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  08/06/2005 - 23h47
Trio argentino brilha e faz Brasil esperar para ir à Copa

Daniel Tozzi e Alexandre Gimenez
Enviados especiais do UOL
Em Buenos Aires (Argentina)

No lugar de Kaká, Ronaldinho, Robinho e Adriano, brilharam Riquelme, Saviola e Crespo. Com o seu regenerado trio ofensivo, a Argentina massacrou o Brasil por 3 a 1, nesta quarta-feira, em Buenos Aires, pelas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006.

AFP 
Riquelme chuta para marcar o segundo gol da vitória argentina; veja fotos
Com o resultado, além de confirmar a liderança do qualificatório sul-americano, com 31 pontos, a Argentina se tornou a primeira seleção "top" para garantir vaga no Mundial. Já o Brasil segue com 27 pontos e terá que esperar seu próximo jogo, contra o Chile, em setembro.

Exceção feita à Alemanha, país-sede, nenhum dos países que já havia se classificado à Copa - Japão, Irá, Arábia Saudita e Coréia do Sul - ostentam um título mundial no currículo.

No lugar dos elogios aos pentacampeões nos últimos dias, os jogadores argentinos ofereceram aos arqui-rivais dribles, toques de primeira e um ritmo frenético nos primeiros minutos do clássico, que não via uma vitória argentina tão dilatada desde junho de 1964, quando os bicampeões impuseram ao Brasil o placar de 3 a 0 em São Paulo.

LANCE A LANCE
PRIMEIRO TEMPO
3min: Gol da Argentna. O time da casa conseguiu sair em vantagem aproveitando um instante de desatenção da marcação brasileira. No lance, Lucho González dominou na intermediária e lançou entre a zaga adversária, encontrando Crespo. O atacante definiu a jogada com rapidez, aparando a bola e logo em seguida batendo rasteiro cara a cara com Dida
15min: A Argentina voltou a ameaçar o gol de Dida com Lucho González, que arriscou de fora da área após uma rebatida da zaga. No entanto, a bola passou sobre o travessão
17min: Riquelme recebeu na intermediária, girou em cima de Roque Júnior e bateu colocado de perna esquerda, fora do alcance de Dida
40min: Numa jogada ensaiada após um escanteio, Saviola centrou na área, e Crespo se adiantou à zaga brasileira para desviar de cabeça e marcar o terceiro gol
SEGUNDO TEMPO
2min: Lucho González recebe de Saviola e bate de fora da área, exigindo boa defesa de Dida
11min: Brasil consegue a primeira boa jogada, quando Roberto Carlos entra na área pela esquerda. No entanto, a zaga argentina consegue impedir a conclusão de Ronaldinho Gaúcho>
13min: Depois de jogada de Cafu, a bola sobra para Robinho, que bate sem força para defesa de Abbondanzieri
16min: Roberto Carlos levanta da esquerda, mas Zé Roberto não consegue empurrar para as redes ao fechar na segunda trave
24min: Cafu recebe cruzamento de Adriano e bate de fora da área. A bola desvia na zaga e sai em escanteio
26min: Gol do Brasil. Roberto Carlos bate falta com violência e acerta o ângulo direito de Abbondanzieri
39min: Adriano recebe de Ronaldinho Gaúcho, gira e acerta a trave direita da Argentina
Enquanto o "quarteto" brasileiro tropeçava na eficiente marcação argentina, Riquelme, Crespo e Saviola, resgatados à seleção principal pelo técnico José Pekerman, que os formou nas categorias de base dos "hermanos", não encontraram dificuldades para, em menos de 20 min, fazer 2 a 0 no Brasil.

Em noite inspirada, Riquelme faz lançamento rasteiro para Crespo, que dominou e chutou forte de pé direito para vencer Dida. Aos 17 min, foi a vez do meia, emprestado na última temporada pelo Barcelona, de Ronaldinho, ao Villarreal, marcar o seu.

Riquelme dominou a bola na entrada da área do Brasil, girou o corpo em cima de um nervoso Roque Júnior e chutou de pé esquerdo, no ângulo esquerdo de Dida, que nem se mexeu. Aos 39 min, Saviola, que já dava muito trabalho para Roberto Carlos e Roque Júnior, se livrou da marcação e cruzar para Crespo. O atacante se antecipou a Roque Júnior e, de cabeça, ampliou para os anfitriões.

Enquanto isso, o Brasil havia arriscado apenas dois chutes a gol, com Robinho e Roberto - apenas um acertou o alvo. Sem Ronaldinho e Kaká para levarem o time ao ataque, coube, pasmem, ao goleiro Dida ser o principal lançador do Brasil - não foram poucas as vezes no primeiro tempo que Dida foi obrigado a dar um "chutão" para a frente.

O domínio argentino era tamanho que, no início do segundo tempo, Carlos Alberto Parreira abdicou o 4-2-2-2, desenho tático que permite o seu "quarteto ofensivo", para retornar ao 4-3-1-2, que havia abandonado após duas rodadas sem vitórias no qualificatório.

Aos 16 min da etapa final, Parreira sacou Robinho do time e colocou o meia Renato em campo. A pequena torcida brasileiro no Monumental respondeu como coro de "burro" pouco antes de Roberto Carlos, numa bela cobrança de falta, diminuir para o Brasil.

O resultado fez o Brasil ampliar seu recorde negativo na casa do arqui-rival: o time não vence em Buenos Aires desde novembro de 1995.

Agora será contra os chilenos que a seleção terá que ratificar a vaga que seu treinador acredita ter conquistado. Como anfitrião, o Brasil terá o retorno de Ronaldo que, se não fez falta contra o Paraguai, tem a seu favor o retrospecto de ter brilhado no jogo de ida pelas eliminatórias contra a Argentina, no Mineirão, em junho de 2004. Na ocasião, o "Fenômeno" marcou os três gols da vitória brasileira.

Em compensação, não terá Ronaldinho Gaúcho, suspenso ao tomar seu terceiro cartão amarelo na competição após acertar um soco no ala argentino Sorín. Agora, a delegação volta ao Brasil e, na sexta-feira, embarca para a disputa da Copa das Confederações, na Alemanha, onde poderá reencontrar a arqui-rival Argentina.

ARGENTINA
Abbondanzieri; Ayala, Coloccini e Heinze; Lucho González (Zanetti), Mascherano, Kily González e Sorín; Riquelme, Saviola (Tevez) e Crespo
Técnico: José Pekerman

BRASIL
Dida; Cafu, Juan, Roque Júnior e Roberto Carlos; Emerson, Zé Roberto, Kaká e Ronaldinho Gaúcho; Robinho (Renato) e Adriano
Técnico: Carlos Alberto Parreira

Local: estádio Monumental, em Buenos Aires (ARG)
Árbitro: Gustavo Méndez (URU)
Cartões amarelos: Heinze (A); Cafu, Ronaldinho Gaúcho, Roque Júnior (B)
Gols: Crespo, aos 3min e 40min; Riquelme, aos 17min do primeiro tempo; Roberto Carlos, aos 26min do segundo tempo

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