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  15/02/2006 - 22h29
São Paulo empata e derruba o 'projeto liderança'

Da Redação
Em São Paulo

O "projeto liderança" do técnico Muricy Ramalho no São Paulo esteve bem perto de ser concluído. Mas o Bragantino evitou o sucesso tricolor. Na noite desta quarta-feira, no estádio Marcelo Stéfani, em Bragança Paulista, as equipes empataram por 3 a 3, em partida válida pela segunda rodada do Campeonato Paulista.

Divulgação
Danilo comemora o primeiro gol do São Paulo
Com este empate, o time do Morumbi, que até então tinha um jogo a menos por ter estreado mais tarde no Estadual, desperdiçou a chance de assumir a liderança. Se vencesse esta noite, chegaria aos 19 pontos, igualaria Noroeste e Santos, mas superaria ambos no saldo de gols.

Mesmo assim, o São Paulo subiu na tabela. Com 17 pontos, a equipe passou Palmeiras e São Caetano, que têm a mesma pontuação mas perdem no saldo de gols, e assumiu a terceira colocação. O Bragantino agora tem dez e deixou a zona de descenso.

"O resultado não foi nada bom para o São Paulo. Foi bom mesmo para o Bragantino. Nós criamos muitas chances e poderíamos ter vencido", declarou o técnico Muricy Ramalho, indagado se pelas condições do gramado o resultado havia sido bom.

As fortes chuvas que atingiram a cidade de Bragança Paulista deixaram alguns jogadores receosos quanto à qualidade da partida. Com a bola rolando, no entanto, o jogo não foi nada truncado. Pelo contrário.

ESTÁDIO NOSTÁLGICO
O estádio Marcelo Stéfani, em Bragança Paulista, traz boas lembranças para o São Paulo. Foi nele, no dia 9 de junho de 1991, que o time tricolor conquistou seu terceiro Campeonato Brasileiro - os outros dois foram em 1977 e 1986.

Depois de uma vitória por 1 a 0 sobre o Bragantino no estádio do Morumbi, com gol de Mário Tilico, o São Paulo sagrou-se campeão com um empate por 0 a 0 no interior de São Paulo. Título que garantiu o time na Copa Libertadores da América de 1992.

Dirigido por Telê Santana, eterno ídolo são-paulino, a escalação da grande decisão em Bragança foi: Zetti; Zé Teodoro, Antonio Carlos, Ricardo Rocha e Leonardo; Ronaldão, Bernardo, Cafu e Raí; Macedo e Muller (Flávio).

Atual técnico da seleção brasileira, Carlos Alberto Parreira dirigia o Bragantino naquela ocasião. Tetracampeão do mundo com o treinador na Copa do Mundo de 1994, Mauro Silva jogava como volante no time do interior.

Para o São Paulo, a conquista daquele Brasileirão significou o início de uma brilhante fase na história do clube. Depois de ser vice-campeão em 1989 (perdeu para o Vasco) e 1990 (caiu diante do rival Corinthians), a era de glórias começou.

Ainda com Telê, o time do Morumbi conquistou a Libertadores e o Mundial em 1992 e 1993. Além do Paulistão de 1992 - já havia conquistado o Estadual também em 91. Em 1994, o São Paulo chegou novamente à final da Libertadores. E perdeu para o argentino Vélez Sarsfield nos pênaltis.
Ao tomar um gol logo aos 2min, o São Paulo partiu para cima e deu espaços ao Bragantino. No primeiro tempo, as equipes empataram por 1 a 1 e desperdiçaram boas chances. Na etapa final, o time do interior marcou novamente no começo.

E o clube do Morumbi mais uma vez partiu para cima. O empate veio com Thiago, aos 24min. Mas Adãozinho, de pênalti, virou o jogo. O jovem Thiago, aos 44min, salvou sua equipe de uma derrota fora de casa. Isso não poupou os protestos.

"O resultado foi horrível. O árbitro no mínimo tinha de assumir o resultado do jogo", esbravejou Rogério Ceni, reclamando da marcação do pênalti de Mineiro em Alex Afonso. "Isso nos impediu de chegar à liderança", disse o zagueiro Lugano.

O São Paulo volta a campo pelo Campeonato Paulista no próximo sábado. A equipe da capital enfrenta o Paulista, às 18h10, no estádio do Pacaembu - o Morumbi está sendo preparado para o show da banda irlandesa U2. No dia seguinte, no mesmo horário, o Bragantino recebe o São Bento no estádio Marcelo Stéfani, em Bragança Paulista.

