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  13/08/2006 - 20h08
Reservas voltam a funcionar e São Paulo dispara

Da Redação
Em São Paulo

A derrota para o Internacional na primeira partida da decisão da Libertadores e a morte do goleiro reserva Weverson abalaram o São Paulo nesta semana. E a equipe que o técnico Muricy Ramalho mandou a campo neste domingo, composta por uma base de suplentes, ainda entrou em campo pressionada por não ter vencido nas duas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro (revés diante do Santos e empate com o Botafogo). Apesar de tantos motivos para estar amuado neste domingo, o time tricolor reagiu e superou o Goiás por 2 a 1 no Morumbi. Assim, disparou na liderança da competição nacional e viu isso como alento para o período complicado.

A VITÓRIA DO SÃO PAULO
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Lenílson na cara de Harley

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Reasco sofre falta no Morumbi

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São-paulinos comemoram

"A vitória de hoje [domingo] serviu para provarmos muita coisa. Nós tivemos uma apresentação desastrosa contra o Santos [derrota por 4 a 0], mas reagimos e comprovamos a qualidade do nosso elenco. A maior prova disso é que, mesmo sem os titulares há quatro rodadas, nós continuamos na liderança do Campeonato Brasileiro", ressaltou o goleiro Rogério Ceni.

No meio dos reservas do São Paulo, o grande destaque foi o meia Lenílson. O camisa 23 anotou os dois gols do time paulista neste domingo e reeditou o desempenho que havia apresentado na última vitória tricolor no Campeonato Brasileiro, no dia 23 de julho, quando a equipe do Morumbi bateu a Ponte Preta por 3 a 1.

Depois do triunfo diante da Ponte Preta, os reservas do São Paulo foram goleados por 4 a 0 pelo rival Santos. E não conseguiram a reação na rodada passada, quando empataram por 1 a 1 com o Botafogo. Por isso, Lenílson comemorou demais o resultado deste domingo: "Mostramos que temos qualidade. Muita gente duvidou do nosso potencial depois das últimas partidas, mas o nosso elenco tem potencial".

A força citada por Lenílson está expressa na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro. O São Paulo chegou a 33 pontos neste domingo e abriu quatro de vantagem para a segunda posição, que agora é ocupada pelo Internacional.

Enquanto o São Paulo vive um momento de alta, o Goiás experimenta o inverso. O time esmeraldino não vence um jogo sequer desde o dia 1º de junho, quando fez 1 a 0 sobre o Corinthians no Morumbi. Desde então, acumulou cinco derrotas e dois empates. A campanha irregular deixou a equipe dirigida por Antônio Lopes na 13ª colocação da tabela, com apenas 19 pontos (dois acima da zona de rebaixamento).

A ausência de resultados começou a pressionar até o próprio Antônio Lopes, que garantiu que vai continuar à frente da equipe. "Estamos fazendo um trabalho e não vamos desistir no meio do caminho. Tenho convicção de que a equipe vai reagir e tem condições para isso. Fizemos um bom jogo contra o São Paulo, mas tivemos algumas infelicidades. Precisamos batalhar para isso não acontecer mais", avisou o treinador.

O próximo compromisso do Goiás no Campeonato Brasileiro está marcado para quarta-feira, às 20h30, quando o time esmeraldino receberá o Botafogo no Serra Dourada. No mesmo dia, o São Paulo jogará contra o Internacional no Beira-Rio, na decisão da Copa Libertadores. Como perdeu o primeiro duelo por 2 a 1 no Morumbi, a equipe paulista precisa de um triunfo por dois ou mais gols de diferença para conquistar a taça continental pela quarta vez (vitória tricolor com um gol de vantagem leva a final paras os pênaltis).

O jogo
Derrotados por 4 a 0 pelo Santos na última vez em que foram escalados, os reservas do São Paulo entraram em campo abalados neste domingo. E encontraram como rival o Goiás, time que não vence desde o dia 1º de junho. Esses dados proporcionaram um duelo extremamente nervoso neste domingo, com sucessivos erros de passes na intermediária.

HOMENAGENS
Por motivos absolutamente diferentes, o jogo deste domingo marcou duas homenagens feitas pelo elenco do São Paulo. A primeira foi motivada pelo Dia dos Pais e a segunda aconteceu em virtude da morte do goleiro reserva Weverson, vítima de um acidente automobilístico na semana passada.

