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  16/04/2006 - 20h08
Favoritos, Santos e Goiás ficam só no 0 a 0

Da Redação
Em São Paulo

Campeões em seus estados e favoritos ao título do Campeonato Brasileiro. No jogo de "seis pontos" entre Santos e Goiás, valorizados pelo bom início de temporada, as duas equipes conquistaram apenas um ponto cada com o empate sem gols na noite deste domingo, pela conclusão da primeira rodada.

 GOIÁS X SANTOS 
11Faltas cometidas7
1Finalizações certas2
3Finalizações erradas5
115Passes certos109
26Passes errados27
9Dribles2
No Serra Dourada, em Goiânia, os dois times fizeram uma partida aquém das expectativas que os cercam, em boa parte prejudicados pelo estado do gramado, segundo reclamações da delegação santista. No entanto, o grande problema foi a falta de criatividade nos setores de armação de ambos os lados.

Nem mesmo as alterações promovidas por Vanderlei Luxemburgo e Geninho, que gastaram as três a que cada um tem direito tentando arrumar o setor ofensivo, foram capazes de elevar o nível técnico da partida. Os passes errados persistiram como protagonistas.

Com isso, ambos os clubes iniciaram com problemas a missão de manter o status resgatado com as campanhas vitoriosas nos respectivos Estaduais e as boas performances nas competições paralelas.

ÁRBITRO BRINCA COM LUXA
O árbitro Wagner Tardelli Azevedo esbanjou bom humor antes da partida entre Santos e Goiás. Ao chamar os técnicos das duas equipes no centro do gramado, brincou com Luxemburgo.

"O Vanderlei agora quer lançar namoro na televisão", ironizou o juiz, referindo-se à polêmica criada pelo comandante santista na reta final do Campeonato Paulista.

Depois da derrota para o São Paulo, Luxemburgo criticou a atuação do árbitro Rodrigo Martins Cintra. "O que eu não gostei foi ele me paquerar dentro de campo. Ele apitava e olhava pra mim em toda falta que marcava", disse o técnico na oportunidade.

Diante do bom humor de Tardelli neste domingo, Luxemburgo aproveitou para colocar Geninho na brincadeira. "Você tem olhos verdes", disse o treinador do Santos.
Depois de realizar sua melhor participação no Brasileiro com o terceiro lugar do ano passado, o Goiás não conseguiu transportar para a estréia na Série A o bom momento que vive na Copa Libertadores. Debutante no torneio internacional, o Goiás foi o primeiro brasileiro a se garantir nas oitavas-de-final.

No Santos, campeão nacional em 2002 e 2004, a busca pelo terceiro troféu brasileiro em cinco edições começou de maneira satisfatória na análise de Luxemburgo. "O empate jogando aqui em Goiânia sempre é muito bom. O Goiás sempre briga pelo título e vai tirar pontos de várias outras equipes. Acho que dentro das circunstâncias, o resultado acabou sendo bom para nós", comentou o técnico, principal arma alvinegra.

Além de ser o recordista em títulos do Brasileiro, com cinco conquistas, Luxemburgo ainda possui ótimo aproveitamento em disputas por pontos corridos. Até hoje, participou de seis competições nesse molde no Brasil e faturou todas (Brasileiro de 2003 e 2004, Paulista de 1994, 1996 e 2006, e Mineiro de 2003).

Os dois times voltam a campo pelo Nacional no próximo fim de semana. No sábado, o Goiás pega o Fluminense fora de casa, no Maracanã. O Santos, por sua vez, atua no dia seguinte no interior de São Paulo. Punido com a perda de mando de campo, o time receberá o Atlético-PR em Mogi Mirim.

Antes, no entanto, os clubes atuam por outras competições, ambos na quarta-feira. O Goiás tenta confirmar a liderança do Grupo 3 da Copa Libertadores diante do União Espanhola, no Serra Dourada. A equipe paulista, pela Copa do Brasil, busca vaga nas quartas-de-final diante do Brasiliense, no Distrito Federal.

O jogo
Temendo pressão do Goiás, Vanderlei Luxemburgo abandonou o esquema com três zagueiros com o qual faturou o Paulista e adotou o 4-4-2 para tentar adiantar sua equipe. Mesmo assim, o time da casa começou a partida dominando as ações no meio-campo e procurando avançar pelas laterais.

CHANCES PERDIDAS
Uma vitória que parecia impossível quase se tornou realidade para o Santos no Serra Dourada. Não fossem as chances perdidas, o resultado "fantástico" - que Luxemburgo havia citado antes da partida - seria levado para a Baixada. Leia mais
Contando com a presença de Roni no ataque, a equipe goiana passou a explorar as jogadas aéreas para o centroavante, já que o setor de armação pouco conseguiu produzir, parando na defesa alvinegra quando se aproximava da área.

O Santos teve problema semelhante. Apagado em campo, o meia Rodrigo Tabata sofreu com a marcação adversária e dificultou as investidas ofensivas dos visitantes, já que era o principal responsável pela articulação no ataque.

Com isso, o time de Luxemburgo também buscou as jogadas aéreas, buscando principalmente Reinaldo. Ele, aos 13min, conseguiu levar perigo à meta de Harlei cabeceando rente à trave, mas para fora.

Pelo Goiás, Welliton pouco apareceu no início da partida, mas antes do intervalo teve a melhor oportunidade dos primeiros 45 minutos. O rápido atacante recebeu na esquerda e bateu cruzado, rasteiro, para boa defesa de Fábio Costa. No rebote, Roni não aproveitou.

Sofrendo do mesmo "mal", Geninho e Luxemburgo fizeram alterações parecidas, mexendo no meio-campo. No Santos, Rodrigo Tabata deu lugar a Léo Lima, enquanto o estreante Raul, contratado do futebol cearense, substituiu Vampeta para tentar melhorar a aproximação ao ataque.

Aos 12min, Welliton teve outra chance de inaugurar o marcador, mas o chute cruzado, pela direita, foi direto para fora. Jadílson, de fora da área, também deu trabalho a Fábio Costa, autor de boa defesa no forte disparo do lateral-esquerdo.

Pelos lados do Santos, Geílson, que entrou na segunda etapa, deu maior movimentação ao ataque alvinegro. Gilmar, outro reserva, teve a melhor chance da partida aos 44min. Ele pegou sobra na área, driblou Harlei e bateu cruzado, mas Leonardo apareceu sobre a linha para salvar o Goiás.

GOIÁS
Harlei; Leonardo, Júlio Santos e Rogério Corrêa; Vitor, Danilo Portugal, Cléber Gaúcho, Vampeta (Raul) e Jadílson; Roni (Souza) e Welliton (Nonato)
Técnico: Geninho

SANTOS
Fábio Costa; Fabinho, Luiz Alberto, Manzur e Kléber; Wendel, Heleno, Cléber Santana e Rodrigo Tabata (Léo Lima); De Nigris (Gilmar) e Reinaldo (Geílson)
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

Local: estádio Serra Dourada, em Goiânia (GO)
Árbitro: Wagner Tardelli Azevedo (RJ)
Auxiliares: Hilton Moutinho Rodrigues (RJ) e Beival do Nascimento Souza (RJ)
Público: 9.579 pessoas
Cartões amarelos: Danilo Portugal (G), Roni (G), Luiz Alberto (S), Cléber Santana (S)

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