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  04/10/2005 - 22h30
Santos joga mal, mas volta a vencer no Brasileiro

Da Redação
Em São Paulo

Fernando Santos/Folha Imagem
Giovanni comemora seu gol, o segundo do Santos na vitória sobre o São Caetano na Vila
O futebol ainda não foi convincente. Mesmo assim, com muita lentidão, o Santos interrompeu série de duas partidas sem triunfar no Campeonato Brasileiro e superou o São Caetano por 2 a 0 nesta terça-feira, na Vila Belmiro.

"O futebol foi um pouco melhor do que apresentamos no empate com o Fortaleza [no último sábado], mas é claro que faltou conjunto à equipe. Não conseguimos render tudo que podemos, mas vencemos o jogo e conseguimos tranqüilidade para trabalhar", comemorou o treinador Nelsinho Baptista.

Apesar da vitória, o Santos tem motivos para ficar preocupado. A dupla de ataque contratada para o Campeonato Brasileiro, Luizão e Cláudio Pitbull, fracassou em sua segunda exibição. Nesta terça-feira, assim como no empate sem gols com o Fortaleza (no último sábado), os dois jogadores passaram em branco.

Entre os jogadores do setor ofensivo do Santos, mais uma vez o destaque foi Giovanni. O camisa 10, que havia ficado três semanas parado devido a uma lesão (voltou contra o Fortaleza), correu por todo o campo e criou as principais jogadas ofensivas dos donos da casa.

PROBLEMA NA MANDÍBULA

A torcida do São Caetano ficou extremamente preocupada aos 22min do segundo tempo do jogo desta terça-feira. O volante Claudecir chocou sua cabeça com o joelho do meia santista Giovanni e ficou no chão.

Claudecir foi retirado de maca do campo e diagnosticou uma contusão na mandíbula. Ele será submetido a um exame mais detalhado assim que a delegação retornar a São Caetano.

No entanto, Claudecir procurou tranqüilizar a torcida do Azulão. "Senti muita dor na hora e não consegui nem levantar. Mas tomei o medicamento indicado e não aconteceu nada mais grave", anunciou o volante depois da partida.
A vitória desta terça-feira leva o Santos a 48 pontos. Com isso, o time da Vila Belmiro ganha uma posição e sobe do sexto para o quinto posto na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro.

Para o São Caetano, a derrota é preocupante. O time do ABC paulista acumula seu terceiro revés em cinco partidas com o técnico Jair Picerni (que também obteve uma vitória e um empate) e estaciona nos 36 pontos ganhos.

O time do ABC, que perdeu oito de suas últimas dez partidas no Campeonato Brasileiro, se mantém na 15ª colocação e vê a zona de rebaixamento para a Série B cada vez mais perto.

"Ficamos em situação complicada, mas ainda dependemos só das nossas forças. Temos condições de reagir e podemos escapar do rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Precisamos apenas seguir trabalhando e acreditando", declarou o zagueiro Gustavo.

O Santos volta a campo no próximo sábado, às 18h10, quando encara o Juventude fora de casa. O São Caetano terá mais tempo para descansar e só jogará na terça-feira, contra o Internacional, no estádio Anacleto Campanella.

O jogo
As duas equipes apostaram em ataques pesados (Cláudio Pitbull e Luizão no Santos e Somália e Dimba no São Caetano) para o duelo desta terça-feira. Com isso, a movimentação na frente ficou limitada desde o início do confronto.

Esta situação se intensificou no Santos. Isso porque o volante Zé Luís marcou Giovanni individualmente e não deu espaço para o camisa 10. Assim, Ricardinho (que atuava muito recuado) ficou com toda a responsabilidade de armar a equipe da casa.

PROBLEMA NO ESTÔMAGO
Autor do primeiro gol do Santos nesta terça-feira, o lateral-esquerdo Wendell não estava escalado pelo treinador Nelsinho Baptista. Ele ganhou a posição apenas nos vestiários da Vila Belmiro devido a um problema estomacal do titular Kléber.

