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  30/04/2006 - 18h03
Titulares superam 'vazio', e Santos bate Palmeiras

Da Redação
Em São Paulo

Preocupados com outras competições (o time alviverde está nas oitavas-de-final da Libertadores e a equipe alvinegra está nas quartas-de-final da Copa do Brasil), Palmeiras e Santos fizeram um clássico esvaziado e pobre de atenções neste domingo, no Parque Antarctica. O técnico Vanderlei Luxemburgo resolveu até poupar alguns titulares do clube do litoral. No entanto, quando esses titulares entraram em campo, os visitantes chegaram à virada por 2 a 1 e ampliaram as fases dos dois protagonistas do clássico nesta temporada.

Fernando Donasci/Folha Imagem
Autor do gol do Palmeiras, Gamarra se estica, mas não evita virada do Santos em casa
O Santos manteve uma invencibilidade que perdura desde o dia 2 de abril, quando o time da Baixada foi superado pelo São Paulo por 3 a 1 no Campeonato Paulista. Desde então, a equipe dirigida por Vanderlei Luxemburgo disputou sete partidas e colecionou quatro vitórias e três empates.

A seqüência positiva levou o Santos a sete pontos no Campeonato Brasileiro. Invicto, o time da Vila Belmiro somou duas vitórias e um empate nas três primeiras rodadas e aparece entre os líderes do torneio nacional.

Com isso, a equipe santista muda seu astral para o confronto com o Ipatinga, na próxima quarta-feira, em Minas Gerais, na partida decisiva das quartas-de-final da Copa do Brasil. Após empate por 1 a 1 na Vila Belmiro, na última quarta-feira, o clube paulista precisa de uma vitória simples (ou um empate com dois ou mais gols) para se classificar para as semifinais.

"Nós ganhamos mais tranqüilidade e confirmamos a qualidade da nossa equipe. Vamos buscar o resultado positivo contra o Ipatinga e, assim como fizemos contra o Palmeiras, não podemos desistir. Essa vontade é importante para a equipe poder sair vitoriosa sempre", avisou o centroavante Reinaldo, que entrou no segundo tempo neste domingo e marcou o gol da vitória alvinegra.

Enquanto o Santos comemora fase positiva, o Palmeiras agoniza. Lanterna do Campeonato Brasileiro com três derrotas em três jogos, duas delas em casa e uma por 6 a 1 para o Figueirense (em Florianópolis), o time alviverde já acumula cinco partidas sem vencer (quatro derrotas e um empate). O último triunfo aconteceu na rodada derradeira do Paulista, quando a equipe do Parque Antarctica bateu o Santo André por 3 a 1 fora de casa.

A MELHOR DEFESA É A DEFESA
O gol marcado pelo zagueiro palmeirense Gamarra neste domingo, aos 20min do segundo tempo, foi o primeiro sofrido pelo Santos no Campeonato Brasileiro. Apesar disso, manteve a equipe alvinegra como a menos vazada do torneio nacional.

Com apenas um gol sofrido, o Santos empata com Internacional-RS e São Paulo na condição de melhor defesa do torneio nacional. No entanto, o bom rendimento da zaga alvinegra nesta temporada não se limita ao Brasileiro.

Campeão paulista após 21 anos de jejum (a última taça havia sido conquistada em 1984), o Santos sofreu apenas 19 gols nas 19 partidas do torneio estadual (média de um a cada 90 minutos).

Em toda a temporada, o desempenho defensivo do Santos é ainda mais contundente. O time alvinegro sofreu 26 gols em 28 partidas, com média inferior a um gol sofrido a cada jogo.
De quebra, o Palmeiras segue sem vencer nenhum clássico em 2006. O time do Parque Antarctica enfrentou os grandes de São Paulo (Corinthians, São Paulo e Santos) cinco vezes e acumulou três derrotas e dois empates. "É claro que incomoda. Já estamos na terceira rodada do Brasileiro e ainda não conseguimos vencer. Estamos falando em reagir, em reagir, mas daqui a pouco pode ser tarde", lamentou o atacante Edmundo.

E é nesse clima instável, diante de um jejum de vitórias, que o Palmeiras vai encarar o São Paulo na próxima quarta-feira, no Morumbi. As duas equipes empataram o primeiro duelo por 1 a 1, no Parque Antarctica, e o vencedor da próxima partida garantirá vaga nas quartas-de-final da Copa Libertadores. O time alviverde ainda ficará com a classificação se obtiver uma igualdade com dois ou mais gols.

Na próxima rodada do Campeonato Brasileiro, as duas equipes entrarão em campo no domingo, dia 7 de maio. O Palmeiras visitará o São Caetano, no estádio Anacleto Campanella, às 16h. Mais tarde, às 18h10, o Santos receberá o Fortaleza no Bruno José Daniel, em Santo André, com portões fechados (o time do litoral foi punido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva).

O jogo
O técnico Vanderlei Luxemburgo escondeu o quanto pôde a escalação do Santos para o clássico contra o Palmeiras, neste domingo, no Parque Antarctica. E a surpresa promovida pelo comandante alvinegro foi a ausência de cinco titulares (Luiz Alberto, Cléber Santana, Léo Lima, Kléber e Reinaldo), que foram preservados para o confronto com o Ipatinga (na próxima quarta-feira, pela Copa do Brasil). Além disso, Fabinho, Maldonado e De Nigris foram vetados pelo departamento médico.

NÚMEROS NEGATIVOS
Único time que ainda não somou pontos no Campeonato Brasileiro, o Palmeiras aparece na última colocação da tabela. No entanto, essa não é a única estatística desfavorável ao time do Parque Antarctica.

