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  25/03/2006 - 20h06
Com grito de 'campeão', Santos triunfa 'em casa'

Da Redação
Em São Paulo

O Santos fez de tudo para transformar o Pacaembu em sua casa neste sábado. Diante de arquibancadas lotadas, o time alvinegro tentou tratar o estádio da capital paulista como se fosse a sua Vila Belmiro. Assim, empurrado pela torcida, o clube do litoral venceu o Juventus por 2 a 1 de virada - seu nono triunfo "em casa" neste ano -manteve a primeira colocação do Campeonato Paulista e foi brindado por gritos de "é campeão".

VIRADA SANTISTA

Juventinos festejam gol...


...mas time de Luxemburgo...


...vira com marcação forte...


...de Reinaldo e Kléber

Líder do Estadual, o Santos acumula agora 37 pontos e tem a melhor defesa do certame, com apenas 15 gols sofridos. A três jogos do término da competição, dois deles na Vila Belmiro, o time alvinegro se aproxima do título do Paulista, que não vence desde 1984.

Na caminhada para o troféu, a principal aposta do Santos é seu estádio. O time dirigido por Vanderlei Luxemburgo fez oito partidas na Vila Belmiro nesta temporada e obteve oito triunfos. Neste sábado, empurrada pelas arquibancadas lotadas do Pacaembu, a equipe do litoral se sentiu "em casa" e angariou mais um êxito.

"Estamos no caminho certo. As coisas estão acontecendo do jeito que tínhamos planejado. Estamos trabalhando para conquistar o título e tudo está funcionando", comemorou o centroavante Reinaldo, autor do segundo gol do Santos.

Apesar da vitória, o time da Vila Belmiro não teve vida tranqüila neste sábado. O Juventus saiu na frente e só levou a virada depois da expulsão de Naves, que puxou a camisa de Renatinho aos 32min do segundo tempo. Depois, dois outros atletas do time da Mooca (Paulo Isidoro e Manu) receberam cartão vermelho e aumentaram a vantagem do Santos.

Com tantas baixas, o Juventus saiu de campo revoltado com a arbitragem de Rodrigo Braghetto. "O que ele fez com a gente não existe. Tudo para nós era motivo de amarelo, e as expulsões foram conseqüência disso. Faltou critério", criticou o volante Alê.

A derrota deste sábado distanciou o Juventus da briga pela classificação para a Copa do Brasil da próxima temporada (os seis primeiros colocados do Paulista garantirão vaga no torneio nacional). O time da Rua Javari estacionou nos 21 pontos e segue no oitavo posto da tabela.

As duas equipes voltarão a campo na próxima quarta-feira. O Juventus visitará o Ituano no estádio Novelli Júnior, em Itu, às 16h. Mais tarde, às 21h45, o Santos receberá o Bragantino na Vila Belmiro, em Santos.

O jogo
Parte pela disposição das equipes, parte pelas condições do gramado do Pacaembu (castigado pela forte chuva que caiu em São Paulo), Juventus e Santos concentraram as ações ofensivas da etapa inicial nas laterais do campo no duelo deste sábado.

A despeito das poças e do gramado pesado, porém, as duas equipes mostraram postura ofensiva. E o Santos, superior tecnicamente, obrigou o goleiro Marcelo Moreira a trabalhar bastante, sobretudo em chute cruzado do volante Fabinho, da direita, aos 10min.

CAMINHO SANTISTA
DataAdversárioLocal
29/3BragantinoVila Belmiro
2/4São PauloMorumbi
9/4PortuguesaVila Belmiro
Quando o Santos era melhor, o Juventus inaugurou o marcador. Após cruzamento da direita, Rafael Silva conseguiu dominar a bola dentro da área e chutou forte. Manu interceptou a conclusão e bateu de pé direito, no canto esquerdo alto de Fábio Costa.

