! Palmeiras supera São Paulo em 'jogo vestibular' - 12/11/2005 - UOL Esporte - Futebol
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  12/11/2005 - 19h58
Palmeiras supera São Paulo em 'jogo vestibular'

Da Redação
Em São Paulo

Os reservas do São Paulo precisavam da vitória para garantir presença no Mundial de clubes, em dezembro. Os jogadores do Palmeiras precisavam apenas mostrar que podem continuar na equipe na próxima temporada. No duelo dos "vestibulandos", o time alviverde foi melhor e superou o rival neste sábado, no Pacaembu, por 2 a 1.

Folha Imagem
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Juninho tenta passar pela marcação do São Paulo no clássico deste sábado no Pacaembu
Com isso, o Palmeiras diminui para três pontos a desvantagem para o quarto colocado Goiás (o time paulista ocupa a quinta colocação), que tem um jogo a menos, e segue sonhando com a classificação para a Copa Libertadores de 2006.

"Precisávamos muito dessa vitória. Ainda temos condições de chegar à Libertadores, mas temos que vencer para isso. Demos o primeiro passo hoje [sábado], e vamos continuar brigando pela vaga nas últimas quatro rodadas", prometeu o meio-campista Juninho Paulista.

De quebra, o time do Parque Antarctica ganha tranqüilidade para a reta final do Campeonato Brasileiro. "Vínhamos de duas derrotas consecutivas [para Flamengo e Atlético-PR] e tínhamos obrigação de vencer hoje [sábado]. Uma derrota seria ridículo e um empate seria ruim. Conseguimos o único placar possível", disparou o técnico Leão.

O São Paulo, apesar da derrota, não saiu de campo revoltado. Como utilizou o time reserva (apenas o goleiro Rogério Ceni e o centroavante Christian atuaram), a equipe tricolor justificou o revés com sua falta de experiência. "Isso fez muita diferença. Não tínhamos entrosamento, e colocamos no clássico uma formação de garotos", lembrou o técnico Paulo Autuori.

Mais do que o clássico, a preocupação dos jogadores do São Paulo neste sábado foi deixar uma boa impressão no treinador Paulo Autuori, que ainda não formulou a lista definitiva de atletas que levará para o Mundial de clubes do Japão. "Ninguém está garantido, e é essa a nossa motivação. Corremos demais e procuramos ser úteis", explicou o meia Richarlysson, que anotou seu primeiro gol pelo clube.

FIM DO JEJUM
O gol marcado pelo zagueiro Daniel aos 21min do segundo tempo do jogo deste sábado interrompeu um incômodo jejum do Palmeiras. O time do Parque Antarctica não marcava um gol sequer havia 248 minutos.

O último gol do Palmeiras havia acontecido no dia 30 de outubro. Correa foi o responsável, aos 43min do segundo tempo da vitória por 3 a 1 sobre o Atlético-MG.
Com a derrota, o São Paulo estacionou nos 52 pontos e manteve a 11ª colocação do Campeonato Brasileiro. O time paulista não tem mais condições matemáticas de alcançar a zona de classificação para a Libertadores 2006 (torneio para o qual já tem vaga garantida por ser o atual campeão), e ainda briga para estar na próxima Copa Sul-Americana.

As duas equipes voltarão a campo na próxima quarta-feira. O Palmeiras, às 19h30, receberá o Juventude no Parque Antarctica. Mais tarde, às 20h30, o São Paulo enfrentará o Goiás no estádio Serra Dourada, em Goiânia.

O jogo
Com apenas dois titulares em campo, o São Paulo começou o clássico deste sábado completamente desarrumado. Assim, possibilitou ao Palmeiras um domínio total na posse de bola durante a etapa inicial. "Tivemos mais posse, mas faltou velocidade. Demoramos para fazer os atacantes jogarem", analisou o meio-campista Correa.

CRÍTICAS AO ÁRBITRO
Os jogadores do São Paulo fizeram contundentes reclamações à participação do juiz carioca Djalma José Beltrami Teixeira no clássico deste sábado.

O curioso é que todas as críticas foram motivadas pelo tempo de acréscimo dado pelo árbitro no segundo tempo (apenas um minuto). "O Marcos perdeu muito tempo parado ali, fazendo cera, e ele nem percebeu. Assim fica complicado", detonou o goleiro Rogério Ceni.

As críticas são-paulinas se intensificaram porque o árbitro encerrou o clássico quando o time do Morumbi ia cobrar um escanteio. "Ele nem deu o que era preciso de acréscimos, e ainda parou um ataque nosso", lembrou o meia Richarlysson.
Quando começou a imprimir velocidade, o Palmeiras esbarrou na falta de competência nas finalizações. "Perdemos gols demais. Conseguimos criar, mas faltou sorte e felicidade na hora de concluir", reconheceu o centroavante Washington.

O São Paulo, por sua vez, passou os primeiros 45 minutos cruzando bolas para a área do Palmeiras. "Tínhamos apenas o Christian dentro da área, mas procuramos demais a jogada aérea. Precisávamos ter criado um pouco mais em tabelas", analisou o meia Richarlysson.

Preocupado com a falta de velocidade de sua equipe, o técnico Emerson Leão trocou o centroavante Gioino pelo meia Diego Souza durante o intervalo. Desta forma, mudou o perfil do Palmeiras, que passou a pressionar o São Paulo. O problema é que, assim como em todo o primeiro tempo, a equipe alviverde mostrou péssimo aproveitamento nas finalizações.

Mais atento, o São Paulo castigou a falta de eficiência do Palmeiras aos 16min. Hernanes cobrou lateral, Christian desviou de cabeça e a bola ficou com Richarlysson na direita. O camisa 35 invadiu a área e chutou forte, de pé esquerdo, para marcar seu primeiro gol com a camisa do time do Morumbi.

O gol era tudo que o Palmeiras precisava para acordar. Em desvantagem, o time do Parque Antarctica saiu mais e empatou aos 21min. Marcinho cobrou escanteio da esquerda, Daniel subiu sozinho e completou de cabeça para vencer Rogério Ceni.

"Nós tivemos muitos problemas para concluir para o gol. Quando acertamos o pé, conseguimos traduzir nossa superioridade e passar à frente no placar", comentou o camisa 11 Marcinho, que foi substituído logo após o gol.

A situação do Palmeiras, que já era boa com o empate, se tornou ainda melhor aos 25min. Marcinho Guerreiro recebeu na direita, girou o corpo dentro da área e cruzou rasteiro para trás. Juninho Paulista apareceu livre, bateu de primeira e determinou a vitória alviverde.

PALMEIRAS
Marcos, André Cunha (Alceu), Daniel, Gamarra e Michael; Correa, Marcinho Guerreiro, Juninho Paulista e Marcinho (Warley); Washington e Gioino (Diego Souza)
Técnico: Emerson Leão

SÃO PAULO
Rogério Ceni; Hernanes, Alex, Flávio Donizeti e Fábio Santos; Renan, Alê, Denílson (Adriano), Leandro Bonfim (Da Silva) e Richarlyson; Christian (Vélber)
Técnico: Paulo Autuori

Local: estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Árbitro: Djalma José Beltrami Teixeira (RJ)
Auxiliares: Hilton Moutinho Rodrigues (Fifa-RJ) e Marcos Tadeu Penichi Nunes (RJ)
Público: 5.252 pagantes
Renda: R$ 57.697,00
Cartões amarelos: Ale (S), Juninho Paulista (P), Da Silva (S)
Gols: Richarlysson aos 16min, Daniel aos 21min e Juninho Paulista aos 25min do segundo tempo


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