Kléber passou mal durante a concentração do Santos e ainda foi submetido a um teste nos vestiários para saber se tinha condições de encarar o São Caetano. No entanto, o camisa 3 não resistiu e foi vetado.

"Não acho que a improvisação do Wendell tenha sido um problema para a nossa equipe. O que pesou foi a falta de conjunto como um todo e não uma posição ou outra", defendeu o treinador Nelsinho Baptista quando foi questionado sobre a timidez do autor do primeiro gol do Santos.
Sem criatividade no meio-campo, o Santos pouco produziu. E o São Caetano demonstrou muita lentidão nos contra-golpes. Com isso, o primeiro tempo ficou bastante pobre em emoção.

Os únicos lances de perigo foram criados quando Giovanni conseguiu se livrar de Zé Luís. Aos 42min, o camisa 10 recebeu passe de Ricardinho na direita e finalizou de primeira. Luiz defendeu com os pés no meio do gol.

No lance seguinte, o meia lançou na direita para Luizão, que se livrou de Thiago e cruzou rasteiro. Ricardinho, dentro da pequena área, concluiu de primeira e mandou a bola à esquerda de Luiz. "Demos um pouco de espaço para eles no finalzinho e isso não pode acontecer. Precisamos ter mais atenção", avisou o lateral-esquerdo Triguinho, da equipe visitante.

Preocupado com a falta de criatividade do meio-campo, o técnico santista, Nelsinho Baptista, trocou o lateral-direito Paulo César, que passou o primeiro tempo inteiro fazendo lançamentos longos, por Flávio.

Entretanto, a modificação não deu mais vivacidade ao confronto. Santos e São Caetano seguiram apresentando a mesma lentidão do primeiro tempo e pouco produziram depois do intervalo. "A marcação da equipe adversária foi muito forte. Só tivemos um pouco mais de espaço quando a equipe deles se desgastou um pouco", analisou o meia santista Ricardinho.

Com tanta morosidade, o gol só poderia acontecer em um lance inusitado. Aos 10min, Giovanni lançou rasteiro para Luizão na esquerda. O centroavante ajeitou para trás e encontrou Cláudio Pitbull, que tentou o domínio na coxa e deixou a bola escapar. Wendell ficou com a sobra e chutou de primeira para inaugurar o marcador.

O gol poderia ter mudado o panorama da partida. Contudo, Wendell trocou agressões com o lateral-direito Alessandro no minuto seguinte e as duas equipes ficaram com dez homens em campo. Assim, voltou à lentidão inicial.

A situação só mudou quando Nelsinho Baptista colocou o atacante Basílio em campo. O jogador deu mais velocidade ao Santos e abriu espaço para Giovanni marcar o segundo. O camisa 10 recebeu lançamento de Germano aos 35min, invadiu a área e chutou de pé direito para definir o placar da partida.

SANTOS
Saulo; Paulo César (Flávio), Ávalos, Luís Alberto e Wendell; Fabinho, Heleno, Ricardinho e Giovanni; Cláudio Pitbull (Basílio) e Luizão (Élton)
Técnico: Nelsinho Baptista

SÃO CAETANO
Luiz; Thiago (Lei), Gustavo e Douglas; Alessandro, Claudecir (Germano), Zé Luís, Márcio Richardes (Mateus) e Triguinho; Somália e Dimba
Técnico: Jair Picerni

Local: estádio da Vila Belmiro, em Santos (SP)
Árbitro: Cleber Welington Abade (SP)
Auxiliares: Giovani César Cansian e Flávio Lúcio Magalhães (ambos de SP)
Cartões amarelos: Thiago (SC), Ávalos (S), Claudecir (SC), Luís Alberto (S), Somália (SC), Heleno (S)
Cartões vermelhos: Alessandro (SC), Wendell (S)
Gols: Wendell, aos 10min, e Giovanni, aos 35min do segundo tempo

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