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  01/03/2006 - 23h47
Contra Nelsinho, Santos vence e assume liderança

Da Redação
Em São Paulo

Fernando Santos/Folha Imagem
Leo Lima vibra após anotar o terceiro gol do Santos na vitória sobre o São Caetano no ABC
Símbolo da crise enfrentada pelo Santos no segundo semestre do ano passado, Nelsinho Baptista se reencontrou pela primeira vez com o time da Baixada desde sua saída e guardou mais uma lembrança pouco agradável. À frente do São Caetano, o treinador viu a equipe alvinegra vencer por 3 a 2 no Anacleto Campanella, no ABC, para assumir a liderança do Campeonato Paulista.

Com o triunfo desta quarta-feira, o Santos chegou aos 28 pontos e tirou a primeira colocação do São Paulo que, com 26 pontos, ainda pode perder a vice-liderança para o Palmeiras. O time alviverde realizou um jogo a menos e tem o melhor aproveitamento do campeonato.

Enquanto isso, porém, os comandados de Vanderlei Luxemburgo curtem o bom momento no Estadual. Além de aparecerem no topo da classificação, os visitantes desta noite aumentam para sete jogos a série de invencibilidade, contabilizando seis vitórias (sendo quatro seguidas) e um empate.

Pior para o São Caetano, que sofreu sua primeira derrota em casa nesta temporada após cinco triunfos e uma igualdade no Anacleto, e para Nelsinho Baptista, que vê sua equipe permanecer com 20 pontos no Paulista, em sexto lugar e mais longe do título.

DUELO DO MISTÉRIO
O duelo tático entre Vanderlei Luxemburgo e Nelsinho Baptista começou antes mesmo de a bola rolar. Inclusive, atrasou em alguns minutos o apito inicial.

Nelsinho, pelo São Caetano, retardou o máximo que pôde a escalação de sua equipe e anunciou os três zagueiros apenas ao subir para o gramado do Anacleto Campanella.

Tal postura fez Luxemburgo adiar ainda mais o anúncio de seu time titular. O Santos só saiu do vestiário minutos após conhecer a formação do adversário.

"Não tenho obrigação de anunciar um dia ou uma hora antes a escalação. Se o regulamento determinasse isso, claro que eu faria, mas não tenho que dar vantagem ao adversário", comentou Luxemburgo.

A tática do técnico santista já havia chamado a atenção neste Paulista no clássico com o Corinthians. Na oportunidade, o time da Baixada entrou no gramado com 12 jogadores, tentando confundir o arqui-rival até o último instante.
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O fato negativo da noite para o Santos foi a quebra da invencibilidade de sua defesa. Afinal, a meta defendida por Fábio Costa, que nesta quarta foi substituído pelo estreante Roger por estar suspenso, não sofria um gol havia seis jogos.

A última vez foi no mesmo Anacleto Campanella, no dia 5 de fevereiro, quando perdeu para a Portuguesa Santista por 2 a 1. Até o gol de Marabá, foram mais de 600 minutos sem ter as redes balançadas, incluindo dois compromissos pela Copa do Brasil diante do Sergipe-SE.

As duas equipes, agora, voltam a campo no próximo domingo, pelo Paulista. Às 16h, o Santos recebe o Palmeiras no clássico da 13ª rodada, que acontece na Vila Belmiro, na Baixada. Já o São Caetano vai ao interior enfrentar o Bragantino, às 18h10, no estádio Marcelo Stefani, em Bragança Paulista.

O jogo
A partida no Anacleto Campanella começou em ritmo lento, com as duas equipes errando muitos passes. O Santos tentou valorizar mais a posse de bola enquanto procurou espaços na defesa adversária. No entanto, a zaga do São Caetano não facilitou e levou vantagem nas primeiras disputas aéreas.

O panorama foi parecido no outro lado do campo, com a defesa santista mostrando maior eficiência no duelo com o ataque anfitrião. Ânderson Lima e Marcelinho tentaram auxiliar os principais armadores, mas também pecaram sobretudo nos passes, "ajudando" o time alvinegro.

