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  24/05/2006 - 23h50
Flamengo reage e empata com o Santos em casa

Da Redação
No Rio de Janeiro

O Flamengo não estancou sua crise interna, tampouco o Santos manteve-se em contato com os líderes do Campeonato Brasileiro. Nesta quarta-feira, o empate por 2 a 2 entre as duas equipes, no Maracanã, acabou não trazendo soluções a ninguém.

Seis dias depois de comemorar a classificação para a final da Copa do Brasil, no mesmo estádio, o time rubro-negro enfrentou situação totalmente diferente. Após a demissão do técnico Waldemar Lemos por causa de mau relacionamento com a diretoria, a torcida abandonou a equipe - apenas 3 mil pessoas assistiram ao jogo - e adotou uma postura hostil na estréia de Ney Franco.

ELENCO PARTIDO
A demissão do técnico Waldemar Lemos, na última segunda, evidenciou o racha no grupo rubro-negro. Há três segmentos de atletas na Gávea e cada uma delas tem a sua preferência. Por trás de tudo, a diretoria e suas pressões pela escalação de alguns atletas.

"Está muito dividido. Ele vai precisar de personalidade. Há os que gostavam do Waldemar e os que não gostavam", disse o técnico do Santos, Vanderlei Luxemburgo. Leia mais
E os primeiros minutos deram a impressão de que a crise flamenguista se intensificaria. À vontade, o Santos marcou 2 a 0 e teve outras chances de ampliar. Mas o relaxamento dos paulistas foi fatal. Aos poucos, driblando a falta de qualidade e as vaias da torcida, o Flamengo se ajeitou e conseguiu o empate.

Mesmo assim, a situação na tabela não é das mais agradáveis. Sem vencer há três jogos no Brasileiro, a equipe rubro-negra soma oito pontos e transita nas proximidades da área de rebaixamento.

A "entrega" de dois pontos que pareciam fáceis irritou o técnico do Santos, Vanderlei Luxemburgo. Sobretudo no segundo tempo, ele gesticulou muito à beira do campo e pediu mais vibração aos seus jogadores.

"Perdemos a possibilidade de sair com o resultado positivo. Não gostei e reclamei muito de ir para casa com o empate", disse o treinador.

O clube paulista termina assim sua mini-excursão ao Rio de Janeiro com apenas um empate conquistado em dois jogos. Por causa do mau desempenho, o Santos saiu da liderança e está na quarta posição, com 14 pontos.

No próximo domingo os dois rivais desta quarta têm clássicos: o Flamengo enfrenta o Fluminense, no Maracanã, e o Santos encara o Corinthians, na Vila Belmiro.

O jogo
A partida começou sem grandes emoções e com a torcida flamenguista visivelmente ressabiada. Os poucos que compareceram ao Maracanã começaram a vaiar Fernando antes mesmo dos 13min.

Aos 14min, Walter Minhoca encontrou Renato livre na área. De primeira, o meia chutou rasteiro e Fábio Costa defendeu com o joelho. O Santos, desarrumado, conseguiu abrir o placar na primeira vez que foi à frente.

Rodrigo Tabata achou Rodrigo Tiuí na cara de Diego, e o atacante encobriu o goleiro adversário com facilidade, aos 18min. O gol desajustou ainda mais o time rubro-negro. Menos de dois minutos depois, Tabata cruzou da esquerda, a zaga apenas observou, e Luiz Alberto marcou de cabeça.

Enquanto os torcedores protestavam nas arquibancadas pedindo "raça" e xingando o vice de futebol Kleber Leite, o Santos passeou. Aos 25min, novamente Luiz Alberto apareceu livre e cabeceou. A bola entraria, mas Renato Silva conseguiu evitar.

COTOVELO REINCIDENTE
Intimado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva pela cotovelada desferida no palmeirense Marcinho Guerreiro, o meio-campista Cléber Santana novamente se envolveu em agressão semelhante, desta vez ao atingir o flamenguista Goeber. Com o rosto sangrando, o jogador rubro-negro partiu para cima do adversário e teve a companhia de Renato.

"Não fiz nada. Não tive intenção em pegar o Goeber. Fui cabecear normal. Não tive maldade", frisou", defendeu-se o santista.
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Por acaso, o Flamengo diminuiu aos 31min. Após cobrança de escanteio, Diego Silva desviou na primeira trave, a zaga do Santos se enrolou e Maldonado chutou em Luiz Alberto antes de a bola entrar.

"Nem vi o que aconteceu. Parece que está um ímã ali contra mim", disse o zagueiro, que havia feito um gol contra no último domingo, na partida contra o Fluminense. Mas o árbitro Luiz Alberto Bites salvou o defensor e deu o gol ao zagueiro do Fla, Renato Silva.

No fim do primeiro tempo, aos 46min, Rodrigo Tabata surpreendeu Diego e colocou por cobertura da ponta esquerda. O goleiro conseguiu se recuperar e deu um tapa na bola, que ainda bateu no travessão.

"O Flamengo sempre tem pressão. Para jogar aqui tem que estar acostumado", disse Diego, que foi muito hostilizado pela torcida.

No intervalo, o técnico Ney Franco substituiu Jônatas por Goeber. Foi o suficiente para ouvir os primeiros gritos de "burro" no novo clube.

O time rubro-negro, porém, não melhorou com a mudança. Controlando a partida, o Santos pouco foi ameaçado. O lance de mais tensão aconteceu aos 11min, quando Cleber Santana atingiu Goeber com o cotovelo. Com o rosto sangrando, o flamenguista partiu para cima do adversário e teve a companhia de Renato.

O árbitro ignorou as posturas agressivas e não deu cartão a ninguém. Em um contra-ataque, aos 14min, Walter Minhoca cruzou da direita, Domingos cortou mal e Renato, de direita, chutou para empatar.

Em busca da virada, o técnico Ney Franco sacou o volante Léo e colocou o atacante Obina na equipe. Mas foi o Santos quem assustou. Aos 25min, Denis cruzou e Rodrigo Tabata cabeceou por cima do gol.

O jogo ficou em ritmo morno e o Flamengo, em momento algum, conseguiu dar indícios de que conseguiria a virada. No fim, aos 47min, Cléber Santana entrou driblando na área adversária, mas Diego conseguiu impedir a finalização.

FLAMENGO
Diego; Marcelinho, Renato Silva, Fernando e Juan; Léo (Obina), Léo Medeiros, Jônatas (Goeber) e Renato; Walter Minhoca e Diego Silva (Vinícius)
Técnico: Ney Franco

SANTOS
Fábio Costa, Denis (Neto), Luiz Alberto, Domingos e Kléber; Maldonado, Fabinho (Wendel), Cléber Santana e Rodrigo Tabata, Wellington Paulista (Magnum) e Rodrigo Tiuí
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

Data: 24/5/2006
Local: estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Luiz Alberto Bites (GO)
Auxiliares: Flávio Gilberto Kanitz e Fabrício Vilarinho (ambos de GO)
Cartões amarelos: Wellington Paulista (S), Léo (F), Jônatas (F), Kleber (S), Léo Medeiros (S), Domingos (S), Renato (F)
Gols: Rodrigo Tiuí, aos 18min, Luiz Alberto, aos 20min, Renato Silva, aos 31min do primeiro tempo; Renato, aos 14min do segundo tempo

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