Com 11 gols sofridos (seis deles numa mesma partida, na derrota por 6 a 1 para o Figueirense), o Palmeiras é o time mais vazado do Brasileiro. E isso também rende à equipe alviverde a condição de pior saldo de gols do torneio.

O único número em que o Palmeiras não aparece na lanterna é o ataque. O time paulista marcou quatro vezes (curiosamente, o mesmo que o líder Santos) e o menos eficiente ofensivamente é o Santa Cruz, único que ainda não balançou as redes adversárias.
Desfigurado, o Santos apostou em uma postura defensiva para o início do clássico. Com isso, o Palmeiras teve mais iniciativa e mais posse de bola, sobretudo pelas laterais do gramado. O problema é que a superioridade territorial da equipe alviverde evidenciou sua limitação técnica. Com apenas Edmundo na armação (Marcinho atuou no ataque), o time da casa não conseguiu levar perigo ao gol defendido por Fábio Costa.

A falta de ameaças a seu setor defensivo deu ao Santos a liberdade necessária para contra-golpear. Contudo, o time alvinegro repetiu a falta de competência dos donos da casa e não conseguiu fazer a bola chegar ao isolado Geílson no setor ofensivo (Magnum, o outro atacante, voltou demais para buscar a bola).

"Faltou colocarmos a bola no chão. Nós tentamos lançamentos muito longos, sempre pelo alto, e a defesa do Palmeiras conseguiu cortar com tranqüilidade. Precisávamos ter chegado com mais toques curtos", reclamou o meia Rodrigo Tabata, do Santos, num discurso que poderia ter servido para as duas equipes na etapa inicial. Prova disso é que o único lance de perigo aconteceu aos 35min, quando o time alviverde fez a bola chegar a Paulo Baier dentro da pequena área. Fábio Costa saiu bem e travou a conclusão do lateral-direito.

Apáticos na etapa inicial, Palmeiras e Santos seguiram errando muitos passes depois do intervalo. No entanto, ao menos tiveram mais ímpeto ofensivo. Mais abertos, com mais participação dos alas, os dois times conseguiram diminuir o marasmo evidenciado na primeira metade do clássico. "Foi um jogo de muita marcação, de muita pegada, mas todo mundo seguiu lutando e não desistiu em nenhum momento", ponderou o meio-campista Wendell, dos visitantes.

Se não tinham qualidade suficiente para criar, Palmeiras e Santos contaram com falhas de suas defesas para movimentar o placar do Parque Antarctica. O time da casa marcou primeiro, aos 20min, quando Gamarra aproveitou cobrança de escanteio da direita e cabeceou completamente livre, sem chance de defesa para Fábio Costa.

CAI UM TABU
Com a vitória deste domingo, o Santos encerrou uma longa série negativa contra o Palmeiras no Parque Antarctica. O time alvinegro não batia o rival fora de casa desde o dia 28 de janeiro de 1997, quando fez 3 a 1 em duelo válido pelo Torneio Rio-São Paulo.

Desde então, Palmeiras e Santos duelaram dez vezes no Parque Antarctica. O time da casa obteve sete vitórias, dois empates e apenas um revés (neste domingo, por 2 a 1, de virada).
A resposta do Santos aconteceu de forma rápida. Aos 22min, a defesa alviverde se enrolou em cobrança de escanteio alvinegra da direita e, após desvio no primeiro pau, a bola bateu nas costas de Paulo Baier para entrar.

O gol precedeu um crescimento do Santos. O técnico Vanderlei Luxemburgo havia colocado em campo os meias Cléber Santana e Léo Lima e o atacante Reinaldo. Com isso, a equipe da Vila Belmiro ganhou qualidade técnica e passou a pressionar o gol defendido por Sérgio. Na melhor oportunidade, aos 26min, Carlinhos aproveitou sobra dentro da área do Palmeiras e chutou de primeira. O camisa 1 do Palmeiras, com muito reflexo, espalmou em seu canto esquerdo alto e desviou para a linha de fundo.

Aos 38min, o crescimento do Santos quase esmoreceu. Um dos titulares que haviam acabado de entrar, o meia Cléber Santana, acertou cotovelada em Marcinho Guerreiro e foi expulso. No entanto, outro titular definiu a vitória da equipe alvinegra. Reinaldo recebeu lançamento aos 41min, ganhou na velocidade do zagueiro Gamarra e chutou de esquerda. Sérgio ainda desviou, mas não conseguiu impedir o gol da vitória dos visitantes.

PALMEIRAS
Sérgio; Thiago Gomes, Gamarra e Douglas (Alex Afonso); Paulo Baier, Marcinho Guerreiro, Wendel (Cristian), Edmundo e Márcio Careca (Michael); Marcinho e Washington
Técnico: Marcelo Vilar

SANTOS
Fábio Costa; Manzur, Ronaldo Guiaro e Domingos; Neto, Heleno, Wendell (Cléber Santana), Rodrigo Tabata (Léo Lima) e Carlinhos; Geílson (Reinaldo) e Magnum
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

Local: estádio do Parque Antarctica, em São Paulo (SP)
Árbitro: Alicio Pena Junior (MG)
Auxiliares: Marco Antônio Gomes e Márcio Eustáquio Santiago (ambos de MG)
Público: 8.747 pagantes
Renda: R$ 137.045,00
Cartões amarelos: Thiago Gomes (P), Magnum (S), Heleno (S), Michael (P), Reinaldo (S)
Cartões vermelhos: Cléber Santana (S)
Gols: Gamarra, aos 20min, Paulo Baier (contra), aos 22min, Reinaldo, aos 41min do segundo tempo


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