árbitro: Wilson Luiz Seneme (SP)
Auxiliares: Flávio Lúcio Magalhães e Nilson De Souza Monção (ambos SP)
Cartões amarelos: Tcheco (S), Lúcio (P), Helton (S), Alceu (P), Bruno (P), Gioino (P), Altair (S)
Cartões vermelhos: Daniel (P).
Gols: Gioino, aos 9min, do primeiro tempo e Daniel, aos 2min, Basílio, aos 43min, do segundo tempo.

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