A homenagem aos pais foi expressa em uma faixa que os jogadores do São Paulo carregaram na entrada em campo: "Pai, parabéns pelo seu dia. Obrigado por ser são-paulino", dizia.

Quanto a Weverson, ele foi lembrado por Rogério Ceni, capitão do São Paulo, que usou um uniforme com o nome do companheiro. "A gente está triste demais porque era um menino de muito valor e não tem como fazer as coisas voltarem. Eu procurei mostrar o quanto ele era importante e agora vou mandar essa camisa para o pai dele, que gosta muito de futebol".
A maior prova disso é que o São Paulo só criou uma oportunidade no início do jogo, aos 9min, quando Reasco cruzou da direita para o segundo pau e Lenílson tocou de cabeça. Harlei defendeu com a mão direita, no canto direito alto, e desviou para a linha de fundo. "A partida começou com muita marcação dos dois lados, e as duas equipes demoraram um pouco para encontrar espaços para criar", admitiu o meia Richarlyson, do clube paulista.

O equilíbrio da partida, com superioridade da marcação sobre as linhas ofensivas, só ruiu em um erro da zaga do Goiás. Aos 18min, Lúcio cobrou escanteio da esquerda e Alex Silva desviou de cabeça no primeiro pau. A bola sobrou com Lenílson, que driblou um defensor para o fundo e chutou cruzado. Júlio Santos ainda tirou a bola, mas ela já havia ultrapassado totalmente a linha.

O gol fez o Goiás sair mais para o campo de ataque. No entanto, também expôs o nervosismo da equipe esmeraldina, que proporcionou uma superioridade tática dos donos da casa. "O nosso time se comportou muito bem, apesar da falta de entrosamento. Marcamos com muita qualidade e dificultamos a vida deles. É claro que o ritmo ainda não é o ideal, mas o importante é que nós atuamos bem", comemorou o zagueiro Edcarlos.

Superior em campo e em vantagem no placar, porém, o São Paulo diminuiu o ritmo da partida. Sobretudo no segundo tempo, o time paulista apostou na troca de passes laterais e começou a valorizar o resultado obtido no Morumbi. "Nós demos muito espaço para eles tocarem a bola e foi complicado para encaixarmos a marcação", admitiu o atacante Welliton, do Goiás, que produziu pouco neste domingo.

O marasmo do jogo só terminou graças a uma jogada individual do meia Lenílson, um dos destaques do São Paulo diante do Goiás. Aos 28min do segundo tempo, o camisa 23 conduziu a bola pela intermediária e chutou de pé esquerdo, de fora da área. A conclusão rasteira ainda bateu na trave esquerda de Harlei antes de entrar e ampliar a vantagem dos mandantes.

O segundo gol de Lenílson ampliou o panorama da partida e evidenciou a experiência do São Paulo. Apesar de ser formado apenas por reservas, o time paulista valorizou a posse de bola e soube se safar da marcação que o Goiás tentou fazer sobre a saída de bola. "Eles apertaram um pouco no segundo tempo, mas nós nos movimentamos muito e conseguimos sair. Isso aconteceu porque nos dedicamos muito e mostramos nossa qualidade", avaliou o meio-campista Richarlyson.

Só que a postura do São Paulo não conseguiu se manter até o fim do jogo. Disposto a administrar o tempo, o time tricolor falhou aos 45min e o Goiás descontou. Jadílson cobrou falta da esquerda para a área e o atacante angolano Johnson, livre de marcação, tocou de cabeça para fazer seu primeiro gol pelo clube.

SÃO PAULO
Rogério Ceni; Alex Silva, Edcarlos e Carlinhos; Reasco, Josué, Richarlyson, Lenílson e Lúcio; Alex Dias (Lima) e Thiago (Rodrigo Fabri)
Técnico: Muricy Ramalho

GOIÁS
Harlei (Rodrigo Calaça); Júlio Santos (Aldo), Rogério Corrêa e Leonardo; Vítor, Cléber, Hugo Leonardo, Romerito e Jadílson; Welliton e Nonato (Johnson)
Técnico: Antônio Lopes

Local: estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Árbitro: Luis Antônio Silva Santos (RJ)
Auxiliares: Aristeu Leonardo Tavares e Marcelo Fonseca Duarte (RJ)
Cartões amarelos: Cléber (G), Richarlyson (S), Lenílson (S), Josué (S), Hugo Leonardo (G), Alex Silva (G)
Gols: Lenílson, aos 18min do primeiro tempo e aos 28min do segundo tempo; Johnson, aos 45min do segundo tempo

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