! São Paulo bate Caracas, lidera e revê o Palmeiras - 20/04/2006 - UOL Esporte - Futebol
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  20/04/2006 - 23h54
São Paulo bate Caracas, lidera e revê o Palmeiras

Da Redação
Em São Paulo

São Paulo e Palmeiras vão se enfrentar, mais uma vez, nas oitavas-de-final da Copa Libertadores. O confronto entre as duas equipes foi definido nesta quinta-feira, graças à vitória tricolor por 2 a 0 sobre o Caracas, no Morumbi.

Rubens Cavallari/Folha Imagem
Danilo comemora o primeiro gol do São Paulo, que vence em casa e agora pega o Palmeiras
O resultado positivo, o quarto do time tricolor nas seis partidas da fase de grupos da Libertadores, levou o São Paulo à liderança de sua chave (a equipe brasileira foi ajudada pelo empate sem gols entre Chivas e Cienciano, também nesta quinta).

Com isso, o São Paulo teve a quarta melhor campanha da fase de grupos da Copa Libertadores. O rendimento determinou um confronto com o rival Palmeiras nas oitavas-de-final da competição continental, que começarão na próxima semana.

"Todos os jogos são difíceis a partir de agora. A partida contra o Palmeiras será muito complicada e teremos que mostrar um futebol de grande nível", comentou o zagueiro Diego Lugano.

O embate com o Palmeiras remete ao que aconteceu na temporada passada. O São Paulo encarou o rival alviverde nas oitavas-de-final, obteve dois triunfos (1 a 0 e 2 a 0) e abriu caminho para conquistar o título da Libertadores pela terceira vez em sua história.

"Agora começa uma competição diferente. Não importa o que fizemos na primeira fase ou a história dos confrontos. O momento é de atenção total", disse o lateral-esquerdo Júnior.

Neste ano, contudo, a situação do time do Morumbi às vésperas das oitavas-de-final é muito diferente do que havia acontecido em 2005. O São Paulo ficou, nas duas temporadas, com a liderança de seu grupo. A campanha deste ano, entretanto, foi inferior.

Enquanto o São Paulo se classificou invicto, com três vitórias e três empates na fase de grupos do ano passado, em 2006 a equipe tricolor sofreu duas derrotas (ambas para o Chivas) e confirmou a liderança apenas na rodada derradeira.

O jogo
Já eliminado, o Caracas chegou ao Morumbi disposto a conter o ímpeto do São Paulo. Muito fechado, o time venezuelano apostou nos contra-golpes para tentar surpreender a equipe tricolor, que teve mais iniciativa desde o início do duelo.

SÃO PAULO PREGA RESPEITO

Mais uma vez o São Paulo vai enfrentar o Palmeiras na Libertadores. Mesmo em melhor momento que o rival, o time tricolor prega respeito.

"O Palmeiras tem um ótimo time e serão dois jogos difíceis, assim como no ano passado", comentou o capitão Rogério Ceni. Leia mais
O problema é que a disposição do São Paulo foi acompanhada por uma formação tática confusa e desarrumada. O time da casa apostou demais nos lances pelo meio, sobretudo com investidas em diagonal dos alas Souza e Júnior, e não conseguiu produzir.

"Erramos demais no primeiro tempo. Faltou abrir um pouco mais o jogo, principalmente porque o time deles estava muito fechado. Assim ficou complicado para tentarmos criar oportunidades", analisou o meia Danilo, do São Paulo.

A maior prova das palavras de Danilo é que a principal alternativa ofensiva do São Paulo na etapa inicial foi a bola parada. Na oportunidade mais clara, aos 11min, Rogério Ceni cobrou falta com categoria e acertou a trave esquerda do goleiro Toyo.

Com a bola rolando, o São Paulo só chegou no primeiro tempo aos 42min. Aloísio disputou a bola pelo alto com Viscarrondo e a sobra ficou na esquerda com Josué, que chutou de primeira. Toyo caiu para o canto esquerdo e segurou.

Depois do intervalo, o São Paulo voltou tão moroso quanto no período inicial. Contudo, recebeu uma ajuda do Caracas. Aos 5min, o zagueiro Bustamante fez falta dura em Aloísio e, como já havia recebido cartão amarelo, foi expulso de campo pelo árbitro uruguaio Jorge Larrionda.

Com um homem a mais em campo, o técnico Muricy Ramalho tirou o zagueiro Fabão e colocou o atacante Alex Dias. Assim, abriu jogadores no setor ofensivo (Thiago e o próprio Alex Dias), fixou Aloísio na área e acabou com a sobra da defesa do Caracas.

Perdidos para marcar os atacantes, os defensores da equipe venezuelana foram surpreendidos por um elemento surpresa. Aos 12min do segundo tempo, Danilo apareceu no setor ofensivo pela meia esquerda, driblou um defensor para o meio e chutou colocado, no canto esquerdo baixo de Toyo.

Após o gol, porém, o São Paulo não manteve o bom desempenho técnico. A equipe tricolor voltou a se perder taticamente e ameaçou o gol do Caracas apenas em finalização de fora da área do atacante Thiago, aos 35min, que passou muito perto do travessão.

Quando o placar parecia definitivo, o São Paulo contou com uma jogada individual do volante Mineiro para ampliar sua vantagem. O camisa 7 invadiu a área aos 46min e foi derrubado. Pênalti, convertido por Rogério Ceni.

SÃO PAULO
Rogério Ceni; Fabão (Alex Dias), Lugano e André Dias; Souza, Mineiro, Josué, Danilo e Júnior; Thiago (Rodrigo Fabri) e Aloísio (Leandro)
Técnico: Muricy Ramalho

CARACAS
Toyo; Perez, Viscarrondo, Bustamante e Godoy; De Pablos, Luís Vera, Giovanny Perez e Guerra (Rojas); Casanova (Rouga) e Vargas (Serna)
Técnico: Noel Sanvicente

Local: estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Árbitro: Jorge Larrionda (Uruguai)
Auxiliares: Edgardo Acosta e Mauricio Espinoza (ambos do Uruguai)
Cartões amarelos: Viscarrondo (C), Lugano (S)
Cartão vermelho: Bustamante (C)
Gols: Danilo, aos 12min, e Rogério Ceni, aos 48min do segundo tempo

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