O gol parecia ser um indício de que o panorama do jogo mudaria. Contudo, o Santos seguiu melhor e logo conseguiu o empate. Fabrício se enrolou com Reinaldo aos 17min e o árbitro apontou falta na meia direita. Cléber Santana cobrou com muita força, a bola passou no meio da barreira e entrou no canto direito baixo de Marcelo Moreira, que não conseguiu alcançar.

"O que o árbitro fez com o Juventus hoje [sábado] não existe. Ele distribuiu cartões inexistentes para a nossa equipe e ainda marcou uma falta que não aconteceu. O gol deles aconteceu em uma falha do juiz", criticou o meia Paulo Isidoro, da equipe da Mooca.

Depois do gol, o Santos ainda manteve por alguns momentos a pressão que havia feito sobre o Juventus no início do confronto. Só que o time alvinegro caiu de rendimento aos poucos, a medida em que o estado do gramado piorou.

CHUVA X MAQUEIROS
Os maqueiros da partida deste sábado foram um "espetáculo" à parte durante o duelo entre Juventus e Santos no Pacaembu.

No primeiro tempo, quando Rafael Silva ficou caído no gramado, eles demoraram a entrar com o carrinho porque, com o campo molhado, poderiam prejudicar o gramado.

Evitando perder tempo, o técnico Vanderlei Luxemburgo, ironicamente, ameaçou "empurrar" o carrinho da maca para agilizar o atendimento a Rafael Silva e deixar o jogo recomeçar.

Depois do intervalo, já sem o carrinho, um dos maqueiros escorregou no gramado molhado novamente para atender Rafael Silva, substituído em seguida. A torcida santista, atenta, divertiu-se com a queda do maqueiro.
"A chuva atrapalhou demais. Ficou complicado para tocarmos a bola, e o nosso time é mais leve. Eles [Juventus] se preocuparam mais com a marcação e com impedir a nossa equipe de criar", analisou o goleiro Fábio Costa.

Depois do intervalo, a chuva diminuiu. O marasmo da etapa inicial não. O primeiro espasmo de bom futebol aconteceu aos 6min, quando Reinaldo apareceu no meio da área e completou de primeira um cruzamento rasteiro da esquerda. Marcelo Moreira desviou para a linha de fundo.

Animado pela oportunidade desperdiçada, o Santos ainda tentou pressionar o Juventus. Entretanto, a excelente atuação do goleiro Marcelo Moreira, que fez intervenções decisivas, quase impediu o time alvinegro de chegar ao segundo gol.

O quase caiu aos 35min, quando Léo Lima cruzou da direita e encontrou o centroavante Reinaldo dentro da área. O jogador do Santos tocou de cabeça, colocou a bola no canto esquerdo de Marcelo Moreira e deu a vitória ao líder do Paulistão.

JUVENTUS
Marcelo Moreira; Rafael Cordeiro (Paulinho), Ivan, Fabrício e João Paulo; Naves, Alê, Manu e Paulo Isidoro; Rafael Silva (Sérgio Lobo) e Wellington Paulista (Adriano)
Técnico: Sérgio Soares

SANTOS
Fábio Costa; Julio Manzur, Luiz Alberto e Ronaldo Guiaro (Wendell); Fabinho, Maldonado, Cléber Santana (Magnum), Léo Lima e Kléber; Rodrigo Tabata (Renatinho) e Reinaldo
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

Local: estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Árbitro: Rodrigo Braghetto
Auxiliares: Carlos Augusto Nogueira Junior e Luiz Quirino da Costa
Cartões amarelos: Fabrício (J), Léo Lima (S), João Paulo (J), Reinaldo (S), Rafael Cordeiro (J), Cléber Santana (S)
Cartões vermelhos: Naves (J), Paulo Isidoro (J), Manu (J)
Gols: Manu, aos 13min, Cléber Santana, aos 17min do primeiro tempo; Reinaldo, aos 35min do segundo tempo

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