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  21/01/2006 - 17h43
Com herói de 2005, São Paulo vence a primeira

Da Redação
Em São Paulo

O São Paulo não vencia uma partida desde o dia 18 de dezembro de 2005, quando fez 1 a 0 sobre o Liverpool e conquistou seu terceiro título mundial. Neste sábado, o time tricolor precisou do mesmo herói da temporada passada para reencontrar os resultados positivos. Mineiro, autor do gol diante dos ingleses, voltou a brilhar e determinou o triunfo por 2 a 1 sobre o São Caetano.

Wander Roberto/Vipcomm
Grafite e Thiago comemoram o primeiro gol do São Paulo na vitória sobre o São Caetano
"Foram dois gols muito importantes na minha carreira, e é sempre bom poder marcar. Mas procuro dividir isso com todo o grupo, que ajudou nas vitórias. Não sou mais importante que ninguém", comentou, bastante tímido, o volante Mineiro.

Mais incisivo que o camisa 7, o centroavante Grafite enalteceu a importância do volante para o São Paulo. "Ele é o único jogador atualmente que pode ser tricampeão paulista [venceu a competição em 2004 com o São Caetano e no ano passado, já na equipe tricolor]. Além disso, o Mineiro pode até não aparecer, mas é um dos melhores do país há bastante tempo. Ele é decisivo", elogiou.

Em uma partida disputada com forte calor, os jogadores do São Paulo reclamaram bastante. "Estamos dando nosso máximo, mas está complicado correr. Está muito quente e o desgaste é muito grande", admitiu o meia Danilo.

Alheio a isso, Mineiro foi o jogador do São Paulo que mais se movimentou. De quebra, marcou um gol de bicicleta aos 11min do segundo tempo - jogo estava empatado por 1 a 1, e determinou a primeira vitória da equipe do Morumbi nesta temporada, a primeira sob o comando de Muricy Ramalho.

CLASSIFICAÇÃO
TimePontosJogos
1) Palmeiras93
2) São Caetano74
3) Corinthians63
15) São Paulo32
TABELA COMPLETA
Com o triunfo, o São Paulo chega a três pontos em duas partidas (os dois primeiros jogos do time tricolor foram adiados devido ao atraso nas férias do elenco, causado pela disputa do Mundial) no Campeonato Paulista.

Mineiro, ex-jogador do São Caetano, determinou ao clube do ABC a primeira derrota sob o comando de Nelsinho Baptista. O treinador, que está em sua segunda passagem pelo Anacleto Campanella, acumulava seis partidas e um histórico positivo: quatro vitórias e dois empates.

Neste Campeonato Paulista, o São Caetano fica com sete pontos (duas vitórias, um empate e uma derrota em quatro jogos), dá ao líder Palmeiras a oportunidade de disparar e ainda pode deixar a segunda colocação.

O São Paulo volta a campo na próxima quarta-feira, dia 25 de janeiro. No dia do aniversário da capital paulista, o time tricolor vai receber o Juventus no Morumbi, em partida da primeira rodada que havia sido adiada. Com mais tempo de descanso, o São Caetano enfrentará o Paulista no estádio Anacleto Campanella, no próximo sábado, às 18h10.

O jogo
Muita movimentação, correria e dois gols em menos de dez minutos. São Paulo e São Caetano ignoraram o forte calor da capital paulista e começaram o confronto deste sábado em ritmo intenso. Os donos da casa, com uma melhor distribuição tática, apostaram na manutenção da posse de bola. Os visitantes preferiram forte marcação na intermediária e contra-golpes em velocidade.

DIFERENTE, MAS NEM TANTO
A escalação do São Caetano para o jogo deste sábado teve um fato curioso. O estreante Cléber, que é zagueiro, enfrentou o São Paulo com a camisa 11, número tradicionalmente utilizado por meio-campistas ou atacantes.

Antes do início do confronto, o zagueiro admitiu que a situação era inusitada: "Quando pensamos na camisa 11, logo lembramos de atacantes. É difícil um jogador que atua lá atrás ficar com esse número".

Cléber explicou, porém, que a camisa 11 não era totalmente nova para ele. "Quando eu comecei minha carreira, nas categorias de base do Atlético-MG, eu era atacante e usava esse número", lembrou.
"Já senti uma movimentação melhor que na nossa estréia [derrota por 1 a 0 para o Santo André]. Os jogadores estavam mais soltos, e isso deu uma estabilidade maior para a nossa equipe. Conseguimos tocar a bola e criar oportunidades", analisou o técnico Muricy Ramalho, do São Paulo.

