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  16/08/2006 - 07h05
Cicinho e Gilberto querem apenas as vagas de ex-ídolos

João Henrique Medice
Enviado especial do UOL
Em Oslo (Noruega)

A frustrante e precoce eliminação do Brasil na Copa do Mundo da Alemanha encerrou as trajetórias de Cafu e Roberto Carlos na seleção. Após anos de serviços prestados, a dupla, enfim, foi substituída e não deve voltar a atuar junta com a camisa amarela.

AFP
Titular da "era Dunga", Cicinho luta para ser o herdeiro de Cafu na lateral direita da seleção
Melhor para Cicinho e Gilberto, convocados por Dunga para o amistoso desta quarta-feira contra a Noruega, em Oslo. O duelo marca a estréia do ex-volante à frente da equipe e a confirmação dos alas como os novos titulares dos flancos brasileiros.

Ocupar a vaga dos ex-ídolos não parece problema para o também experiente Gilberto, 30, do Hertha Berlim, e Cicinho, 26, do Real Madrid, e apontado pelo próprio Cafu como seu substituto natural. Os jogadores sabem, porém, que marcas conquistadas pelos antecessores dificilmente serão alcançadas ou batidas novamente.

Cafu, segundo a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), é o jogador que mais vezes defendeu a equipe nacional: 150. Conquistou a Copa da Amizade (1992), Copa do Mundo (1994 e 2002), Copa América (1997 e 1999) e Copa das Confederações (1997).

Roberto Carlos, por sua vez, é o segundo do ranking: 132 jogos. Comparado a Cafu, só não foi campeão mundial em 1994. Assinalou dez gols.

"Respeito tanto o Roberto quanto o Cafu. Foram titulares da seleção por muito tempo e dificilmente outro jogador repetirá o que eles fizeram pelo Brasil", disse Gilberto, 11 jogos.

Diferentemente de Cafu, que ainda se coloca à disposição de Dunga, o ala do Real Madrid anunciou que dará espaço para novos, ou não tão novos assim, jogadores. "Abriu uma vaga e agora quero me manter como titular. Não sou mais nenhum menino, mas penso na Copa de 2010 e quero me manter no time até lá. Agora, se eu não tiver condição física, a comissão-técnica saberá o momento de me substituir".

Respeito tanto o Roberto quanto o Cafu. Foram titulares da seleção por muito tempo e dificilmente outro jogador repetirá o que eles fizeram pelo Brasil
Gilberto,
lateral-esquerdo

Cicinho, quatro anos mais novo e um dos mais motivados com a titularidade, esbanja confiança. O ex-lateral de Atlético-MG e São Paulo, 14 atuações pela seleção, não pretende largar tão cedo a camisa 2.

"A minha hora está chegando", disparou. "Trabalhei duro para conquistar o que conquistei hoje e graças a Deus o meu esforço tem sido reconhecido por todos os treinadores", discursou.

Parte dos torcedores gostaria de ter visto Cicinho atuando na Copa da Alemanha, fato que não aconteceu porque Cafu tinha a confiança de Carlos Alberto Parreira. O lateral-direito também tinha marcas pessoais a bater, como se tornar o jogador brasileiro com mais partidas em Mundiais, o que ele acabou se realizando.

Apesar da insistência do ex-técnico e da eliminação brasileira nas quartas-de-final, após derrota para França, Cicinho não se abateu. Muito pelo contrário. "Erros acontecem, principalmente para o profissional do futebol. Temos que nos acostumar a eles, mas não podemos permitir que os erros tomem conta do ambiente", disparou.

"Foi uma fase difícil que passamos, mas que precisa ser apagada. É importante esquecer o passado e viver o presente, porque a seleção sempre forma grandes times e conta com excelentes jogadores. A turma está animada, eu estou animado, e juntos reconduziremos o Brasil às vitórias", finalizou.


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