! Em meio ao episódio Robinho, Santos fica no 0 a 0 - 03/07/2005 - UOL Esporte - Futebol
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  03/07/2005 - 20h08
Em meio ao episódio Robinho, Santos fica no 0 a 0

MBPress
Em São Paulo

Maior ídolo santista desde a Era Pelé, Robinho começou a sentir sua relação com a torcida ficar estremecida. Desfalque no empate por 0 a 0 com o Juventude neste domingo por ter faltado aos últimos dois treinos, o jogador não foi aclamado nas arquibancadas com os gritos de "Fica, Robinho".

FICA ROBINHO!

A torcida do Santos não fez seu último pedido de "Fica Robinho!" na última partida antes do craque anunciar sua decisão final. Nesta segunda-feira, em entrevista coletiva, Robinho diz se continua no Peixe ou se vai para o Real Madrid. Leia mais
Assim como uma faixa com a mesma mensagem foi retirada da Vila Belmiro. Reflexos da polêmica envolvendo eventual transferência do atacante para o Real Madrid, assunto que dominou o noticiário esportivo nos últimos dias.

Para o técnico Gallo, porém, a questão está encerrada. "A informação definitva que recebi do presidente do Santos (Marcelo Teixeira) é que o Robinho vai ficar. As coisas continuam iguais", comentou.

Sobre as conseqüências da polêmica envolvendo o futuro do jogador, Gallo acredita que o único prejudicado será o próprio atacante. "Tudo isso só atrapalha um pouco a situação dele".

Caso Robinho à parte, o Santos completa quatro rodadas invicto (são três empates e uma vitória) e chega aos 18 pontos na classificação, mantendo-se próximo aos líderes. A Ponte Preta está na ponta com 23 pontos. A equipe gaúcha, que não vence há quatro rodadas, vai a 16 pontos.

Se o resultado não agradou em nada à torcida alvinegra, que vaiou o time no segundo tempo e entoou o nome de Emerson Leão, o Santos pelo menos continua sem perder na Vila Belmiro no Brasileiro (três triunfos e dois empates) e sem sofrer nenhuma derrota em casa na história do confronto com o Juventude.

O duelo contra o time gaúcho também marcou alguns reencontros. O principal deles foi entre Túlio e Giovanni. Quando defendia o Botafogo, o polêmico atacante se tornou o algoz da equipe da Baixada no Brasileirão de 1995. Sagrou-se campeão sobre o time então liderado por Giovanni.

Quem também lembra muito bem da final de dez anos atrás é o técnico Gallo. Ele era o volante do Santos no vice-campeonato nacional e hoje viu o time de Túlio complicar a vida de seus comandados em plena Vila Belmiro.

O próximo compromisso do Santos pelo Brasileirão será no próximo domingo, contra o Goiás, no estádio Serra Dourada. Já o Juventude volta a campo no sábado para receber o Brasiliense no Alfredo Jaconi, pela 11ª rodada.

O jogo
O Juventude começou o jogo tentando apertar a saída de bola dos paulistas para evitar uma pressão inicial. A equipe gaúcha deu o primeiro susto aos 5min, quando Mauro não achou nada em saída do gol e por pouco Zé Carlos não completou.

A resposta santista foi rápida. Giovanni logo chamou a responsabilidade e armou as primeiras jogadas de perigo do Santos, acertando dois bons lançamentos para Basílio. Em um deles o atacante estava impedido e no outro a zaga conseguiu afastar o perigo.

Aos 19min, em lance parecido, o time alvinegro quase abriu o placar. Ricardinho tocou em profundidade para Ávalos, que cruzou rasteiro na direção de Giovanni, mas o passe foi interceptado por Doni no meio do caminho.

O lance mais bonito do primeiro tempo saiu dos pés de Giovanni. Aos 22min ele dominou a bola no peito após lançamento longo, aplicou belo drible dentro da área e tocou de calcanhar para Basílio. O camisa 7, porém, acabou prensado na hora do arremate.

Os gaúchos só voltaram a ameaçar aos 32min, com o experiente Zé Carlos. Ele recebeu passe na esquerda e bateu com força. A bola saiu próxima à trave direita de Mauro.

Eduardo Knapp/Folha Imagem 
Giovanni sofre com a marcação gaúcha e não consegue levar o Peixe à vitória
Mas quem chegou mais perto do gol foi Léo, aos 37min. O lateral-esquerdo roubou a bola de Magal no ataque, driblou Doni e chutou rasteiro. A defesa se recuperou e salvou quase sobre a linha. No final do primeiro tempo, Giovanni também teve boa chance, mas parou nas mãos de Doni.

Após o intervalo, o Juventude voltou mais ligado que os anfitriões. Primeiro foi um chute de Jaílson que assustou Mauro. Pouco depois, Zé Carlos desperdiçou duas oportunidades claras, chutando para fora em ambas.

O Santos melhorou aos poucos. Basílio e Wendel tentaram passar por Doni, mas não tiveram sucesso. Zé Carlos, por sua vez, não cansava de perder chances pelo time de Caxias do Sul.

Sob vaias, o time alvinegro começou a ficar nervoso com o resultado. Gallo, impaciente no banco, mexia no ataque da equipe enquanto ouvia os torcedores gritarem o nome de Emerson Leão.

Satisfeito com a igualdade, o Juventude se fechou e só se arriscou nos contra-ataques. O Santos permaneceu em busca do gol, mas ou falhou nos arremates, ou parou nas mãos de Doni. Aos 41min, quase o time gaúcho calou a Vila Belmiro em chute de Leandro Moreno que bateu na trave.

No final, o tom dramático aumentou para os lados da equipe santista. Até Mauro, no último lance do jogo, foi para o ataque tentar resolver em jogada aérea, mas a partida terminou sem gols.

SANTOS
Mauro; Paulo César, Ávalos, Altair e Léo; Wendel, Tcheco (Xuxa), Ricardinho e Luciano Henrique (Danilo); Basílio (Douglas) e Giovanni
Técnico: Gallo

JUVENTUDE
Doni; Chicão, Antônio Carlos e Joel; Magal (Valentim), Bruno Lança, Leandro Moreno, Lauro e Jaílson; Túlio (Jardel) e Zé Carlos
Técnico: Ivo Wortmann

Local: estádio da Vila Belmiro, em Santos (SP)
Árbitro: Djalma José Beltrami Teixeira (RJ)
Auxiliares: Eurivaldo de Farias Lima (RJ) e João Luiz Ribeiro Magalhães (RJ)
Público: 15.414 pagantes
Renda: R$ 130.000,00
Cartões amarelos: Antônio Carlos (J), Giovanni (S) e Magal (J)

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