O jogo
"O jogo será truncado e de pouca técnica". A previsão do meia Dinélson, do Bragantino, foi feita debaixo de uma forte chuva momentos antes da partida contra o São Paulo. O jogador, porém, mostrou categoria para abrir o placar aos 2min.

Depois de bobeada de Souza no meio-de-campo, Alex Afonso ficou com a bola, avançou pela esquerda e tocou para o meio da área. Dinélson, que foi emprestado pelo Corinthians ao time do interior, girou e chutou sem chance para Rogério Ceni.

Contrariando a expectativa do meio-campista do Bragantino, os primeiros 15 minutos de jogo foram eletrizantes. A equipe de Marcelo Veiga atacou bastante, e o São Paulo ameaçando nos contra-ataques, principalmente com Alex Dias.

Foi do atacante, aliás, a melhor oportunidade do time tricolor nesse período. Aos 14min, o camisa 11 recebeu ótimo passe perto da grande área, entrou cara a cara com o goleiro e chutou colocado. Felipe defendeu com os pés e evitou o empate.

Três minutos depois, o São Paulo empatou com uma jogada bastante característica do atual elenco. Thiago partiu em velocidade e tocou para Alex Dias na direita. Ele cruzou na medida para Danilo chutar de primeira e marcar seu quinto gol no certame.

SÃO PAULO: INVICTO HÁ SEIS JOGOS
AdversárioDataPlacar
Guarani29/013x3
Marília01/022x0
Palmeiras05/024x2
Portuguesa09/023x1
Portuguesa Santista12/025x0
Bragantino15/023X3
Depois do empate, a equipe do técnico Muricy Ramalho melhorou em campo e deixou de sofrer pressão do adversário. Aos 31min, a torcida pediu e Rogério Ceni foi cobrar uma falta. Mas o goleiro mandou à direita do gol de Felipe.

"O campo não está legal. Precisamos continuar pressionando e, principalmente, explorando as bolas aéreas. Assim o gol vai sair", disse o meia Danilo no intervalo.

Quem aproveitou melhor no começo do segundo tempo foi o Bragantino. E num lance bastante parecido com o primeiro gol. A 1min, Alex Dias perdeu a bola para Mário, que lançou Marcos Aurélio na área. O atacante dominou e chutou colocado.

Assim como na etapa inicial, o São Paulo acordou depois do gol sofrido e começou a pressionar. Aos 8min, Júnior chutou cruzado de fora da área e quase marcou. Aos 13min, Alex Dias aproveitou rebote da zaga e mandou rente à trave direita.

Aos 18min, Mineiro bobeou e perdeu a bola. Dinélson lançou Alex Afonso por cima da zaga e o atacante marcou o gol. O árbitro Anselmo da Costa seguiu seu assistente e marcou impedimento. O atacante levou cartão amarelo por chutar após o apito.

O São Paulo insistiu e conseguiu o empate aos 24min. Júnior recebeu lançamento na direita e chutou forte. O goleiro Felipe defendeu. Na sobra, Josué chutou à queima-roupa. Felipe fez outra defesa. No outro rebote, Thiago tocou para o fundo do gol.

Só que o Bragantino marcou novamente aos 34min. O árbitro assinalou pênalti de Mineiro em Alex Afonso. Na cobrança, o volante Adãozinho converteu. Com a expulsão de Marcos Vinicius logo depois, o São Paulo cresceu novamente.

E empatou aos 44min, com o jovem Thiago. Após cruzamento de Leandro da esquerda, o atacante desviou de cabeça para o fundo do gol de Felipe.

BRAGANTINO
Felipe; Eduardo, Thiago Vieira e Nilton; Marcos Vinicius, Mário (Fabiano), Adãozinho, Dinélson (Fernando) e André; Marcos Aurélio e Alex Afonso (Nadson)
Técnico: Marcelo Veiga

SÃO PAULO
Rogério Ceni; Fabão (Roger), Lugano e André Dias; Souza (Leandro), Mineiro, Josué, Danilo e Júnior; Alex Dias e Thiago
Técnico: Muricy Ramalho

Local: estádio Marcelo Stéfani, em Bragança Paulista (SP)
Árbitro: Anselmo da Costa
Auxiliares: Tércio Roberto Thomsom Nogueira e Manoel de Andrade Filho
Público: 6.375 pagantes
Cartões amarelos: André Dias (SP), Mário (B), Thiago (SP), Alex Afonso (B), Adãozinho (SP), Eduardo (B)
Cartão vermelho: Marcos Vinicius (B)
Gols: Dinélson, aos 2min, e Danilo, aos 17min do primeiro tempo; Marcos Aurélio, a 1min, Thiago, aos 24min, Adãozinho, de pênalti, aos 34min, e Thiago, aos 44min do segundo tempo

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