Mais ofensivo que o São Caetano, o time da casa inaugurou o marcador logo aos 6min. Júnior cobrou escanteio da direita e encontrou o centroavante Grafite, que fazia sua primeira partida na temporada. O camisa 9 subiu livre de marcação e cabeceou com muita força, sem chance para Sílvio Luiz.

A vantagem do São Paulo, contudo, durou menos de um minuto. Aos 7min, Triguinho cruzou da esquerda e Dimba apareceu no segundo pau para tocar de cabeça e empatar o jogo no Morumbi.

"Falei pro Dimba, que é meu amigo, que ele não me deu tempo nem para comemorar direito", reclamou Grafite. "Mas os são-paulinos já tiveram muitos motivos para comemorar no ano passado [o time tricolor foi campeão do Estadual, da Libertadores e do Mundial em 2005]. Agora é a nossa vez", respondeu Dimba, que fez seu terceiro gol em três jogos como titular no Paulista e agora divide a artilharia com Nilmar e Rafael Moura (ambos do Corinthians).

TARJA ITINERANTE
O goleiro Rogério Ceni operou o joelho no dia 11 de janeiro e ficará cerca de seis semanas afastado dos gramados. Com isso, a braçadeira de capitão do São Paulo ficou "órfã".

Sem seu capitão tradicional, o São Paulo teve dois jogadores diferentes utilizando a braçadeira nas duas primeiras partidas do Campeonato Paulista. Na derrota por 1 a 0 para o Santo André, a faixa ficou com o zagueiro uruguaio Lugano.

Expulso, Lugano desfalcou o São Paulo neste sábado. Com isso, Júnior utilizou a braçadeira. "É uma coisa natural, mas não diz muita coisa. A liderança está em cada jogador, e não em quem usa a faixa", discursou o camisa 6.
Depois do início muito movimentado, São Paulo e São Caetano diminuíram o ritmo. As duas equipes sentiram o efeito do calor e passaram a tocar a bola lateralmente. "É claro que ainda não estamos no ideal fisicamente, ainda mais porque a correria do começo pesou. Mas ainda assim, conseguimos criar boas oportunidades para marcar", lembrou o lateral-esquerdo Júnior.

O único jogador que ignorou o calor e a falta de condicionamento físico ideal foi o volante Mineiro. O camisa 7 do São Paulo, um dos destaques da partida, teve participação fundamental na marcação e também auxiliou o ataque.

Em uma destas investidas ao setor ofensivo, aos 11min do segundo tempo, Mineiro colocou o São Paulo novamente na frente. Júnior cruzou da esquerda, Grafite concluiu de primeira e a bola tocou no travessão. No rebote, o camisa 7 do São Paulo deu uma bicicleta e anotou o segundo gol dos donos da casa.

Logo depois do segundo gol do São Paulo, o técnico Nelsinho Baptista abdicou da formação com três volantes no meio-campo do São Caetano. O meia Marcel entrou no lugar do marcador Claudecir e os visitantes assumiram o controle da partida.

Apesar da evolução, o São Paulo mostrou eficiência na marcação e conseguiu segurar o São Caetano. Assim, trocou passes lateralmente e administrou o placar conquistado no início do segundo tempo.

SÃO PAULO
Bosco; Edcarlos, Fabão e Alex; Souza (Denílson), Mineiro, Josué, Danilo e Júnior; Grafite (Richarlysson) e Thiago
Técnico: Muricy Ramalho

SÃO CAETANO
Sílvio Luiz; Thiago, Gustavo e Cléber (Alessandro); Ânderson Lima, Marabá, Claudecir (Marcel), Zé Luiz e Triguinho; Marcelinho (Somália) e Dimba
Técnico: Nelsinho Baptista

Local: estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Árbitro: José Henrique de Carvalho
Auxiliares: Evandro Luiz Silveira e Matheus Camolesi
Público: 8307 pagantes
Renda: R$ 90.635,00
Cartões amarelos: Dimba (SC), Alex (SP), Fabão (SP), Cléber (SC), Ânderson Lima (SC), Marcel (SC), Edcarlos (SP), Bosco (SP)
Gols: Grafite, aos 6min; Dimba, aos 7min do primeiro tempo; Mineiro, aos 11min do segundo tempo

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