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  22/06/2005 - 23h43
São Paulo contraria história e bate River Plate

Marcius Azevedo
Do Pelé.Net e MBPress
Em São Paulo

O São Paulo conseguiu contrariar o retrospecto e venceu o River Plate por 2 a 0 nesta quarta-feira, no Morumbi, no jogo de abertura das semifinais da Copa Libertadores 2005.

Folha Imagem 
Rogério Ceni comemora com Júnior o segundo gol do São Paulo; veja imagens
Em toda a história, este foi o nono confronto entre as duas equipes e apenas a segunda vitória do São Paulo. Antes disso, o único êxito brasileiro havia acontecido em 2003, pela Copa Sul-Americana, quando os brasileiros venceram por 2 a 0 no mesmo Morumbi. Naquela oportunidade, contudo, River Plate levou a melhor nas cobranças de pênaltis e se garantiu na decisão.

Nos outros sete confrontos entre São Paulo e River Plate, o time argentino obteve quatro vitórias e três empates.

E se o São Paulo contrariou seu retrospecto, Luizão apenas confirmou seu histórico pessoal contra o River Plate. O centroavante nunca perdeu para a equipe argentina. Ele fez dois confrontos com o adversário em 1998, pelo Vasco (uma vitória e um empate) e dois em 2002, pelo Grêmio (duas vitórias).

O centroavante também fez sua primeira partida ao lado do ex-companheiro Amoroso. Os dois formaram a dupla de ataque do Guarani em 1994 e voltaram a se encontrar nesta quarta-feira, com a estréia de Amoroso no São Paulo.

O São Paulo, aliás, confirmou sua excelente fase dentro de casa. O time brasileiro venceu as cinco partidas que disputou no Morumbi na Libertadores 2005.

Outro que confirmou grande fase foi o goleiro Rogério Ceni. O camisa 1 do São Paulo anotou o segundo gol dos donos da casa aos 44min do segundo tempo, em cobrança de penalidade, e balançou as redes pela 13ª vez na temporada. Além disso, marcou cinco vezes na Libertadores e assumiu a artilharia isolada do São Paulo (ele dividia a condição com Cicinho, Grafite e Luizão).

Graças ao gol de Rogério Ceni, o São Paulo pode perder por até um gol de diferença no jogo de volta, na Argentina. Se marcar um ou mais gols na casa do River Plate, o time brasileiro também assegura vaga com derrota por dois gols de diferença.

HISTÓRICO: SÃO PAULO X RIVER
TorneioPlacarData
Amistoso1 x 115/12/46
Amistoso2 x 211/01/48
Octogonal de Buenos Aires2 x 322/01/61
Torneio Santiago de Compostella2 x 227/06/93
Supercopa0 x 004/12/97
Supercopa1 x 217/12/97
Copa Sul-Americana1 x 326/11/03
Copa Sul-Americana2 x 003/12/03
Copa Libertadores2 x 022/06/05
Se conseguir eliminar o River Plate, o São Paulo alcançará a final da Libertadores pela quinta vez em sua história (o time paulista já tem dois títulos). Além disso, a classificação do clube do Morumbi confirmaria o péssimo retrospecto dos argentinos em semifinais do torneio sul-americano. Eles disputaram esta competição 26 vezes e foram eliminados nesta fase em dez oportunidades.

As duas equipes voltam a se enfrentar no dia 29 de junho, próxima quarta-feira, em Buenos Aires. O jogo acontecerá às 21h45 (horário de Brasília), no estádio Monumental de Nuñez.

Antes disso, o São Paulo entra em campo pelo Campeonato Brasileiro. O time do Morumbi recebe o Internacional no sábado, às 18h10, no Morumbi. Assim como fez na rodada passada, na vitória por 1 a 0 sobre o Botafogo, o técnico Paulo Autuori deve escalar uma equipe recheada de reservas no torneio nacional.

O jogo
Com forte marcação sobre a saída de bola do River Plate, o São Paulo tentou pressionar no início do confronto desta quarta-feira. No entanto, com troca de passes eficiente em seu setor defensivo, o time argentino conseguiu segurar o ímpeto dos donos da casa.

Aos poucos, assim que a marcação do São Paulo começou a recuar, o River Plate foi ganhando espaço e tocando a bola na intermediária. O grande destaque da equipe argentina foi o camisa 10 Gallardo, que participou de todos os lances ofensivos dos visitantes.

E foi assim, sem pressa, que o River Plate conseguiu segurar o São Paulo na etapa inicial. Prova disso é que a primeira oportunidade dos donos da casa aconteceu apenas aos 28min. E de bola parada. Júnior cobrou falta da direita, Alex desviou no primeiro pau e a bola encontrou Mineiro dentro da área. O camisa 7 concluiu de primeira, de pé direito, e mandou por cima do travessão.

Ainda no primeiro tempo, Amoroso criou um lance de perigo aos 35min. O camisa 9 arrancou pela direita, em diagonal, e passou por três adversários antes de chutar de pé direito, caindo. Constanzo defendeu parcialmente e Mineiro quase aproveitou o rebote.

AMOROSO x SALAS
No confronto particular entre os atacantes, o atleta do São Paulo foi melhor. Além de finalizar sete vezes, contra nenhuma do jogador do River, Amoroso participou mais do jogo e foi fundamental para a vitória do Tricolor na primeira partida das semifinais da Copa Libertadores. Leia mais
Para tentar aumentar o poder de fogo do São Paulo, o técnico Paulo Autuori trocou durante o intervalo o volante Renan pelo meia Souza, que foi improvisado na lateral. Com a alteração, o time da casa melhorou taticamente e assumiu o controle da partida.

Mesmo depois que os atacantes Amoroso e Luizão diminuíram o ritmo e reduziram a movimentação, o São Paulo seguiu com mais posse de bola. Aos 30min, por exemplo, Danilo arriscou de fora da área, Constanzo não segurou e Souza acertou a trave no rebote.

No entanto, a pressão dos donos da casa só surtiu efeito aos 31min. Danilo pegou um rebote depois de escanteio cobrado por Souza da direita, dominou e chutou de pé esquerdo, de fora da área. A bola entrou no canto esquerdo de Constanzo, que nada pôde fazer.

E a vantagem do São Paulo, que já era grande, ficou ainda maior aos 44min do segundo tempo. Luizão cruzou da direita e Lucho González cortou com a mão dentro da área. Na cobrança da penalidade, Rogério Ceni acertou o canto direito de Constanzo e fez o segundo do São Paulo.

SÃO PAULO
Rogério Ceni; Fabão, Diego Lugano e Alex; Mineiro, Renan (Souza), Josué, Danilo e Júnior; Luizão e Amoroso (Alê)
Técnico: Paulo Autuori

RIVER PLATE
Costanzo; Diogo, Ameli, Tuzzio e Domínguez; Lucho González (Almada), Mascherano, Zapata (Mareque) e Gallardo; Marcelo Salas (Gastón Fernández) e Farías
Técnico: Leonardo Astrada

Local: estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Árbitro: Gustavo Mendez (Uruguai)
Auxiliares: Fernando Cresci e Marcelo Costa (ambos do Uruguai)
Cartões amarelos: Luizão (S), Zapata (R), Lugano (S), Fabão (S), Constanzo (R).
Público: 61078
Renda: R$ 1.575.055,00
Gols: Danilo, aos 31min, Rogério Ceni, aos 44min do segundo tempo

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