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  14/08/2005 - 20h05
Botafogo e Santos empatam e se afastam dos líderes

Da Redação
No Rio de Janeiro

Folha Imagem
Jogadores do Santos comemoram gol, mas time cede empate no final pela 2ª vez seguida
Santos e Botafogo reviveram a tradição do clássico imortalizado por Pelé e Garrincha com uma partida de seis gols na noite deste domingo, no Rio. Com um gol polêmico no fim, o time da casa buscou o empate por 3 a 3. Esta foi a segunda vez consecutiva que a equipe santista desperdiçou um vitória sofrendo gol nos acréscimos.

Com o resultado, os times ocupam suas piores colocações desde o início do campeonato. O Botafogo foi a 32 pontos e está na oitava posição. Já o Santos, que na última rodada empatou por 1 a 1 com o Brasiliense, foi a 33 pontos e permaneceu na sétima.

Desta forma, o empate teve sabor de derrota para ambos, já que, além disso, as duas equipes perderam a chance de voltar a brigar por uma vaga no grupo dos quatro primeiros que se classificam para a Libertadores.

Mas para o Santos, o empate pelo menos serviu para o time manter uma invencibilidade de cinco jogos. A última derrota da equipe aconteceu no dia 27 de julho, para a Ponte Preta, por 1 a 0. Depois disso, o Alvinegro praiano venceu o Corinthians por 4 a 2, o Inter por 1 a 0 e empatou por 1 a 1 com Paraná e Brasiliense, este último na quarta-feira passada.

POLÊMICA
O gol de empate do Botafogo, marcado aos 47 minutos do segundo tempo em cobrança de pênalti, causou revolta nos jogadores e comissão técnica do Santos. O goleiro Saulo defendeu a primeira cobrança de Alex Alves, mas o árbitro Heber Roberto Lopes mandou voltar, alegando que o goleiro adiantara-se na jogada. Na segunda cobrança, Alex Alves converteu e igualou o placar para o Botafogo.

"O árbitro decidiu o jogo. Minha equipe foi melhor e merecia a vitória, mas o árbitro decidiu a partida. Fizemos um bom jogo, com três gols, mas isso não pode acontecer", protestou o técnico do Santos, Gallo, visivelmente irritado.
A equipe carioca, que vinha de derrota para o Cruzeiro, vai tentar voltar a vencer contra o Fortaleza, no Ceará, no próximo domingo, às 18h10. Já o Santos enfrenta o Figueirense, na Vila Belmiro, no mesmo dia e horário.

O jogo
O Santos começou melhor e logo no início teve um pênalti não marcado pelo árbitro Heber Roberto Lopes do zagueiro Emerson sobre o atacante Diego. Mais tarde, aos 16min, Robinho recebeu passe de Giovanni na direita, entrou sozinho na grande área e chutou cruzado. A bola passou perto da trave direita de Max.

Os times pouco ameaçaram, até que o Botafogo abriu o placar aos 32min. Ramon cobrou escanteio da direita à meia altura, Reinaldo desviou no primeiro pau e Alex Alves pegou a sobra do outro lado, batendo de primeira, empurrando a bola para o fundo do gol vazio.

Mas o Santos não se abateu e empatou logo em seguida, aos 36min. Robinho dominou pela esquerda, pedalou na frente de Oziel, deu um drible desconcertante no adversário e cruzou pelo alto. A bola foi parar na cabeça de Diego, que testou com categoria no canto direito de Max, pegando o goleiro no contra-pé.

ZÉ ROBERTO ESTRÉIA NO BOTAFOGO
O meia Zé Roberto fez sua estréia com a camisa do Botafogo na noite deste domingo, contra o Santos. O jogador surgiu como promessa no Vitória, mas não vinha atuando no clube baiano porque fora afastado pelo técnico René Simões por ter faltado a dois treinos.

Ainda sem ritmo de jogo, Zé Roberto teve atuação discreta e ainda recebeu cartão amarelo.
O Santos melhorou na partida e virou o jogo aos 46min. Um minuto antes, o zagueiro Scheidt puxou Diego pela camisa dentro da grande área e o árbitro Heber Roberto Lopes marcou o pênalti. Ricardinho bateu rasteiro, no canto direito de Max, que caiu para o lado oposto.

O Botafogo voltou para o segundo tempo procurando pressionar o adversário e empatou o jogo aos 20min. Na cobrança de escanteio da esquerda, o zagueiro Émerson pegou de primeira no meio da área e colocou no fundo da rede.

Mas o Santos passou novamente à frente aos 26min. Giovanni tocou de letra na esquerda para Wendell, que cruzou rasteiro para Elton. Ele entrou livre no meio da área e tocou na saída de Max.

Até que aos 43min, o árbitro Heber Roberto Lopes marcou pênalti sobre Alex Alves. O próprio atacante bateu e o goleiro Saulo se adiantou. Na segunda cobrança, aos 47min, ele bateu forte, no canto direito e igualou o placar, dando números finais à partida.

BOTAFOGO
Max; Oziel (Leandro Carvalho), Émerson, Scheidt e Rogério Souza (Guilherme); Jonilson, Juca, Glauber e Ramon (Zé Roberto); Alex Alves e Reinaldo
Técnico: Péricles Chamusca

SANTOS
Saulo, Flávio, Ávalos, Rogério e Wendell (Carlinhos); Zé Elias, Elton, Ricardinho e Giovanni; Robinho e Diego (Halisson)
Técnico: Gallo

Local: estádio Luso-Brasileiro, no Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Heber Roberto Lopes (PR)
Assistentes: Roberto Braatz e Rogério Carlos Rolim (ambos do PR)
Cartões amarelos: Diego (S), Rogério Souza (B), Ávalos (S), Émerson (B), Scheidt (B), Reinaldo (B), Zé Elias (S), Zé Roberto (B), Flávio (S), Jonilson (B), Rogério (S), Robinho (S) e Saulo (S)
Cartões Vermelhos: Flávio (S) e Scheidt (B)
Gols: Alex Alves, aos 32min, Diego, aos 36min, e Ricardinho, aos 46min do primeiro tempo; Émerson, aos 20min, Elton, aos 26min e Alex Alves, de pênalti, aos 47min do segundo tempo

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