O primeiro lance de perigo aconteceu aos 22min, quando a defesa do São Caetano falhou em seu posicionamento e pagou caro. Magnum tocou dentro da área para Geílson, que da esquerda cruzou para Rodrigo Tabata, prensado pela marcação, chutar de primeira para abrir o placar para o Santos.

O São Caetano tentou dar o troco em cobranças de falta de Ânderson Lima, mas o ala errou o alvo. Fabinho, por sua vez, mostrou melhor pontaria. Aos 31min, Geílson deu sua segunda assistência no jogo ao levantar bola da esquerda na direção de Fabinho, que cabeceou no canto direito de Sílvio Luiz para ampliar a vantagem dos visitantes.

COM GOL, MAS SEM VINGANÇA
Afastado do elenco santista em 2005 por Nelsinho Baptista, o meio-campista Léo Lima reencontrou o treinador que o tirou da equipe da Baixada em grande estilo.

Embora tenha entrado no segundo tempo, o jogador deixou sua marca fazendo o terceiro gol do Santos. Após a partida, garantiu que tal feito não teve gosto de vingança contra o atual técnico do São Caetano.

"Não foi para me vingar de ninguém, apenas para ajudar o Santos a conseguir mais três pontos importantes. Não tenho raiva dele [Nelsinho], isso já passou", comentou Léo Lima.
E se o meio-campo do time do ABC teve dificuldades para armar, a defesa santista contribuiu. Após passe pelo meio, aos 36min, Ronaldo errou recuo para Roger e Marabá, mais veloz que o goleiro santista, ganhou a jogada e finalizou de direita para descontar.

Depois do intervalo, com a mesma formação, o São Caetano voltou melhor dos vestiários e equilibrou a partida. No entanto, assim como na etapa inicial, não conseguiu passar pela zaga alvinegra, levando raramente algum perigo à meta de Roger.

Sílvio Luiz, por sua vez, teve maior trabalho. E viu a bola estufar suas redes novamente aos 23min. Rodrigo Tabata acertou bom passe para Léo Lima dentro da área. O meio-campista, que entrara havia pouco tempo, arrematou com força, cruzado, fazendo o terceiro gol dos visitantes.

Um dos melhores jogadores do São Caetano em campo, o jovem Marcelinho, de 19 anos, ainda conseguiu marcar o segundo dos anfitriões aos 35min. Em velocidade, o camisa 10 entrou na defesa alvinegra passando por Wendel, Ronaldo e Luiz Alberto até tocar de direita na saída de Roger. A reação da equipe da casa, porém, parou por aí.

SÃO CAETANO
Sílvio Luiz; Thiago, Cléber (Paulo Miranda) e Gustavo; Ânderson Lima, Zé Luis, Marabá, Leandro Lima (Canindé) e Alex; Igor (Dimba) e Marcelinho
Técnico: Nelsinho Baptista

SANTOS
Roger; Luiz Alberto, Ronaldo Guiaro e Domingos; Fabinho, Heleno (Wendel), Cléber Santana, Rodrigo Tabata (Neto) e Kléber; Geílson e Magnum (Léo Lima)
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

Local: estádio Anacleto Campanella, em São Caetano do Sul (SP)
Árbitro: Élcio Paschoal Borborema
Auxiliares: Osny Antonio Silveira e Junivan Rodrigues de Souza
Público: 3.574 pessoas
Renda: R$ 45.787,00
Cartões amarelos: Gustavo (SCA), Heleno (SAN), Domingos (SAN), Thiago (SCA), Zé Luis (SCA), Ânderson Lima (SCA)
Gols: Rodrigo Tabata, aos 22min, Fabinho, aos 31min, e Marabá, aos 36min do primeiro tempo; Léo Lima, aos 23min, Marcelinho, aos 35min do segundo tempo

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