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  05/09/2005 - 09h03
Parreira não pensa em usar cinco no ataque da seleção

Por Paulo Cobos e Fernando Itokazu
Da Folhapress
Em Brasília (DF)

A criatura se voltou contra o criador. A partir de agora, com seu time classificado para a Copa do Mundo de 2006, Carlos Alberto Parreira terá como principal "problema" resolver quem ficará de fora de seu "quarteto mágico" nos gramados alemães.

AFP
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Ascensão de Robinho e Adriano faz com que Parreira tenha problemas para escalar seleção
E ele já adianta que Kaká, Ronaldinho, Robinho, Ronaldo e Adriano não podem jogar juntos. E falou isso de forma irônica e usando a geometria, em entrevista logo após a goleada de 5 a 0 sobre o Chile, no domingo, em Brasília.

"Um quadrado tem só quatro lados, e não cinco. Isso é assim desde a antigüidade", disse o treinador, que considerou o jogo contra o Chile como uma exibição de gala da sua equipe.

Parreira não dá pista nenhuma de quem vai ficar de fora, e diz que com as contusões e suspensões sua escolha vai ser facilitada. Por enquanto tem sido assim. No domingo, Ronaldinho ficou fora por estar suspenso. Robinho fez a sua função no esquema tático.

"Ninguém pode garantir que os cinco vão estar aptos a jogar ao mesmo tempo."

O treinador já terá a missão de deixar no banco um dos cinco grandes astros do futebol brasileiro já na terça-feira, no amistoso contra Sevilla, que começa às 17h de Brasília. Para essa partida, Ronaldinho, que não jogou hoje por estar suspenso, estará disponível.

O melhor jogador do mundo no último ano, segundo a Fifa, é o mais seguro dos astros -ele é hoje o jogador que Parreira mais confia. No jogo que vai comemorar o centenário do clube espanhol, Parreira também terá o retorno do zagueiro Roque Júnior, outro que estava suspenso no domingo.

Teoricamente, Robinho é o que tem mais chances de ira para a reserva, por ser o que tem menos rodagem na seleção. Mas suas boas atuações na Copa das Confederações e a do jogo de domingo mudaram o status do ex-jogador do Santos, hoje no Real Madrid.

Apesar da classificação antecipada, Parreira não exagerou nas comemorações. "Não fizemos mais do que a obrigação", disse.

Um quadrado tem só quatro lados, e não cinco. Isso é assim desde a antigüidade
Carlos Alberto Parreira,
técnico da seleção brasileira

Entre os jogadores, todos jogam a responsabilidade para o treinador sobre quem serão os integrantes do quarteto mágico, com frases quase idênticas.

"Essa é uma dor de cabeça saudável para o Parreira", falou o lateral-direito e capitão Cafu. "É uma dor de cabeça que todo treinador gostaria de ter", disse Robinho, que hoje jogou com a camisa 10, número que veste agora no Real Madrid.

Com um elenco cheio de bons moços, ninguém se diz dono da posição. Uma exceção é o volante Emerson. "No meu lugar acho que ninguém vai entrar, se não a marcação vai ficar mais difícil", disse o jogador da Juventus.

Se os nomes certos para a Copa têm como principal meta a titularidade, quem ainda está na briga por um lugar como reserva também é cauteloso.

"Ainda não carimbei meu passaporte. Tenho que continuar trabalhando nas condições que tenho", disse o santista Ricardinho, que ontem entrou na segunda etapa e foi fortemente elogiado por Parreira, que escapou das perguntas em que o tema era se o grupo para a Copa da Alemanha já está fechado.

"Já conseguimos montar uma base boa. Agora temos meses para saber se essa base será mantida", afirmou o técnico, que voltou a dizer que sua equipe ainda não está pronta para tentar conquistar o hexacampeonato, apesar do favoritismo e da badalação.

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